<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341</id><updated>2011-10-10T06:24:39.154-03:00</updated><category term='Jota Quest'/><category term='Barbra Streisand'/><category term='Etta James'/><category term='Depeche Mode'/><category term='Os tribalistas'/><category term='The Beatles'/><category term='Baby Consuelo'/><category term='Cazuza'/><category term='Grégory Lemarchal'/><category term='Bonnie Tyler'/><category term='Cássia Eller'/><category term='Maria Bethânia'/><category term='Gilberto Gil'/><category term='Omara Portuondo'/><category term='Simone'/><category term='Maria Rita'/><category term='Marisa Monte'/><category term='A turma do balão mágico'/><category term='Norah Jones'/><category term='João e Bebel Gilberto'/><category term='Los Hermanos'/><category term='Ney Matogrosso'/><category term='Sandra de Sá'/><category term='Aretha Franklin'/><category term='Milton Nascimento'/><category term='Legião Urbana'/><category term='Toquinho'/><category term='Nando Reis'/><category term='Jamie Cullum'/><category term='Raul Seixas'/><category term='Édith Piaf'/><category term='Roberta Sá'/><category term='Gal Costa'/><category term='Jay Vaquer'/><category term='Rolling Stones'/><category term='Elis Regina'/><category term='Nicole Kidman'/><category term='Rita Lee'/><category term='Vanessa da Mata'/><category term='1º post'/><category term='Adriana Calcanhotto'/><category term='Caetano Veloso'/><category term='Danni Carlos'/><category term='Maysa'/><title type='text'>o inacreditável mundo de alex e!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>73</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-4866892011768898091</id><published>2011-02-04T21:05:00.001-02:00</published><updated>2011-02-04T21:07:25.264-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Beatles'/><title type='text'>passo marcado</title><content type='html'>...é como se fossem todos pra onde não houvesse fim. Até lá na frente, bem no ponto depois que os olhos não mais alcançam, na linha-limite que se chama de horizonte, aquela fila de homens e mulheres estendia-se paciente, passo a passo, num destino certo e irrevogável.&lt;br /&gt;De onde estou, posso tocar suas roupas – se quisesse. Mas não. Não chamar atenção pra mim mesmo talvez seja necessário neste momento em que compreendo tão pouco e parcamente o que acontece à minha volta. Na verdade buscava apenas um jornal, as notícias, os acontecidos, as coisas de nome de fato e de direito. E quem sabe criticá-las, como habitualmente faço. E agora? O que fazer? Não se critica – e pior! – não se pode aproximar de algo inominado. O fato de estas pessoas todas que não conheço estarem em fila, como que marcadas, em transe, indo a não sei onde desse jeito tão plácido e absorto, me faz ter medo de mim. Será que de repente enlouqueci e ninguém me disse? Isso tudo é muito perigoso. Melhor voltar para o cômodo de minha confortável residência com vigilantes à porta. Quem sabe seja só uma vertigem? &lt;br /&gt;E num instante muito rápido percebeu que não dormia, pois se ele também andava, como os outros, certo porém perdido naquela louca caminhada em fila. Tinha de buscá-lo! Que loucura: agora era sério, conhecia alguém – ele – e sabia que tudo aquilo era real.&lt;br /&gt;Foi apenas um relance. A certeza, no entanto, era absoluta: era ele era ele era ele. Preciso tirá-lo dessa manada, dessa coisa que acontece sem que eu possa explicar, dar-lhe um nome. Nem ao menos um grito. Não tenho esse direito assim como um cão não tem outro direito a não ser o de adorar o dono como se o sacrifício fosse eterno. Não me foi permitido; não me sacrifico em nome do que não posso adorar: não posso te adorar. Perdoe-me, mas tenho de buscá-lo. Tenho de salvá-lo.&lt;br /&gt;Chamava-o pelo nome, mas meu desespero era interno, a voz saía de dentro para ainda mais dentro de mim. Num momento, via-o; noutro, não o via. Aparecia e desaparecia entre as cadeias daquela casta una que se misturava e cruzava-se entre si, subindo e descendo através das colinas longínquas.&lt;br /&gt;Os olhos, os olhos das pessoas vidrados de um vidro opaco, cego, mas estranhamente lúcido, como se a todas elas, menos a mim, aquilo tivesse algum sentido, como se dominadas por um alumbramento, como se certeiras flechas em direção ao deus, ao Olimpo, à coisa que transcende o fim da própria coisa. Eu me espanto. Por que não foi me dado isso? Sou uma espécie de “escolhido”? Talvez seja apenas um renegado, como se esquecido pelos outros que nem mesmo conheço fosse deixado pra trás, de lado, como a aresta de um desenho que se apaga, por não se encaixar na harmonia do todo. &lt;br /&gt;E por que então ele? Por que o estão levando junto a essa turba homogênea como bichos em sacrifício? Será que é isso, será um ritual? Que seita é essa, que receita seguem? Eu tão bem informado e, no entanto, não tenho como dizer... A não ser a voz rouca que brota em ruído grunhindo na minha cabeça e os olhos ávidos por não perdê-lo de vista. Quem sabe o que vai acontecer, queria poder perguntar. Mas talvez seja melhor apenas não dizer. Só segui-lo, ele que não poderia ir embora desse jeito, ele que não pode deixar tudo e a mim como se nada tivesse acontecido (mas nada aconteceu, lembra-se?) ele que...&lt;br /&gt;Então me dei conta de que lentamente maquinalmente funcionalmente entrava no compasso dos outros que me precediam e que me sucediam. Não vejo mais diferença entre o que está antes ou depois de mim: só o instante tem sentido; só o momento existe. E de repente, como se nessa completa falta de sentido eu encontrasse algo como uma partitura quebrada, incompleta e avessa, flutuando, cindida do signo das coisas: eu enviesadamente compreendo, a minha visão se turva, e eu sinto que cada vez mais faço parte, e que eu sou na verdade aquilo que menos sei, e que saber-se a si próprio é só a pontinha de um enorme iceberg que se lambe com gosto de morangos mofados, e a língua gruda, e não se fala mais: porque não se precisa mais falar. &lt;br /&gt;Comunico-me pelo sentido da coisa, a coisa inominada e inominável que compõe e decompõe tudo e nada e a própria coisa, essa coisa que neutraliza a minha busca numa calma, numa paz serena, numa glória de luz distante, no horizonte que nunca chega, porque nunca chega, nunca se chega. Natural perceber agora que os outros na verdade são ele, todos outros, todos ele, e que ele na verdade sou eu, e que eu na verdade sou ele, e que sempre foi assim, porque nunca foi diferente; é natural que não os conhecesse, e ainda mais natural que não o conheça senão na medida em que me conhecia, por isso a indiferença que criei e que mantive por tanto tempo, nas minhas certezas enfáticas, nas minhas palavras escritas, na minha voz rouca e suave e cortante.&lt;br /&gt;Natural ser na mudez do passo marcado que se descortina a mim a minha liberdade que me funde e que me finda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "strawberry fields forever", The Beatles&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-4866892011768898091?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/4866892011768898091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=4866892011768898091' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4866892011768898091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4866892011768898091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2011/02/passo-marcado.html' title='passo marcado'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-6582943027782632498</id><published>2011-01-10T21:20:00.002-02:00</published><updated>2011-01-10T21:21:34.337-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depeche Mode'/><title type='text'>primogênito</title><content type='html'>...sentiu as dores do mundo e soube que naquele dia, sem atrasos, é que deveria ser feito. O labirinto não oferecia escolhas; os caminhos, entrecruzados, perdiam-se na velocidade do líquido parcialmente viscoso escorrendo-lhe pernas abaixo. Mesmo assim, tentou desesperadamente fugir de seu destino.&lt;br /&gt;Quis gritar, pedir ajuda aos céus, mas a providência divina de nada adiantaria em meio às sombras de que escolheu fazer parte. Voluntária da própria desgraça, adivinhava no musgo das paredes de pedra mensagens ocultas aos olhos alheios. Estava perdida e grávida num mundo de objeções. A escolha sensata jamais no repertório da mulher, por isso jamais vencida. A derrota, no entanto, impunha-se sorrindo enigmática e paralela ao caminho que deveria ter seguido.&lt;br /&gt;Aquele, o da insistência daquela mulher, apenas a levaria ao fundo de seu juízo final, sob o jugo da luz lunar que a iluminava nos gritos lancinantes. Ninguém a ouvia, e ninguém a poderia ouvir, num labirinto não há qualquer chance de resposta. A voz que ressoava, se não esquizofrênica alucinação, era eco da voz que emitia, sons guturais e patéticos de sua desvalia materna.&lt;br /&gt; Sabia que aquela era a hora, e que se parasse seria inevitável o parto, e que, sendo assim, teria de dar tudo de si àquela massa amorfa que se revolvia em seu interior. E por isso não parava, preferia o incômodo nas entranhas à responsabilidade da criação. A cada curva, a cada esquina, mesmo sem saber, cada vez mais enredada no descaminho labiríntico que pode envolver uma pessoa, a mulher usava todas as forças, suor escorrendo pelo rosto, toda músculos e contrações do mistério que carregava consigo.&lt;br /&gt;Por não querer revelar ali mesmo aquilo de que se sabia invólucro, aquela mulher arrastava-se sempre adiante, mesmo sentindo as pontadas insuportáveis do azar, lancinantes golpes de um jogo macabro. Contudo não se pode adiar o inevitável, e então, consciente da derrota iminente, escorregou na própria matéria que expelia: um líquido cada vez mais viscoso, fétido, sanguinolento, sede de conquista. Em volta, muros cada vez mais altos, sem chance de redenção, insetos nojentos percorrendo a pele melada de suor. Na boca, a baba grossa de um esforço que encontrava o final de suas forças. &lt;br /&gt;No centro de Creta, aquela mulher expulsou de si, contra todas as vontades internas, um ser de aparência terrível, o corpo tomado de grossas camadas de pelos revoltos, afiados espinhos espalhados pelo corpo disforme, algo como uma pequenina besta, os olhos muito pretos, luzidios, as patas de cascos firmes procurando terreno naquela umidade mofada.&lt;br /&gt;Estando de pé, aprendizado que lhe parecia inato, a nova criatura encarou de perto o terror da genitora pra sempre vencida e, aproveitando-se do anonimato, alimentou-se de suas entranhas recém-descobertas, faminto de carne, carente de alma. Se alguém houvesse, de longe poderia notar o uivo, satisfeito, vingado, mas tarde demais pra qualquer atitude. Encontrou facilmente a saída, seguro de suas futuras posses, embalado pela conquista de novas presas. Tácito, confundia-se com a natureza, conosco, com o que de pior se pode gerar dentro de cada um de nós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "wrong", Depeche Mode&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-6582943027782632498?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/6582943027782632498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=6582943027782632498' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6582943027782632498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6582943027782632498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2011/01/primogenito_10.html' title='primogênito'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-4137831891818443350</id><published>2010-12-14T22:38:00.002-02:00</published><updated>2010-12-14T22:45:24.766-02:00</updated><title type='text'>a volta (d volta)</title><content type='html'>...sumi, sei que sim, mas também sei que nem todo sumiço é permanente - e, vezenquando, nem toda permanência se sustenta -, e some-se. É um vício de que me vicio e alimento, mas volto nesse eterno-retorno que me faz assim, inacreditavelmente (e apenas) humano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;breve, em breve...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-4137831891818443350?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/4137831891818443350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=4137831891818443350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4137831891818443350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4137831891818443350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2010/12/volta-d-volta.html' title='a volta (d volta)'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-6409926281129951366</id><published>2009-05-18T17:38:00.002-03:00</published><updated>2009-05-20T17:13:45.012-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os tribalistas'/><title type='text'>a primeira perda</title><content type='html'>...aqueles trinta e oito degraus de madeira um pouco puída era a exata distância que os separava. Quer dizer, os trinta e oito degraus mais vinte e seis passos; quinze, estivesse com pressa. Não estava. E ele não precisava refazer a contagem, já a tinha feito inúmeras e mais incontáveis vezes. Coisa de criança, criança que era.&lt;br /&gt;Conheciam-se desde que se entendiam por gente, e sim, eles entendiam-se por gente à idade de oito anos. Havia apenas um senão: não se tratavam de dois meninos ou duas meninas. Não podiam, igualmente, brincar de lutas ou bolas, como não podiam brincar com bonecas – eram as duas crianças um menino e uma menina nesse mundo de convenções e tabus. E por essa aparente incongruência ou incompatibilidade de um proclamado destino é que os dois, o menino e a menina, brincavam de tudo um pouco: tanto de lutas, como de bola ou com bonecas. A liberdade de serem crianças dava-lhes a chance de infringirem, de certo modo, as barreiras que ainda não conheciam entre eles.&lt;br /&gt;No trigésimo oitavo degrau, a bola debaixo do braço, pelo rosto meio pálido do menino nada disso passava, e sim que faltavam apenas mais vinte e seis passos pra encontrá-la. Ele morava embaixo, e por isso o esforço que fazia pra galgar os dois andares que os separavam mais tarde poderia ser interpretado como gesto de cavalheirismo. No momento era apenas um ato típico infantil, o de um colega ir buscar o outro pra brincar.&lt;br /&gt;Aproveitando-se da licença que tinha, com intimidade percorreu os cômodos até o quarto. Com a mesma intimidade abriu a porta, como tantas outras tantas vezes fizera. E só então aconteceu. Ainda sem roupa, a menina olhou-o sem espanto, ao contrário dele. Mais lívido do que normalmente era, o menino não conseguiu descrever de outro jeito a cena do que deixando a bola, antes debaixo de seu braço, rolar corredor afora. Antes desse momento fatídico eles eram iguais, porém a descoberta cavou um profundo abismo entre os dois. Talvez a menina não fosse tão inocente quanto o menino, ou o fosse muito mais do que ele, pois em nada modificou a atitude. Movida somente pelo automatismo cotidiano, colocou o short que costumava usar pra jogar bola, o blusão já meio manchado e sentou-se na cama pra colocar os tênis brancos encardidos. Perplexo, o menino simplesmente não cria na naturalidade da antiga companheira. E ela, com a mesma expressão mista de ingenuidade e complacência, olhava-o com certa curiosidade. Abriu um sorriso, exatamente o mesmo de antes, inclusive com o mesmo dente falhado como o de antes, mas o menino não viu assim. Era completamente diferente. As crianças não têm sexo uma pra outra, a não ser no momento em que se descobrem homem e mulher. E por mais ínfima que fosse tal descoberta, ou então abrupta, como talvez nesse caso, era definitiva. É a mudança primordial. É a primeira perda.&lt;br /&gt;O menino de algum modo reconhecia isso naquele sorriso, não mais nem nunca mais o de sua companheira de antes, de lutas ou bonecas ou até bola, como a que estava parada, também perplexa, encostada na parede do corredor. O sorriso que o menino reconhecia era o de uma mulher. E sentia-se traído por isso, como se ludibriado durante todo o tempo que passaram juntos. Traidora, chegou a pensar, mas não mais, porque algo líquido, quente e salgado subia-lhe pela face até os olhos, junto a um rubor repentino. Não choraria na frente da menina. Não &lt;em&gt;dela&lt;/em&gt;, a traidora. E tantas vezes havia chorado justamente em seus ombros, nos ombros &lt;em&gt;dela&lt;/em&gt;, por um joelho ralado ou um galo qualquer. Mas agora tudo era diferente, e, se ele ainda não tinha consciência disso, sobrava-lhe apenas aquele sentimento sem-nome que apertava seu magro peito.&lt;br /&gt;Um homem jamais chora na frente de uma mulher, era o que lhe haviam dito. E tudo aquilo que se acotovelava dentro dele querendo explodir, sair aos borbotões jorrando toda a indignação faiscando em seus olhos, tudo isso o menino engoliu junto com o choro. Não, e era definitivo: não daria esse gosto àquela mulher; ou a qualquer outra. Traído, subjugado em sua inocência então revelada virilidade, o menino, descobrindo-se homem, juntou o que lhe restava de brio e, negando àquela mulher um olhar último que fosse, ela que inquiria dele uma resposta à súbita revelação, masculinizou-se. Ela que se revelou toda Eva tornando-o Adão, ele que nunca quis ou sequer vislumbrou tal responsabilidade. Ele que não aceitava esse peso de culpa sobre seus ainda estreitos ombros frágeis, o menino-homem que ainda não aguentava carregar consigo o fato da infância pra sempre encerrada. Não, a isso ele se negava. E ela, a mulher, talvez ainda mais aturdida que ele, ela que ficasse com seus tênis e cadarços e sorrisos.&lt;br /&gt;Foi então que o menino, cobrindo de si a parte agora homem, máscula, deu-lhe as costas, tomou a bola novamente debaixo do braço e, resoluto, adulto, maduro, desceu novamente e pra nunca mais voltar os trinta e oito degraus que os separavam. Essa é a distância da primeira perda de todos nós, mais os vinte e seis passos, ou quinze, se estiver com pressa. Mas não, ele estava apenas apaixonado. E completamente perdido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "velha infância", Os tribalistas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-6409926281129951366?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/6409926281129951366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=6409926281129951366' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6409926281129951366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6409926281129951366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/05/primeira-perda.html' title='a primeira perda'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-3239779711334265037</id><published>2009-05-11T13:19:00.004-03:00</published><updated>2009-05-11T13:49:13.001-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maysa'/><title type='text'>d berço</title><content type='html'>...aos dez anos, todos achavam graça quando ele, o menininho, saía ao jardim pra caçar formigas. E todo paramentado com suas calças compridas, camisinha cáqui, chapéu de caubói dado pelo padrasto, as galochas negras que usava nos dias chuvosos pro colégio e, claro, a pistolinha d’água, inseparáveis, os dois, pra tal determinada tarefa. Cenho franzido, bico de lábios vermelhíssimos concentrados, e lá ia ele, o menininho, exterminar a praga que atormentava a família e aterrava qualquer tentativa de piquenique.&lt;br /&gt;Não era fácil, a missão: o menininho lutava ferozmente contra aqueles insetos tenazes de vida, porém minúsculos de força. Podia-se dizer que era covardia, mas as proporções de um fato modificam-se dadas as circunstâncias: que mal poderia haver numa criança brincando de matar formiguinhas no quintal de casa? Era aplaudido ao retornar, sujo nas canelas das calças e ainda mais imundas as mãos e a camisinha cáqui, então quase negra quanto as galochas. No entanto, o que mais chamava a atenção, e só eu percebia, era a expressão de felicidade no rosto do menininho, um regozijo tamanho que, bem observado, seria até o da satisfação de uma crueldade.&lt;br /&gt;Aos vinte e cinco, já no curso de medicina, aprovado com louvor em primeiríssimo lugar, tinha como matéria preferida a anatomia, em cujas aulas sempre se destacava por ser o mais aplicado, assíduo e interessado. O rapaz adorava, sobretudo, os momentos em que estudavam os corpos abertos, os órgãos à mostra, as entranhas desnudas de gente, que, pra ele, representavam perfeitos instrumentos de fascinação. Comumente pedia horas-extras com os professores, pra que lhe explicassem ainda mais detalhadamente os pormenores da máquina humana, em companhia, claro, do laboratório e cadáveres tantas e outras tantas vezes remexidos, costurados e descosturados pelo próprio rapaz, que se formou cirurgião com todos os louvores que lhe poderiam ser conferidos.&lt;br /&gt;Nas reuniões com os ex-colegas de curso, anos depois, ria-se histericamente ao lembrar dos desmaios, convulsões, confusões, azias e ânsias de vômito dos outros na presença dos corpos estudados. Talvez ninguém mais reparasse o brilho com que o rapaz encarava aqueles rostos sem vida, descoloridos e enegrecidos pelo gelo das câmaras, admirando a expressão pra sempre surpresa e imóvel, mesmo quando lhes abria o ventre sem a menor cerimônia, violando o que de mais íntimo se pode tocar noutra pessoa.&lt;br /&gt;Talvez apenas eu tenha reparado na mania que adquiriu de dar nomes àqueles seres sem vida, tanto tempo passava com eles. Escrevia-os no verso das fotos que tirou escondido, a primeira vez apenas de brincadeira, das outras por obsessão, e as quais guardava numa caixinha de madeira no fundo da última gaveta de sua cômoda. Como lembranças, como prêmios, como peças de um extenso e macabro relicário daquelas feições petrificadas, pro rapaz tão corriqueiras e familiares.&lt;br /&gt;Aos trinta e nove, o menininho, o rapaz, o competente profissional, que a essa altura já havia se tornado precocemente a maior promessa na área de cirurgia do país, foi encontrado diante dos pedaços de sua secretária, retalhada por ele, com perfeição e orgulho, terminando de beijar a boca defunta borrada de batom carmim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "bésame mucho", Maysa&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-3239779711334265037?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/3239779711334265037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=3239779711334265037' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3239779711334265037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3239779711334265037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/05/d-berco.html' title='d berço'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2750181329712816321</id><published>2009-05-02T14:48:00.004-03:00</published><updated>2009-05-05T00:24:38.582-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nicole Kidman'/><title type='text'>olhos d gato</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Is all that we see or seen&lt;br /&gt;But a dream within a dream?”&lt;br /&gt;Edgar Allan Poe&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...a noite silenciosa era o convite perfeito pra um perder-se por aí. Em plena insônia, via-me divagar entre as frestas da quase-loucura do sono negado por perturbações de alma cindida. A casinha no meio do campo guardava a paz funérea de um antigo cemitério. E eterna. E o saber imutável da situação revolvia o meu estômago de dores insuportáveis, dores que me falavam fundo de tristezas emolduradas pelo tempo. No limite de não poder mais calar os gritos que teimavam crescer em mim, reverberando como ecos dantescos por minhas entranhas, resolvi levantar-me e tomar um copo d’água. Assaltou-me o pensamento infantil de afogar as mágoas, quer fossem o que fossem. Nunca antes a distância pareceu tão grande. Nunca antes os passos tão lentos. A cabeça pendida lembrava-me a de um condenado à morte por algo horrível. Talvez mesmo me condenasse por algo horrível que jamais cometi. No entanto, continuava o tortuoso caminho, já que indulgência não se dá a si próprio, até que topei com a geladeira, destoando do momento. A geladeira, e não eu, que perfeitamente me inseria no contexto das sombras diversas, tão fantasmagóricas as coisas se tornam sem o desvelo da luz. Copo cheio, a água descia fácil e evaporando-se pelo meu interior, que secamente restava. Pela metade, chamou-me a atenção um vulto curioso vindo da janela entreaberta: um gato preto encarava-me com seus olhos verdes, profundos, misturando-se à grama do jardim e ao negrume da escuridão. Um gole ficou pelo meio, engasguei com vontade e, quando dei por mim, não de todo recuperado como tonto, outro gato, dessa vez pardo e de olhos igualmente verdes, também me encarava. Infinitos, os gatos detinham todo tempo do mundo, relativizando meu parco conhecimento assustado de copo escorrendo pela mão. Se meio cheio ou meio vazio, não importa: é questão de ponto de vista, somente. Só e já então entregue ao momento, o arranhão do gole abortado abafou os rasgos das unhas ávidas pelo meu corpo metade desnudo. A última coisa que vi foram aqueles pares de olhos, verdes, vítreos, hipnotizando-me de um sossego eterno. No dia seguinte, os cacos continuavam no chão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "one day i'll fly away", Nicole Kidman&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2750181329712816321?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2750181329712816321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2750181329712816321' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2750181329712816321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2750181329712816321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/05/olhos-d-gato.html' title='olhos d gato'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-8544623476943587045</id><published>2009-04-25T13:13:00.005-03:00</published><updated>2009-04-29T16:09:39.367-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bonnie Tyler'/><title type='text'>num momento d dcisaum</title><content type='html'>...ao atravessar de um lado pro outro em meio à madrugada de uma rua deserta, teve de tomar cuidado pra não tropeçar e cair em cheio na poça. Havia chovido bastante durante toda a noite, mas não reparara. E nem poderia. A mesa que costumava ser sua naquele restaurante numa outra rua menos deserta ficava virada pra parede, negando-lhe a possibilidade do presente. Não que isso o incomodasse, pelo contrário.&lt;br /&gt;As fotos antigas penduradas em velhas molduras traziam-lhe a nostalgia do que não volta mais, e não voltar mais era exatamente do que precisava, se bem que sempre na décima terceira dose percebia que não funcionava dessa forma, mas aí já era tarde demais. Se lembrar das coisas não doesse, o que seriam então aquelas inúmeras ressacas em tantos dias seguintes que na verdade eram o mesmo interminável inferno? Fora abandonado, e teria de lidar com isso uma hora ou outra. Atravessando as ruas desertas em meio à solitária madrugada de rumo incerto, sentia como se o fizesse pela última vez.&lt;br /&gt;O apartamento minúsculo onde morava a cada dia mais se transformava numa lixeira de lembranças. Não suportava permanecer ali. Por outro lado, não aguentaria se desfazer daquilo que o impedia de esquecer o restante. Riu-se da ideia, e por um átimo pareceu que uma fagulha de alegria iluminava o ambiente carregado. Foi só por um instante, mas podia-se vislumbrar que até o próprio apartamento vibrava na expectativa de dias melhores. O riso, que era histérico e alucinado, desfez-se em careta sombria, mergulhando tudo, inclusive ele, nessa atmosfera esquizofrênica que cheira à fumaça de cigarro barato. Riu-se de novo e de repente, percebendo que, sendo aquilo uma lixeira, ele mesmo era parte do lixo. O que não deixava de ser verdade. Desde que ali ficara sozinho, realmente tornara-se pedaço de coisa alguma.&lt;br /&gt;Como se driblando a morosidade do corpo em torpor pelo excesso de álcool, levantou-se o homem e, enganando os próprios pés com passos lépidos e certeiros, como a faca que buscaria, cortou o ar até a cozinha. Procurou em todas as gavetas, não encontrou, até lembrar-se de ter vendido todos os talheres e também tudo o mais que podia ser vendido dali. Precisava de dinheiro, estava desempregado desde que... desde que estava só.&lt;br /&gt;Talvez só lhe restassem pouquíssimas alternativas. Por isso, num momento de decisão, correu atropelando-se em direção ao banheiro. Não havia mais espelho, não queria ter o desprazer de se olhar desse jeito, esmorecendo aos olhos de todos. Como um homem pode chegar ao fundo de si mesmo? O processo ele desconhecia, mas o resultado gritava como queimadura encarnada na pele.&lt;br /&gt;Pegou a gilete. A lâmina cega não chegou nem a arranhar as profundas cicatrizes da última tentativa. Desesperado, o homem ainda pensou em atirar-se janela afora. No entanto, da outra vez conseguiu apenas estilhaçar ambas as pernas. Parecia condenado à sua própria subsistência, a uma vida marginal oscilando entre a morte e o vegetar, o vegetar e a morte – e o estar sempre bêbado. Era a sua estratégia que pensava ser só sua, segredo de si pra si. Mal sabia ele quantos sentiam pena daquela condição. Fazer o quê? Ele era um homem sem função alguma. O pragmatismo que lhe exigiam: não, jamais. Um homem como ele não viveria por muito tempo assim, ferido de morte. Fosse bicho, talvez já lhe tivessem sacrificado, mas a crueldade humana preferia que restasse assim, morto-vivo, pra tomá-lo como exemplo do fracasso, de uma falha a não ser repetida. O sofrimento alheio é, antes de qualquer coisa, combustível de nossas ambições.&lt;br /&gt;Porém o homem não pensava nisso. Aquele ser de interior destruído e destituído de si queria apenas ter o direito de morrer. Até que ponto não se pode decidir sobre o que se tem de mais essencial, como a capacidade de acordar a cada dia sob o peso de nossa carne? E a carne do homem lhe pesava, e apodrecia, mesmo que ainda aparentemente intacta. O homem era uma putrefação em plena existência, jogado às traças de recordações espalhadas pela sala escura e sonolenta. Aquelas cartas, ele já as lera milhares de vezes, até a última, que nada nunca lhe esclarecia, pelo contrário, tornava-o ainda mais canhestro dentro de si e de suas olheiras pisadas.&lt;br /&gt;Nem mesmo eu sei o que aconteceu ao homem e estou quase certo de que ele também não sabe. Mas não importa, porque não se sofre à toa, apesar de que a mais ínfima das desconfianças pode levar um homem como aquele, ou talvez apenas qualquer outra pessoa, ao limite de se transpor a si mesmo. E não há volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "it's a heartache", Bonnie Tyler&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-8544623476943587045?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/8544623476943587045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=8544623476943587045' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8544623476943587045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8544623476943587045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/04/num-momento-d-dcisaum_25.html' title='num momento d dcisaum'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7974842194536632313</id><published>2009-04-18T02:24:00.003-03:00</published><updated>2009-04-18T02:31:36.450-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maysa'/><title type='text'>cê</title><content type='html'>...se eu te pedir pra dar o fora da minha vida, por favor, meu bem, não hesite e vá logo embora. Que eu nunca te prometi nada, nunca disse que te amava e nem as nossas transas são assim tão boas. Se eu te pedir pra nunca mais me procurar – nem mesmo quando a saudade apertar fundo no teu peito, porque sim, sei que cê sentirá a minha falta –, por favor, meu bem, jamais me telefone, esqueça que eu existo e vá caçar outro amor pra te curar as feridas que vou te deixar (e sim, sei que vou te deixar as marcas mais profundas). Que cê foi sempre assim, frágil, com essa cara pálida de sardas que parecem desmaiar contigo. Contigo eu sei apenas que uma hora não vou querer mais nada. É o meu jeito de ser, não me leve a mal, apesar de achar que, chegado o momento, cê é capaz de sentir ódio de mim. Passional. Teu coração é que manda em ti e sempre te avisei “olha que qualquer dia vai dar merda”. Já tá sentindo o cheiro? Talvez não. Eu sim. Que nunca disse que ia te aturar pro restante da minha vida, das nossas vidas, da tua vida que cê fez toda questão de resumir à minha, e aí nós dois nesse círculo vicioso de que pretendo me livrar algum dia. Mas as crises serão tuas, todas tuas, que eu não sofro de abstinência de ninguém. Nem de amor, que consigo a hora que bem quero, pelo tempo que quero, de quem eu quiser. Assim como consegui e ainda consigo de ti. Se eu te pedir pra nem me cumprimentar na rua quando me vir, se me vir novamente depois de..., o que espero que nunca aconteça, por favor, meu bem, somente finja que sou um estranho pra ti, mesmo sabendo que sempre serei tudo pra ti, mesmo que isso te faça querer implorar pra que eu reconsidere. Isso nunca vai acontecer, se eu te pedir que saia por aquela porta que pintamos de amarelo-ovo juntos no nosso primeiro aniversário. Que eu não aguento mais tuas manias, teus cuidados e teus sorrisos. Nem mesmo o teu perfume nem teus ciúmes forçados, só pra mostrar que ainda me ama, que se importa comigo. Se eu te pedir que não se importe mais comigo, que não goste mais de mim, por favor, meu bem, não discuta, não teime, apenas vá, com tuas trouxas debaixo dos braços abraçados por mim tantas e tantas vezes. Vá por aquela porta que pintamos juntos e jamais regresse. Não toque a campainha que não vou te atender. Sei teu jeito até de apertar a campainha, teu jeito de falar, teu jeito de andar. Sei exatamente teu jeito de ser você como talvez cê nem saiba que eu sei. Mas eu sei, pode crer. E sei também que não adianta te pedir, como das outras vezes, que não tenha pena de mim. Depois do que houve, que cê não tenha pena de mim. Adivinho nos teus gestos, vejo nos teus olhos, escuto da tua boca, descubro pelo teu sexo... Não é culpa tua, talvez seja mesmo algo natural de se sentir. Mas eu não admito. Me dei conta de que o orgulho é bem maior que qualquer coisa que sinto por ti, ou então é só o medo de que no futuro não me reste nada por ti a não ser orgulho de mim e de que por mim não te reste coisa alguma senão pena. Por isso prefiro te ofender – dedo em riste – e te dizer as verdades que em outro momento poderia atenuar, é por isso que quero que cê simplesmente me deteste com todas as tuas forças e também por isso te imploro que, se eu me arrepender do que te escrevo agora, se mesmo a atitude que resolvi tomar – porque sou covarde, eu sei, mas por trás de todo grande orgulho há uma grande covardia, uma vez cê me disse e te dou razão – não fizer com que eu tenha, enfim, sossego (e eu não suporto mais), ou sinta o alívio que nada me proporcionou, nem mesmo você, por favor, meu bem, mesmo assim, mesmo depois de tudo isso, mesmo que seja por amor, esse corpo estranho que verdadeiramente nunca conheci, meu bem, por favor, não tente me salvar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "fim de caso", Maysa&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7974842194536632313?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7974842194536632313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7974842194536632313' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7974842194536632313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7974842194536632313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/04/ce.html' title='cê'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-243718581658316703</id><published>2009-04-11T14:06:00.008-03:00</published><updated>2009-04-15T15:45:57.699-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Bethânia'/><title type='text'>soh, + 1 prece</title><content type='html'>...levantou-se como se partisse. Era noite e no meio da escuridão topou com algo que era si-mesmo através do pé na quina de algo duro, de madeira, de algum material que matéria era mais do que ele. Percebia-se vagamente, a não ser no ponto lancinante onde uma dor doía fino e consistente, como quando se tem algo preso na garganta – mas que não pode ser dito: não, não se pode dizer a coisa que fica presa à garganta: há o perigo de revelar-se.&lt;br /&gt;A cabeça girava, uma leve tontura mansa. Hipnotizado num estado de semiconsciência – ou quase-sono, ou sonho, ou despertar ou qualquer outro desses estados em que não se é possível abrir os olhos e simplesmente &lt;em&gt;ver&lt;/em&gt; – um cheiro verde penetrou-lhe nariz e corpo e entranhas adentro, o estômago se retorceu e os últimos restos podres de um jantar mal-sucedido (“Boa noite”, e então a porta fechou deixando-o pálido e incongruente do lado de cá, que é sempre o de fora. Sequer um sorriso.) vieram à tona como a náusea que de súbito o fez agarrar-se à porta, temendo que fosse agora, que fosse a hora, não de ficar, nunca era, mas de ir embora. Não, de novo não.&lt;br /&gt;Numa dessas o dedo escorregou. A luz acendeu, clareando ainda mais de branco os azulejos, que refletiam nele a sua própria palidez, mas também e sobretudo a simetria que lhe era jogada na cara numa falta que não, jamais poderia reverter. Cumprir a pena parecia ser a única saída, pois se antes já havia tentado todas. Ele era justamente aquilo que não poderia ser.&lt;br /&gt;Os olhos já acostumados à luz, viu-se então ao espelho. E como bicho selvagem não se reconheceu. Via o seu rosto, a sua carne, os seus pêlos descendo do peito até mais embaixo, até o ponto onde o tecido azul-claro da cueca escondia a sua alcunha de macho. Mas se não era ele mesmo, quem seria? E a pergunta fatal criou um hiato naquela noite. Os azulejos brancos e pálidos e simétricos sem graça encolheram-se todos envergonhados em seu hermetismo maquinal cuja luz engolida por uma possibilidade súbita de interrupção também mantinha-se imóvel. Chegaram todos ao ponto nevrálgico da coisa: ele questionou-se quando nunca o poderia ter feito. Pois num hiato pode-se perder tudo: é melhor que não saibam de nada, ou, ainda melhor, que não se saiba, apenas. É perigoso tentar dizer, pois quanto mais se fala menos ao espelho se reconhece. Assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pro Gustavo, pela lembrança de Bethânia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e por me fazer enxergar a frustração...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;PS: que usemos a Páscoa pra refletir...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "vida", Maria Bethânia&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-243718581658316703?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/243718581658316703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=243718581658316703' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/243718581658316703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/243718581658316703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/04/soh-1-prece.html' title='soh, + 1 prece'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-5272654992760506143</id><published>2009-04-04T17:18:00.003-03:00</published><updated>2009-04-04T17:26:20.529-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Beatles'/><title type='text'>náufragos d fuga</title><content type='html'>...de longe eu o podia avistar, a mesma posição de antes, sentado sozinho na beira da praia. Ali, onde é o limiar entre a precária concretude da areia molhada e as pequenas marolas salgadas, abraçava as pernas de encontro ao corpo, a cabeça apoiada nos joelhos – levemente pendida pro lado esquerdo –, e os olhos perdidos no horizonte. No que pensaria o rapaz, pergunto-me, enquanto continuo a observar-lhe os cabelos lisos revoltos pelo vento que assobia forte, único indício de som.&lt;br /&gt;Nossa conversa é muda, minha e do rapaz. Comunicamo-nos como em torre de babel, cada qual com seu idioma, linguajares distantes, indo de encontro à arrebentação. Nem mesmo sei se de lá ele sabe que estou aqui, irrequieto, tentando contatos ininteligíveis. É fato que não o conheço, e talvez por isso qualquer coisa de pudor faça de meus passos âncoras que me impedem o movimento. Mas mesmo assim permaneço nesse jogo só meu, do qual as regras, tácitas, não parecem fazer o menor sentido.&lt;br /&gt;De repente as coisas mudam, como mudam inerentemente todas as coisas do mundo. Nuvens espessas tomaram os céus, reivindicando um espaço cinza-plúmbeo cada vez mais delas. Choveria, muito em breve, porém o rapaz não se mexia, não se incomodava. Olhos tristes jogados ao mar, náufragos de fuga, transbordantes de súplicas que eu não compreendia. Seriam lágrimas aqueles dois brilhos secamente apagados pela ventania cada vez mais forte?&lt;br /&gt;Finalmente abri a boca, queria chamá-lo, a maré subia rápido, em poucos minutos seria impossível permanecer ali, aqui. Nada disse, no entanto. Estranhamente havia me esquecido de como dizer, falar, sequer balbuciar qualquer ruído decodificável. Estático, o rapaz era envolto por marolas ondas que se transformavam em vagas, estrondando violência contra aquele ser desafiador no seu caminho.&lt;br /&gt;As roupas encharcadas, o rapaz afundava no que agora não tinha mais limiar: era tudo água, mar, chuva, tempestade tropical. Eu também molhado, queria atingi-lo de qualquer modo, mas a indecisão fez com que minhas pernas ficassem presas na armadilha movediça que me tragava fundo. Sabia, então, que jamais conseguiria chegar ao rapaz, tirá-lo de sua inércia, mesmo que à força, e salvá-lo de si mesmo.&lt;br /&gt;Lentamente, observei a progressão de sua desgraça, imóvel, irresoluto. O desespero revolvia meu estômago, enquanto o rapaz desaparecia sob aquele tapete salgado e furioso. Melancólico, não se importava, fazendo o que fosse para permanecer na mesma posição inicial, o rosto encharcado. O temporal agravou-se, e não o pude mais ver.&lt;br /&gt;Quando dei por mim, encontrava-me novamente em meio à platitude da paisagem azulada, o sol brilhava forte, e as coisas todas ressoavam calmaria. Não sei quanto tempo se passou, mas a imagem dos cabelos do rapaz, boiando confusos sobre o corpo já submerso, entranhou-se-me na memória. Podia ter sido um sonho, disse, convulso, não reconhecendo minha própria voz...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para Jaya, que me fez encarar-me ao espelho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(novamente...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;- música do post: "you've got to hide your love", The Beatles&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-5272654992760506143?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/5272654992760506143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=5272654992760506143' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/5272654992760506143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/5272654992760506143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/04/naufragos-d-fuga.html' title='náufragos d fuga'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-8511859167865108857</id><published>2009-03-27T22:43:00.000-03:00</published><updated>2009-03-27T22:44:51.278-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rita Lee'/><title type='text'>o kso da salada d frutas</title><content type='html'>...Elisa salivava à lembrança da salada de frutas feita pela mãe no dia anterior. Ainda podia sentir o sabor que adquiriam todas aquelas frutas juntas, aos pedaços, identidade perdida em prol do conjunto. Claro que nisso não pensava, criança que era. A repentina ideia que teve foi a de ir até a cozinha e pegar um pouco, só um pouco, assim, sem ninguém ver, pois a hora do almoço já se aproximava. Soubessem o que faria, certamente lhe negariam um tantinho que fosse a satisfação de seu desejo.&lt;br /&gt;Ainda à porta, observou para ver se sombra havia, ou barulho qualquer, rumor de passos, sequer. Nada percebeu, o que aumentou a coragem e fez com que se adiantasse até o refrigerador. Pegou do grande vasilhame acrílico transparente, e, com destreza felina, removeu o papel-filme que protegia a sobremesa. Sentiu o aroma gostoso exalando e por pouco não se distraiu de todo, já que o que fazia era por debaixo das vistas. Tomou uma tigela da pia e tocou a enchê-la a colheradas do doce, ao que notou ser a ação por demais trabalhosa, terminando por comer do próprio vasilhame.&lt;br /&gt;Satisfeita a gula, sobreveio a culpa – apesar de pequena no tamanho, frequentava Elisa a noção do pecado através das aulas para a primeira comunhão. Limpando a boca nas mangas do vestidinho rosado, tratou de esconder a colher, arma do crime, por dentro da roupa, e de repor o papel-filme, meio desajeitadamente, e o vasilhame no mesmo lugar de antes.&lt;br /&gt;Só não contava Elisa que o destino, caprichoso como só os novelos mais enrolados podem ser, desfiou-lhe um súbito acontecimento: à hora do almoço, não se sabe se por nervosismo ou pela quantidade de açúcar consumido às pressas, teve desarranjo intestinal. Além disso, a arrumadeira, moça jovem e pronta para o serviço, ao varrer debaixo da cama da pequena, topou justamente com a colher que faltava no porta-talheres, motivo pelo qual se indispôs a patroa com a cozinheira. Tomada de formigas envoltas em um minúsculo pedaço de mamão murcho, veio à tona o que o silêncio de Elisa não ousou dizer.&lt;br /&gt;Naquele dia não lhe contaram nada, pois que não faz bem angustiar os enfermos. No seguinte, contudo, já refeita, foi a própria mãe que lhe comunicou a descoberta e o castigo: a partir daquele dia e pelos próximos quinze, Elisa não deixaria a mesa do almoço ou jantar sem antes comer uma taça transbordando de salada de frutas, a fim de pagar perversamente pela travessura. Concordando os deuses com a decisão soberana da mãe de Elisa, a menina não passou mal do intestino um dia que fosse da sentença. Passado o prazo, Elisa continuou fazendo das suas e sendo castigada, porém nunca mais quis saber de salada de frutas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "ovelha negra", Rita Lee&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-8511859167865108857?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/8511859167865108857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=8511859167865108857' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8511859167865108857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8511859167865108857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/03/o-kso-da-salada-d-frutas.html' title='o kso da salada d frutas'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-4037409952742182249</id><published>2009-03-21T13:37:00.005-03:00</published><updated>2009-03-21T13:57:39.001-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jamie Cullum'/><title type='text'>cuba libre</title><content type='html'>...sobre a cama os comprimidos espalhados denunciavam o ato em seguida. Abriu a boca e engoliu logo cinco, ajudado pelo cuba que preparara com tanto cuidado. Dessa vez com coca-cola mesmo, pelo menos agora, nem que fosse só agora, tinha de fazer algo certo nessa vida. Outros seis foram sem esforço, goles grandes, rápidos, ávidos da certeza de antes, planejada com todos os detalhes aquarianos. Um leve torpor. Da bebida, talvez, mistura inexata ressoando a álcool em demasia. Nunca fora inteligente mesmo, nunca prestara pra química, e um riso histérico cuspiu metade de uma daquelas pequeninas rodelas cor-de-burro-quando-foge. Se até o burro foge, pensou. Química, também pensou, e ao riso misturou-se um choro profundo, calado de tantos anos de erosão interna. E nem eram tantos assim, mas pesavam como se fossem. Porque pesa, sabe, carregar essa &lt;em&gt;coisa&lt;/em&gt; que vai curvando a gente a ponto de dobrar a coluna, de fazer com que a gente encare o chão como a única perspectiva possível. O chão ou isso, e olha pro copo vazio de cuba, daqueles enfeitados, de requeijão. O torpor aumenta. Pra empurrar o restante usa a vodca mesmo (rum tava caro demais), pura, e das boas, havia raspado do resto de suas economias o pouco praquilo: não se sabe se foi antes ou depois de tomar a penúltima partícula do que considerava ser a promessa própria de um&lt;em&gt; happy ending&lt;/em&gt; possível, que o braço direito pendeu e o copo saiu rolando pelo tapete vagabundo da quitinete...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "21st century kid", Jamie Cullum&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-4037409952742182249?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/4037409952742182249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=4037409952742182249' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4037409952742182249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4037409952742182249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/03/cuba-libre.html' title='cuba libre'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-9026271683630453281</id><published>2009-03-15T15:48:00.005-03:00</published><updated>2009-03-20T00:22:29.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Omara Portuondo'/><title type='text'>1 tard qualquer</title><content type='html'>...na sacada, a caneca de chocolate quente fumegava em plena tarde fria. Ainda não havia se acostumado... muito doce, achava. Melhor do que ficar sem nada, no entanto. Café não podia mais, ordens médicas. A vida não podia mais, pensou, bestamente filosofando coisas sem sentido. Havia se prometido parar de fumar, promessa velha e difícil de cumprir. Afinal, em que muleta se apoiaria quando acontecesse de novo? E sempre acontecia. Acontecia porque era o tipo de pessoa que não consegue se controlar, engolir sapos e ficar de esguelha, esperando o momento ideal. Agir é tão difícil. Preferia ficar assim, na solidão de uma tarde qualquer, nem alegre nem triste, adivinhando formatos de nuvens e amontoando compromissos para outra hora.&lt;br /&gt;O telefone tocou o dia inteiro e não atendeu. Fugia, não queria enfrentar qualquer mudança súbita de tom. Ao mesmo tempo, sabia que esse modo de ser não poderia durar indefinidamente. Por isso, ou por qualquer outra razão que agora não vem ao caso, tirou o gancho do aparelho quando o próprio ruído soava rouco pela insistência. Era daqueles velhos, tipo telebrás, indestrutível, disseram-lhe no brechó – e preto. Achou um charme esse ar meio espartano; e o preço também.&lt;br /&gt;- E aí? Achei que tinha morrido. Liguei tantas vezes nesses últimos dias.&lt;br /&gt;- Uhum...&lt;br /&gt;- Queria saber como você tá. Por que não manda notícias? Cê sabe que me preocupo.&lt;br /&gt;- Uhum... é, eu sei. Desculpa, né nada contigo não... Sou eu, é sempre comigo mesmo...&lt;br /&gt;- A mesma estória. Sabe, tá difícil continuar assim. Parece que a gente não combina mais, que a gente não se entende. Acho que não custa nada cê me dar um pouco mais de atenção, poxa. Eu cuido de tudo pra você!&lt;br /&gt;- Você não sabe o quanto me custa...&lt;br /&gt;- O quê? O que que cê disse? Fala mais alto que eu não te escuto.&lt;br /&gt;- Deixa pra lá, você nunca vai saber o quanto me custa...&lt;br /&gt;- Ahn? Ninguém merece esse teu telefone velho, hein. Fala mais alto, pô! Alô? Alô? Cê ainda tá aí?&lt;br /&gt;O clique talvez tenha sido a resposta mais curta e audível que poderia dar. Nem mesmo a voz saía como desejava. Não tinha mais forças para lidar com tudo aquilo. Os papéis sobre a mesa que pediam organização. Os poemas que tinha de organizar para a coletânea, as provas de outro trabalho... Todo mundo dizia que era normal, que era assim mesmo, “coisa de artista”, uma hora passa, e já não sabia há quantas horas esperava a solução mágica.&lt;br /&gt;Aqueles versos, os versos que havia escrito e que nunca seriam publicados. &lt;em&gt;A indecência do ser&lt;/em&gt;, um bom título, achou, mas a ideia acabou rejeitada de um jeito vago, enquanto sorvia os últimos goles do chocolate já frio. Sedimentando no fundo da caneca branca, atentou para dentro de si com a certeza de que o telefone tocaria tantas e tantas outras vezes, e de que a vida não valia a pena pela poesia. No vigésimo toque de semanas depois, esqueceram-se dos contratos e convenções, e enfim desconfiaram do óbvio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "lacho", Omara Portuondo&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-9026271683630453281?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/9026271683630453281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=9026271683630453281' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/9026271683630453281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/9026271683630453281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/03/1-tard-qualquer.html' title='1 tard qualquer'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-5045544023406488117</id><published>2009-03-09T15:15:00.005-03:00</published><updated>2009-03-09T19:48:48.851-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elis Regina'/><title type='text'>mariazinha</title><content type='html'>...Mariazinha nascera pra ser pobre: era feia e necessitada. Feia por ser necessitada, já que sempre lhe disseram que a necessidade é feia. Na verdade seria rude, pra dizer o mínimo, falar assim de Mariazinha. Porém aqui nada se inventa, muito pelo contrário: era assim mesmo que ela mesma se via.&lt;br /&gt;Acordava cedo, trabalhadora que era. Pegava dois ônibus, uma linha de metrô e mais dez estações de trem, além de uma boa caminhada de meia-hora até o serviço: pesado, insalubre, interminável. Mas isso sou eu quem diz: Mariazinha não diz nem reclama de nada, nunca reclamou. Mariazinha nascera pra ser santa. Mas demora, então não. Porque ela tem mais o que fazer.&lt;br /&gt;Mariazinha vivia sozinha. E diz-se “vivia” com toda a propriedade do termo, pois não tinha pai, mãe, irmãos ou marido. Pra falar a verdade, nem nunca namorado teve. Era religiosa. Ninguém sabia de sua história de vida. Aliás, mal sabiam que “vivia”. Quanto mais de sua história. Sozinha.&lt;br /&gt;Mas num dia qualquer: Aconteceu. Descendo do segundo ônibus encaminhando-se para a estação de metrô apressada pra não perder o trem pra não ter de andar ainda mais rápido por causa do seu serviço pesado insalubre interminável de repente estancou: um carro veio em sua direção e ela não o vira. Quase foi atropelada. Coração a mil em poucos segundos. Ainda foi xingada pelo motorista. Palavras de baixo calão. Fez questão de não entendê-las. Mariazinha nascera pra ser pura. Finalmente o viu: de início não compreendeu – achou que era pecado; então não deu importância. Afinal, tinha de manter a sua pureza intacta.&lt;br /&gt;Pegou-o. Estava sujo da lama da chuva do dia anterior. Nem precisou conferir até o final: estava premiado. Estava ela mesma premiada. O bilhete lhe conferia o ingresso a um mundo totalmente novo e desconhecido. Nem sabia o que fazer com tanto dinheiro. Sabia apenas que o possuía. Mariazinha possuía o bilhete que por sua vez a possuía. Primeiro namorado. Primeiro beijo. Primeiro orgasmo. Primeiro prazer. Primeiro. Gemeu baixinho com medo de assustar-se a si própria em seu novo território. Ela-mesma. Antes disso “vivia”. Agora vivia. Sem aspas. E lhe bastava, pois a liberdade foi tamanha que:&lt;br /&gt;Correu como potro livre-leve-solto numa pradaria toda verde e plana e ininterrupta como seus cabelos-crina agora também soltos na felicidade fácil que brotara dela toda. De face corada chegou ao banco, o vestido de chita manchado do sangue de sua recém perdida virgindade. E então trocou aquele pedaço de papel enlameado de mundo e de pecado por um monte de papel ainda mais enlameado de mundo e de pecado, entrada livre que tinha agora entre Céu e Inferno. Aliás, podia ter dos dois se quisesse. E queria, caftina que se tornara em meio à sua própria mutação. Sentia-se plena, realizada, prostituída de bem e de mal. Era a vida, finalmente a vida. Mariazinha era mulher da vida.&lt;br /&gt;Não voltou mais nunca mais ao barraco onde morava. Aliás, já nem mais se lembrava de que um dia ali morara. Também nunca mais dois ônibus uma linha de metrô e dez estações de trem além de uma boa caminhada de meia-hora até o serviço. Que serviço? Pesado insalubre interminável??? &lt;em&gt;Never!!!&lt;/em&gt; Mariazinha agora fala inglês fluente através de seu tradutor, &lt;em&gt;Robert Robertson&lt;/em&gt;, pois agora só compra onde se tenha de falar obrigatoriamente em inglês. Quanto ao resto? Bem, dois Mercedes na garagem e um motorista chamado &lt;em&gt;Jean-Luc&lt;/em&gt;, além de adquirir uma linha de metrô e dez estações de trem. Só porque não tinha mais o que fazer com o seu tempo livre, livre que era. Mariazinha era mulher livre. Aliás, já nem era mais “Mariazinha”: chamava-se &lt;em&gt;Little Mary&lt;/em&gt;, assim em inglês, assim em itálico, que era mais &lt;em&gt;fashion&lt;/em&gt;. Contratou alguém até pra assinar o seu novo nome por ela, já que não sabia escrever nem em português. Ah, também era Róberti (como ela o chamava e sem sobrenome mesmo, que isso ela não acertava fosse como fosse) quem pronunciava o seu novo nome, porque assim era mais bonito... (mentira dela, que mal conseguia dizer 33 ao médico, quanto mais &lt;em&gt;Little Mary&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Vocês podem notar que eu não tenho mais pena de Mariazinha (recuso-me a falar e/ou escrever o seu novo pseudonome novamente), se é que mesmo algum dia tive. Creio que é apenas mais uma de minhas personagens que saiu de prumo e perdi o controle. Talvez por tê-la criado tão ingênua e tê-la solto em tão mundo cão como o meu, o seu, o nosso, mas que não o dela. Se eu não tivesse posto aquele bilhete naquele lugar... E se eu não tivesse posto aquele bilhete naquele lugar? Besteira pensar nisso agora. Aconteceria do mesmo jeito. As coisas são como elas são. E cada um sabe de si. Ou pelo menos deveria. Senão quem? Ninguém.&lt;br /&gt;É, Mariazinha não sabia de si e eu, que podia saber dela por ela não poder, não quis. Achei que seria melhor assim. Sem pai nem mãe nem irmãos nem marido. Nem namorado. Virgem que era de si-mesma para si-mesma e para tudo-nada. Mas então o bilhete. O ingresso que a levou para o mundo e a tirou definitivamente de mim. Enquanto aqui divago essas besteiras com vocês, Mariazinha se diverte em sua sábia ignorância de gente que tem todo o tempo do mundo nas mãos, que pode muito bem manipular a fortuna como bem quiser, desafiar Cronos, Zeus, a mitologia inteira e o diabo que te carregue!!! A mesma (ou talvez outra) que outro dia de manhã rezava dois padres-nossos e uma ave-maria tomando o cuidado de não errar que era pra dar sempre a mesma soma: três: trindade: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Agora não, nunca mais. Olha lá, entupindo-se de chocolates da Bavária, caviar dinamarquês, vinho italiano, Chanel da cabeça aos pés, &lt;em&gt;sex drugs &amp;amp; rock’n’roll, baby&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;Não, chega, isso já foi longe demais. Mariazinha tem agora tradutores de árabe até o último dos dialetos que se fala nos confins do Zimbábue. Possui todas as riquezas e pobrezas do mundo inteiro, porém não é dona de nada. Nem de si-mesma. Muito menos de si-mesma e de tudo o que compra por falta de tempo porque esse ela já gastou todinho mas quer mais por falta de espaço que, aliás, também já é todo seu: mundo, Via-Láctea, o cosmos inteiro e aos pedaços: universo: Big Ben. Vácuo. Isso era o que era: vácuo. Mariazinha era puro vácuo.&lt;br /&gt;Ah, quer saber, cansei-me dessa estória, até porque não mais me restou espaço pra nada. Pra falar a verdade, nessa estória tudo não me resta mais: Mariazinha possui. Qualquer coisa tem a marca do pecado enlameado num bilhete escondido numa sarjeta quando foi quase atropelada por um carro cujo dono lhe disse palavras de baixo calão. Agora ela entendia. Fazia questão. Uma vez que possuía tudo e nada.&lt;br /&gt;Mariazinha nascera pra ser rica: era feia e necessitada. Necessitada por ser feia. Por dentro. E por fora também. Dizem que ela lembra muito a &lt;em&gt;Marilyn Monroe&lt;/em&gt;. Concordo. Não se pode ter tudo, afinal de contas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;livremente inspirado em Macabéa, personagem de Clarice Lispector&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;- música do post: "lapinha", Elis Regina&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-5045544023406488117?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/5045544023406488117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=5045544023406488117' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/5045544023406488117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/5045544023406488117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/03/mariazinha.html' title='mariazinha'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-1105186881206325540</id><published>2009-03-03T15:04:00.005-03:00</published><updated>2009-03-03T15:15:57.198-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jamie Cullum'/><title type='text'>pla metad das chances</title><content type='html'>...foi só quando percebeu que faltavam outros dois dentes da gengiva de baixo, mascando gosto de sangue pisado, que tomou a decisão de sair do meio da merda do cubículo onde estava, todo sujo, molambo trapo esfarrapado de si mesmo, cheiro de bicho doente, futum de desgraça no ar, desprezo dos outros - pelos outros -, acabou assim, vendido, calças arriadas, objeto quebrado, esparramado e suplicante de um pouco mais de ilusão, o que lhe resta até o próximo beco, até que o juízo, final, condescendente, lance-o de vez no abismo de seus piores pesadelos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "lover, you should've come over", Jamie Cullum&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-1105186881206325540?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/1105186881206325540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=1105186881206325540' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1105186881206325540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1105186881206325540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/03/pla-metad-das-chances.html' title='pla metad das chances'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7669456848397907900</id><published>2009-02-25T17:53:00.007-03:00</published><updated>2009-02-28T17:07:19.690-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Los Hermanos'/><title type='text'>fim d festa</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"As possibilidades de felicidade&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;são egoístas, meu amor"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cazuza&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;...o bloco passava e o suor do ritmo levava as gentes, enquanto apenas ele, Pierrô, parecia perdido no meio da massa festiva, contraponto necessário à alegria indomada que invade as almas em fevereiro. Mês canhestro, menos dias mesmo quando bissexto – de lua, sempre desconfiada, pronta para dar o bote nos amantes distraídos. Pois ia o bloco, tarde caindo, esmaecendo de cores o horizonte fatigado da bagunça de todo o dia. Pierrô amolecido e uma lágrima rolando coração adentro, já que solidão não se engana com máscaras de plástico nem se cura com sorrisos forçados.&lt;br /&gt;Já desistia de qualquer festejo, o Pierrô, certo de que tristeza não se dá a estripulias, quando, de repente, a Odalisca do outro lado da rua hipnotizou-o com olhos de sherazade, prometendo-lhe as mil e uma noites que todo coração deseja ao partir-se por amor desfeito. Acreditando nas promessas da súbita aparição, Pierrô largou-se à sorte que só uma paixão pode gerar, pulando e arrulhando como se a festa somente a partir daquele instante começasse.A Odalisca seguia em frente com seus passos sensuais, desbravando braços e pernas pelo caminho como fosse a própria cobra a abrir passagem para o Paraíso. Chegando a uma viela escura, puxou-o a Odalisca para junto de si, fazendo com que bebesse do néctar divino e adivinhasse suas curvas por debaixo da transparência que a fantasia deixava entrever. Pobre Pierrô que, tomado pelo susto das ilusões, esqueceu-se de que amor de carnaval acaba quando menos se espera, assim como chega a quarta-feira de cinzas no melhor da folia: antevendo a sensação do gozo, nem notou quando o canivete rasgou-lhe as entranhas de lado a lado, senão que a dor foi insuportável para sequer terminar o último beijo. A noite caía, o carnaval chegava ao fim e, com ele, a realidade que nada tem de carnavalesca, na qual as fantasias são ainda menos óbvias. Na carteira havia duzentos reais. O restante a Odalisca jogou na calçada, enquanto sorria, cúmplice, para a lua...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;- música do post: "todo carnaval tem seu fim", Los hermanos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7669456848397907900?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7669456848397907900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7669456848397907900' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7669456848397907900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7669456848397907900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/02/fim-d-festa.html' title='fim d festa'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2788675556279277505</id><published>2009-02-19T15:25:00.003-03:00</published><updated>2009-02-19T15:29:30.844-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barbra Streisand'/><title type='text'>dsaniversário</title><content type='html'>...não é apenas uma questão de ficar mais velho. Apesar disso, não sei bem por que não gosto de comemorar aniversário. O meu, porque das festas dos outros gosto e muito. Quando vai se aproximando a data, quando já não restam tantas folhas a arrancar ou riscar no calendário, começo a ficar meio tenso, preocupado, inclusive me distraio das coisas que tenho de fazer. Ah, sim, é verdade, me esqueci de dizer: fiz aniversário por esses dias. Só não me peçam pra dizer o dia certinho, coisa e tals, pois que nem consigo. Melhor dizendo: não gosto mesmo (quanto a idade não tenho o menor problema. É só me perguntar, quem quiser saber... será que alguém gostaria de saber??? rs...). Sei lá, eu penso que todo mundo devia ter o direito de não curtir essas comemorações anuais da data do nascimento, assim como todo mundo deveria ter o mesmo direito de não curtir, também, carnaval, futebol e música sertaneja. Afinal de contas, tudo tem dois lados, não? Pois parece que, às vezes, não. Parece crime hediondo e inafiançável não querer celebrar o dia em que nossas mães nos puseram no mundo. Nada contra as mães, muito menos contra a minha, não me entendam mal; só estou aqui defendendo o meu ponto de vista, humilde, chata e insistentemente. Por isso gostaria de propor a todos que passam por esse mundo, da mesma forma como proponho todo ano aos meus amigos, que também tenham o direito ao "desaniversário". É, sei que não é uma ideia nova e muito menos criativa, no entanto, sempre falo sério quando trato disso. Se por algum motivo você também não curte festinhas de níver no seu níver – ou se simplesmente nesse ou naquele ano x, y ou z você não estiver afim de comemorar patavinas alguma –, defenda e exija o seu direito ao desaniversário. Pode até parecer uma negação besta, niilismo pós-moderno, que seja. Contudo, pra mim, é apenas uma questão de gosto. E gosto, como todos nós sabemos, não se discute, não é mesmo?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: “the way we were”, Barbra Streisand&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2788675556279277505?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2788675556279277505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2788675556279277505' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2788675556279277505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2788675556279277505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/02/dsaniversario.html' title='dsaniversário'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-6620338717006935220</id><published>2009-02-14T15:31:00.002-02:00</published><updated>2009-02-14T15:46:36.055-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maysa'/><title type='text'>galak</title><content type='html'>...ela tinha de ir. Era a única certeza que possuía no momento – ou talvez em toda a vida. Alguns passos apenas e a calçada cinza à frente. Ela mesma toda cinza, necessidade de afirmação, como se o sol não estivesse ali, a seu dispor, mas ardente, a ardê-la toda. Cabeça aos pés, pele queimada, alma pálida. Nos olhos o vislumbrar do porvir. Excitação madura, ansiedade abafada. Tinha de manter a pose, o foco, afastar um cacho dos cabelos castanhos grudado no suor do rosto suado. Úmido. Lavado de sal. De sol. Ainda ardente, ainda mais. Porém o armazém ali na esquina. Logo logo lá estaria. Apertar o passo não, não precisa. Imprecisa tropeçou, trocando os pés. Quase foi ao chão; o poste perto, exato. Foi por pouco. Panfleto velho: cão desaparecido. Pensamentos fugazes. Não não. Enfoque. Distrações demais. Um segundo sequer é insuportável. Lá dentro pediu: ao mesmo velho de sempre, as mesmas moscas de sempre voejando, as mesmas coisas de sempre, sempre mesmas, sempre coisas, mesmas sempre, coisas sempre... Hein, aqui o dinheiro, fica com o troco. Distraída, saiu. O sol apagou. Apagada estava pra tudo, pra todos, antevendo sensações, qual falsa cigana, bruxa, morgana. Divertiu-se pensando nisso. Passou o pequeníssimo embrulho entre os dedos direitos da mão esquerda. Era a sua maçã envenenada, a sua poção, o elixir de suas angústias. O mundo parou de girar, chineses caíam do teto que não mais azul, mas cinza, tudo cinza, tudo pó. Só ela inteira; ela e o embrulho amarelo indo-embora nas mãos que também se iam com ela toda pra dentro de si mesma, pra um mesmo ponto, energia concentrada, solar lâmpada em formato de noz, apodrecendo de espera. O passo que deu explodiu tudo como o big ben, centelha divina, arranjo cretino que, interruptor, girou a chavinha do mundo que girou todo de novo feito carrossel doido de cavalos selvagens descontrolados potros violentos como o sol que arde. E nesse meio movimento ela se perde toda porque tudo todos foram e ela ficou sem saber por quê, apenas desejando imaginando suplicando a sensação quente derretida doce confortante do embrulho aberto. Olhos bem abertos. Não dela, mas dele. Tentando captar sua essência num sentimento qualquer de estudada satisfação, perscrutando de um gesto cotidiano a fugidia certeza que não mais possui – será que algum dia já a havia possuído? De qualquer forma a afirmação, ou pelo menos a possibilidade desta, ou daquela, ou nenhuma – que seja – se confirme.Mais um passo. Um único uno. Cadafalso. Sobressalto atrasado. Um momento apenas. Relógio atrasado, soluço abafado, choro engolido. Sem tempo pra dor. Cena de horror. Poesia romântica, escapando sempre. Gótica, pontiaguda, como facas de faquir penetrando a pela ardida da ardência do sol escorrendo rubra caudalosa no rio de sangue ensanguentando a cinza calçada, tornando-se rubra em si, saindo-se dela mesma, escoando toda bueiro afora. E o chocolate, branco, puro, imaculado, esmagado no chão. Cheiro doce de cacau queimado pela borracha do carrasco pneu, sorrindo-se de sua inanimada ignorância. E pra sempre a dúvida. A eterna dúvida. Pairando no ar, confundindo-se pura com as impurezas porcas no ar, desfazendo-se em sua própria incerteza de nunca ser. Dúvida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "quizás, quizás, quizás", Maysa&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-6620338717006935220?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/6620338717006935220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=6620338717006935220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6620338717006935220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6620338717006935220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/02/galak.html' title='galak'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-8502066328345436312</id><published>2009-02-09T18:08:00.002-02:00</published><updated>2009-02-09T18:14:51.760-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Bethânia'/><title type='text'>perto d 1 coraçaum selvagem</title><content type='html'>...acabei de ler recentemente o volume de correspondências de Clarice Lispector, organizado por Teresa Montero para a Rocco em 2002. O que mais me impressionou nesse livro não foram os contatos ilustres que se correspondiam com ela, tais como Lúcio Cardoso, Carlos Drummond de Andrade ou Fernando Sabino, só para ficar em uma pequena parcela de exemplos, e sim a inquietude infinita de alma dessa estrondosa mulher, cujas palavras transbordavam ao mesmo tempo de beleza e comunhão com uma certeza muito interior: a de que a vida não se faz de certezas. Além disso, fiquei alucinado pela “literatura” de suas cartas – muitas podiam perfeitamente se passar por contos ou crônicas, se assim a autora quisesse, o que me fez perceber que o estilo de Clarice era próprio de sua pessoa, ou seja, natural, sem realmente denotar, em minha singela opinião, qualquer traço de afetação romanesca. Tida por muitos como “hermética”, “misteriosa”, “complicada” etcetcetc &amp;amp; muito blábláblá, a dicção literária de Clarice parece ultrapassar tudo isso, pois que não dirigida a um público específico (a não ser pelas cartas, obviamente de cunho remetido...). O que quero dizer é que sinto uma invejinha boa de Clarice Lispector, de ter a sensação, lendo-a, seja através de correspondências ou de sua extensa obra, de estar próximo a um genuíno coração selvagem que não se conformou a uma existência mediana, e que buscou sempre expressar a vida em seus detalhes mais específicos – e por isso preciosos. Também fico com um sentimento de nostalgia do que nunca tive, por mais estranho que isso pareça: sinto falta dessa época em que as pessoas mandavam cartas umas para as outras, num tempo pré-histórico em que internet era mito e, tv, em preto-e-branco. A carta tem todo um charme, todo um tom intimista que a frieza de um e-mail não permite. Está bem, talvez eu esteja sendo um tanto rude com a modernidade, ou mesmo despeitado, mas a saudade satisfeita pela sensação do abrir um envelope devia ser única. E a atenção do manuscrito, pouco a pouco substituído pelo teclado, jamais pode ser esquecida. Para os que ainda resistem a esses argumentos, o principal: se cartas fossem assim tão obsoletas, para que então publicá-las? Ah sim: cadê os meus textos? Achei que podiam esperar mais uns cinco dias... Clarice Lispector merece todo esse post e a minha e vossa atenção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...reservei um momentinho nesse post para uma mensagem pra lá de especial: queria muito agradecer as palavras de apoio que venho recebendo desde a minha volta a esse mundo. Muito obrigado, o carinho de vocês é mesmo digno de todo agradecimento. E Jaya, querida, o seu efusivo comentário me deixou muito feliz, mesmo num dia em que eu não tava pra sorrisos... Beijo em todos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...outro “à parte”, mas igualmente merecido: faria 100 (!) anos hoje a nossa Pequena Notável. Digo “nossa” porque Carmen Miranda foi brasileira até o último cacho de bananas, e também é uma das mais admiradas e respeitadas artistas brasileiras de todos os tempos e assim o será pra sempre, espero eu. Ter nascido em Portugal foi um mero detalhe, mais um entre tantos na vida e carreira dessa outra grande mulher do nosso país, e de quem nos devemos orgulhar. Hoje tão em moda, a sandália plataforma foi invenção sua. Essa e outras tantas peças do acervo de Carmen estão em permanente exposição no Museu Carmen Miranda, que fica no Parque do Flamengo, em frente ao número 560, aqui no Rio. Vale a pena conferir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: “reconvexo”, Maria Bethânia&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-8502066328345436312?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/8502066328345436312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=8502066328345436312' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8502066328345436312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8502066328345436312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/02/perto-d-1-coracaum-selvagem.html' title='perto d 1 coraçaum selvagem'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-5774555639524473499</id><published>2009-02-04T20:49:00.003-02:00</published><updated>2009-02-04T23:11:18.273-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raul Seixas'/><title type='text'>fundo d gaveta</title><content type='html'>...tenho lido bastante ultimamente. E pra mim isso tem sido novidade. Andava meio enjoado e de mal com a literatura, qualquer que fosse. No momento tenho devorado o que me cai no colo, costurando um texto n’outro e com vontade de retomar os meus próprios, talvez mais como exercício de estilo do que realização literária, o que há muito não encontro. E por que tô aqui dizendo isso? Sei lá, mas me deu uma vontade assim enorme de desabafar hoje... Desculpem-me, verdade seja dita, já que de mentira já bastam as que a gente conta pra gente mesmo o tempo todo né não? De modo que, por isso, acho que posso me fazer um desafio: em breve voltarei a postar nesse mundo um texto ficcional, digo, ficcional no sentido “literário” mesmo da coisa. Bom, o quanto de literatura terá eu não sei. Entretanto, quero muito acreditar que pelo menos um tiquinho terá (nem que pra isso eu tenha de me enganar um pouquinho. Afinal de contas, pra que servem as exceções às regras, hein?). Agora sério: de fato é muito difícil estar assim há tanto tempo sem escrever. Acho que, pra quem escreve, isso é mais do que claro, compreensível quanto aquele soninho que dá depois que a gente almoça. Dá uma dor, vai subindo uma coisa que cresce por dentro da gente até o momento em que se força a regurgitar-se, do jeito que estiver, seja como for. E é justamente essa espécie de comichão que eu venho sentindo nos últimos dias. Essa espécie de “não-sei-o-quê” que vai remexendo tudo por dentro e exigindo, demandando um espaço todo seu e que eu finjo não notar. Não dá mais. E talvez eu saiba o porquê de tanto esconde-esconde: é que escrever é um ato egoísta, tão egoísta que chega a ser altruísta... É paradoxal, mas é isso: escrever é o ato egoísta mais altruísta que há. E isso porque ninguém quer ser lido pelas traças, ou seja: escrever direto pro fundo da gaveta. O produto da escrita é, &lt;em&gt;per si&lt;/em&gt;, destinado ao outro, mas o escrever em si necessita de um não dar-se muito corajoso; por isso escrever é, também, um ato de extrema coragem. Coragem de se voltar as costas para os demais e encarar-se a si mesmo. Quem faz isso sabe o quanto dá medo, o quanto se sofre, o quanto verdadeiramente dói. E eu andei tão covarde e com medo de mim nesses últimos meses... Enfim, o desafio está feito, a cabeça erguida e o cursor piscando de ansiedade. O que virá? Ainda não sei, mas que não será lido pelas traças, ah, não será não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: “tente outra vez”, Raul Seixas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-5774555639524473499?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/5774555639524473499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=5774555639524473499' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/5774555639524473499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/5774555639524473499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/02/fundo-d-gaveta.html' title='fundo d gaveta'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-6391176227503591235</id><published>2009-01-30T14:11:00.002-02:00</published><updated>2009-01-30T14:16:54.009-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rita Lee'/><title type='text'>plataum e o msn</title><content type='html'>...outro dia li uma mensagem pessoal no messenger de alguém que dizia mais ou menos o seguinte: “o amor é de verdade; as pessoas é que são mentira...”. Aparentemente profunda, a frase não deixa de ser uma vulgarização do conceito de amor platônico que, vamos combinar, cada vez mais tem sido confundido e mal-interpretado como uma modalidade de amor solitário, um tanto quanto egoísta. Nem me interessa ficar aqui discutindo tal ou qual foi a intenção da pessoa em usar essa frase, até porque ignoro se extraída de alguma letra de música da modinha (certamente que não literária, de tão pouca literatura...). Enfim, o que me chamou a atenção e atiçou a curiosidade vai por outro caminho: o fato de as pessoas, assim, de uma maneira geral, falarem e, vá lá, cantarem tanto sobre o amor, muitas vezes querendo dizer – ou mostrar – com isso, que se importam com o Amor. Assim, grandão, com letra capital, o que lhe confere ar muito sisudo e envolve considerações circunspectas tais que tolhem a maioria – e daí as frases feitas e as filosofias prontas de porta de banheiro de botequim... O que quero dizer com isso? Provavelmente nada demais. Não estou filosofando, nem talvez mesmo divagando, pois que pra filósofo não levo jeito e a divagação não assumiria certamente tons tão gramaticais... Seria uma crítica, se em última instância tivesse de classificar esse post. A quê? Bem, talvez à mania que toma conta dos corações e mentes quando se está sozinho. Diz-se de tudo, promete-se mundos e fundos, todos em faturas que não serão pagas terminado o mês (ou a crise existencial, o que ocorrer primeiro). Ao que parece, todos têm interesse apenas na satisfação pessoal de seus desejos. Amor Amor? Que nada... o negócio é mesmo aproveitar. E por aí emerge uma corruptela de Platão, bem simplificada, é claro: o que importa, na verdade, não é amar o outro ou mesmo as suas qualidades, tampouco o amor em si, e sim a saciedade de um impulso qualquer. Psicanálise? Se for, Freud certamente explica. E, tudo bem, pode ter sim uma boa pitada de despeito nisso tudo, mas que não se confunda com inveja, pois que eu também vivo nesse mundo de linhas tortas... Se é cada um por si agora, o que se há de fazer? Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia. A citação, já em si truncada, daria pano proutro texto. No entanto, fico por aqui e o papo assim desvanecendo feito considerações metafísicas de segunda ordem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; PS: aff, mas que post metido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: “saúde”, Rita Lee&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-6391176227503591235?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/6391176227503591235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=6391176227503591235' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6391176227503591235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6391176227503591235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/01/plataum-e-o-msn.html' title='plataum e o msn'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-9014352373868360298</id><published>2009-01-25T02:56:00.001-02:00</published><updated>2009-01-25T03:00:55.261-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marisa Monte'/><title type='text'>shhhhhhhhhhhhhhh</title><content type='html'>...é o mesmo som que escuto quando a tv sai da sintonia e eu, preguiçoso, permaneço na cama olhando pros chuviscos incessantes e nervosos... assim como foi o mesmo som que você me fez pra que eu calasse a boca, eu que vivo reclamando das coisas e te fazendo cobranças sem sentido. Sim, porque se não há nada combinado, assinado e lacrado, não há nada que eu possa fazer (não é mesmo?). Nós dois sabemos. No entanto, sou eu quem perde o sono em madrugadas chuvosas e ruidosas – o volume sempre mais alto do que deveria; tenho de aprender a programar o &lt;em&gt;sleep&lt;/em&gt; de uma vez por todas... E os textos que ando postando por aqui? Pura confusão, pura lavação de roupa suja, sentimentos puídos e neuroses requentadas. Há muito não posto nada ficcional (apesar de todos os textos o serem...), mas digo ficcional no sentido outro da coisa: aquele em que transmutamos as nossas dores em estórias, em poesia. É nesse sentido que falo... Não consigo, porém. Ando muito enferrujado pra isso, muito enrolado comigo mesmo, também. Tudo que tento me parece meio desarranjado, disforme, e acabo invariavelmente frustrado – como agora... - e jogando aqui essas confissões sem cabimento. Como sempre. Não me admira que esse mundo ande cada vez mais desértico (se eu mesmo ando assim...). A última noite, que era pra ser de festa, fiz com que se tornasse um pesadelo ambulante. Incrível como a gente consegue se machucar ainda mais justamente quando tentamos disfarçar as nossas feridas. Burrice a minha, fica tudo tão mais evidente... E explosivo. No fundo no fundo, eu sabia que não ia dar certo. Eu sabia que as coisas se complicariam. Nada é tão simples quanto parece (e deveria, na verdade...) ser. Acabo sempre no meio do caminho, entre versões antagônicas dos mesmos fatos. Ninguém parece se importar. Às vezes penso que realmente as pessoas têm se importado cada vez menos. Com tudo. Com todos. Mas eu não sou assim, não consigo. Sou de falar, de abrir o jogo, colocar as cartas na mesa. Talvez devesse aprender a blefar como os outros. Em vez disso, continuo me cortando na ponta da faca que insisto esmurrar. Tenho todo um infinito particular que ninguém quer. A verdade machuca, eu sei. Quanto mais (pretensamente) desenvolvida a raça humana se torna, mais dissimulada a face, até porque... shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! E dessa vez não foi a tv ou você. Foi mesmo a vizinha querendo dormir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: “infinito particular”, Marisa Monte&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-9014352373868360298?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/9014352373868360298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=9014352373868360298' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/9014352373868360298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/9014352373868360298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/01/shhhhhhhhhhhhhhh.html' title='shhhhhhhhhhhhhhh'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-4845625005948722374</id><published>2009-01-21T16:39:00.002-02:00</published><updated>2009-01-21T16:44:33.906-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baby Consuelo'/><title type='text'>e assim m livro d mim</title><content type='html'>...pelas madrugadas escrevo como quem quer a companhia da noite, da escuridão profunda, mergulhada no silêncio. Escrever é o modo mais sincero de escapar a mim mesmo, e isso faz lembrar-me aquela famosa frase de Clarice Lispector – e pensar que ela tinha razão, sempre teve. Tenho me angustiado bastante nos últimos dias, o que me tem feito muitas vezes sair por aí, por essa cidade que possui alcunha de maravilhosa. Olho-a bem, paro em uma esquina qualquer e penso, enquanto espero o sinal abrir pra mim: “mas, meu Deus, maravilhosa pelo quê?” Se ninguém cuida, se ninguém a quer bem, se ninguém faz outra coisa além de usurpá-la de sua pretensa “maravilha”...? Talvez por inveja, ou mesmo por vaidade excessiva, ninguém teve pena de ti, Rio. Rio de mais um janeiro monótono e quente de verão, de praias lotadas de sujeira, de ruas perigosas e epidemias (a mais grave de todas: falta de respeito). Rio de tão sem graça. Por isso é que hoje, no dia do teu padroeiro, transbordo-me de sinceridade contigo, rogando a quem quer que seja que olhe por ti. Eu? Mas eu ando tão fatigado... eu sei, desculpa esfarrapada. Sim, é. Estou cansado de muitas coisas, aliás, sempre cansado e sempre mais. Porém, dei um tempo nas minhas próprias ladainhas pra prestar atenção em ti, pra falar contigo e pra pedir que te tratem melhor. Quem sabe se escrevendo dessa maneira, sincero contigo e comigo, não consigamos algum efeito? Talvez mesmo que nos ouçam... É, talvez. Livro-me de mim, de meus pesos, e espero também livrar-te de algum em meio a esse caminho torto de palavras desconexas. De qualquer modo, não te aborreça: veja só, colocarei uma música alegre pra gente ouvir. Doce ilusão. Porém, toma esta canção como um beijo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: esse texto é referente a ontem, dia 20 de janeiro, não postado por razões técnicas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; - música do post: “menino do Rio”, Baby Consuelo&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-4845625005948722374?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/4845625005948722374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=4845625005948722374' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4845625005948722374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4845625005948722374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/01/e-assim-m-livro-d-mim.html' title='e assim m livro d mim'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-4671587144795900067</id><published>2009-01-15T17:28:00.005-02:00</published><updated>2009-01-15T17:36:54.342-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cazuza'/><title type='text'>eu q aprenda a lvantar</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Se o amor correspondido já tem prazo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; de validade&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;determinado, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;o amor platônico tem prazo vencido”&lt;br /&gt;Claudia Lage&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...não, o título desse post não é apenas por causa da minissérie. Ultimamente já vinha pensando em Maysa e em como a sua história de vida esbarra na minha às vezes. Como as suas letras me falam coisas que há muito penso, e me respondem outras tantas de que gostaria muito de saber. Isso tudo me traz a sensação de que as pessoas vivem e morrem por um certo propósito, cumprindo determinadas missões aqui onde estamos. Não, não sou espírita ou mesmo sigo qualquer religião ou culto. Respeito a tudo e todos, suas crenças e/ou seus deuses. Não é isso. Mas tenho fé. Em quê? Não sei, sinceramente não sei. Porém, acho bom ter fé, crer que há alguma coisa além dos nossos sentidos, além da ciência, pralém das nossas expectativas e imaginações. Dá um conforto acreditar nessa força que nos envolve. Simplesmente acreditar, sem mais nem menos. Faz com que a gente se sinta menos só. Mesmo estando. Agora mesmo, olhando pela varanda, vejo a lua, cheia de si, meio dengosa apoiada em duas nuvens, como que se preparando para o seu show melancólico de hoje. Lua dos amantes. Lua dos poetas. Lua dos desesperados... Tantas funções, tantas inspirações. Por vezes penso que endeusamos demais esse simples satélite. Em outras, como agora, acho que tudo isso é necessário, em alguma medida. É bom nos iludirmos de vez em quando, pois impede que tal ilusão se transforme num motivo de vida. Tem gente que passa anos acorrentado a uma fantasia e se tortura feito Prometeu, voluntariamente. Eu desejo o ludibriar de um momento, apenas, momento que me faça realmente crer em algo longe das minhas vistas, em algo que me distraia os sentidos a ponto de me fazer acreditar que tudo não passou de um pesadelo, e que a tristeza possa ser somente um tema passageiro. Se meu mundo caiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: “o nosso amor a gente inventa”, Cazuza&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-4671587144795900067?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/4671587144795900067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=4671587144795900067' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4671587144795900067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4671587144795900067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/01/eu-q-aprenda-lvantar_15.html' title='eu q aprenda a lvantar'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-595395735262138954</id><published>2009-01-10T01:03:00.006-02:00</published><updated>2009-01-10T20:41:01.048-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maysa'/><title type='text'>a cada 1, seu inferno pssoal</title><content type='html'>...parece que uma tramóia dos astros se forma para que tudo se desarranje uma vez mais. Quando as coisas parecem estar no caminho certo, descarrilam feito aquela receita de bolo complicadíssima que só a vovozinha acredita que a Ana Maria sabe fazer. De qualquer jeito, ainda arrumo ânimo pra fazer piadinhas. Por quê? ah, porque o tempo passa, o tempo voa, e, por mais que a poupança do Bamerindus não esteja mais numa boa, nada é tão grave que não possa ser remediado (tá, eu sei que tô passando dos limites, misturando agora piadinhas sem graça e sem referência a frases da vovozinha...). Talvez eu esteja com sono. Talvez apenas confuso. Ou mesmo atordoado com os últimos acontecimentos. Que acontecimentos? Bom, na minha vida, nenhum, o que é algo angustiante pra quem há 4 dias espera um telefonema, um sinal de vida, uma nesga de voz de uma esperança que se esvai mais e mais a cada segundo. E também pelas pessoas à minha volta, que passam pelo mesmo dilema. Claro, há variações, sempre há, mas é como aquelas de adaptação de certos destinos finitos, do tipo &lt;em&gt;Romeu e Julieta &lt;/em&gt;ter se transfigurado em &lt;em&gt;West side story&lt;/em&gt; (e não me entendam mal, não é nada contra o sotaque latino forçado da Natalie Wood e eu até gosto de "Somewhere" na versão e voz da Barbra Streisand...), mas é algo &lt;em&gt;à la &lt;/em&gt;Frankenstein, uma coisa que não se encaixa, composto de partes difusas e costuradas feito boneca de pano - só que essa Emília sai muda e sem sal... Bom, o que quero dizer é que, por ignorarmos aquela voz interna que todos temos (sim, admitam, todos temos), acabamos por nos enrolar nós mesmos no novelo que tecemos. Sabe aquela intuiçãozinha que você de vez em quando repele com um desdém de "ai, que bobagem!"??? Pois é, ela é a mesma que poderia te tirar de muitas roubadas nessa vida, pois, apesar de os neurônios estarem no cérebro, agimos com o coração, e, mesmo aprendendo nas primeiras aulas de ciência da escolinha que o coração não manda em nada, que é apenas uma bomba de sangue localizada do lado esquerdo da caixa toráxica (tá, isso a gente aprende um pouco mais tarde...), ainda nos deixamos guiar por ele. Por "isso". Por essa coisa que nos faz agir instintivamente, feito bichos, ignorando os sussurros desesperados de um raciocínio claro, objetivo, e que às vezes chega a berrar pra ti que vai dar merda, que você e só você vai sofrer ao final, que as coisas não acabam como nas novelas... Será? Não é possível... não dá pra acreditar que seja só isso, deve ter algo mais, alguma explicação divina, estratosférica ou mesmo extraterrestre. Fantástica, sobrenatural, quem sabe... Não posso, não podemos ser tão tolos, não é mesmo? Afinal de contas, deve ser como a vovozinha fala: a cada um, seu inferno pessoal. E que nos conformemos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "ouça", Maysa&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-595395735262138954?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/595395735262138954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=595395735262138954' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/595395735262138954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/595395735262138954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/01/cada-1-seu-inferno-pssoal.html' title='a cada 1, seu inferno pssoal'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-1200306989177438874</id><published>2009-01-05T14:29:00.005-02:00</published><updated>2009-01-10T20:41:53.625-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jota Quest'/><title type='text'>reflexões bestas e/ou + 1 ano nvo</title><content type='html'>...só me dei conta disso quando cheguei em casa e fechei a porta por trás de mim. Depois do clique me deu aquela sensação de vazio, sabe, de quando a gente começa a achar que as coisas poderiam ter sido melhores, poderiam ter sido mais intensas... poderiam ter sido eternas. Mas aí eu penso "que-besteira-essa-coisa-de-as-coisas-serem-eternas", têm que durar até quando duram e pronto. E pronto. E ponto. Final? Nunca se sabe, não é mesmo? Bom, mas eu tinha me prometido não ficar assim por um bom tempo desde que... tsc, não tem importância, nada disso mais importa porque eu me conheço e sei que aconteceu de novo. Também, não podia ser diferente, tantas surpresas, tantas revelações súbitas, tantos comportamentos e mãos bobas que desvelaram carinhos e sentimentos (des)conhecidos de mim há muito tempo, logo aqueles que fiz questão de varrer pra debaixo do tapete mais escondido da sala, foram esses, esses mesmos os que voltaram assim de súbito, como que aproveitando o meu jeito desarmado de encarar a vida dos últimos dias. Então não resisti. Típico de época de virada de ano, coisa e tals? Sim, admito que sim, talvez... No entanto, algo mudou no reino da Dinamarca e o cheiro podre que sinto faço de conta que é faz-de-conta, tapo o nariz e sigo em frente; afinal, não dizem pra gente o tempo todo que é assim mesmo, que tem de arriscar, "ver qual é"? Pois é, eu sei, eu sei disso tudo, mas sou aquariano e essas coisas de levar as coisas meio assim meio assado não combinam muito comigo. Sou do tipo de pessoa que quando suspeita de algo lá está, no campo de investigação, colhendo pistas e descobrindo digitais. E essa enrolação toda é pra dizer algo que muito bem já deveria ou poderia ter dito muito antes, na primeira linha, usando apenas uma linha desse post. Mas aí não seria eu, esse ser que se acha muito simples e se mostra muito descomplicado à primeira vista mas que, de verdade, só se sabe a prestações. Todos devem ser assim, desconfio eu, mas nem todos admitem esse jeito de ser e de compreender que a vida é um pouquinho mais complexa do que ler até o capítulo dois... Mais um ano novo? Quem sabe seja apenas isso né... ou não, quem sabe eu admita de uma vez por todas que sim, tô gostando de alguém de novo. Tudo novo, de novo, e o frio na barriga aumenta... será que vou me dar mal... de novo?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "só hoje", Jota Quest&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-1200306989177438874?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/1200306989177438874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=1200306989177438874' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1200306989177438874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1200306989177438874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2009/01/reflexes-bestas-eou-1-ano-nvo.html' title='reflexões bestas e/ou + 1 ano nvo'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2222220415087754354</id><published>2008-12-31T12:59:00.006-02:00</published><updated>2009-01-10T20:42:22.164-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Bethânia'/><title type='text'>odoyá</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Quando eu morrer voltarei para buscar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;os instantes que não vivi junto do mar"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Sophia de Mello Breyner&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Clara brincava na praia quando olhou a concha na areia, ali junto. Diziam-lhe que se a colocasse ao ouvido ouviria o barulho do mar distante. Assim o fez, enquanto pequenas marolas tentavam, em vão, tocar-lhe os vítreos pés. Agachada, o vestido rendado a chasquear os grãos da areia úmida, percebeu que os sons formavam como que lamúrias entregues ao nada. Talvez fosse a escolhida a captá-los e, quem sabe, tomar alguma atitude. Mas o quê?&lt;br /&gt;Clara não compreendia as minúcias daquilo que lhe chegava tão docemente. Porque sim, o lamento era doce, e a voz do mar, apesar dos gritos salgados das ondas furiosas, cochichava qualquer coisa de íntimo que ia além de toda razão possível. Estar à deriva em meio à praia deserta proporcionava-lhe uma sensação única; o contato com o lado selvagem do mundo, seus segredos e códigos indizíveis, fazia com que se soubesse apenas parte minúscula do todo que chamam de universo, apenas mais um conjunto de fragmentos que se unem por determinado propósito.&lt;br /&gt;Será, então, que era isso que deveria entender? Alcançar os detalhes do cume da evolução? Trilhando os meandros da cosmogonia, Clara corria o risco de se descobrir a si mesma. Inserida no contexto de uma revelação, a epifania desvelava-se por seus sentidos afora, desdobrando-se em sensações múltiplas e conflitantes, sinestesia de um corpo que se revela por inteiro ao espírito das coisas. A comunicação, portanto, parecia estabelecer-se. Através daquele objeto de formas engraçadas, delicada ruína de sedimentos, podia-se entrever que o momento de tensão máxima se aproximava.Clara, porém, não se dava conta disso, fascinada pelo descobrimento de realidades outras que se lha apresentavam. O choro do mar era pura solidão. Desarmada dos escudos da experiência como ser humano, restava toda aberta, braços dados com a consciência plena que a unia à natureza. Os ruídos de antes cessaram por completo. Não havia mais motivos para perdurarem. Substituídos por cânticos, encantadores tais como os de sereias, Clara foi levada a mergulhar cada vez mais fundo, até seus pés não tocarem a areia úmida de outrora, até suas mãos debaterem-se na agonia da concha perdida para sempre, até que ela por inteiro, embebida na maresia inebriante, desaparecesse na brincadeira macabra de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...pois é, voltei. Não sei o porquê, não sei até quando... mas também não sei se vale a pena ficar indagando razões que provavelmente nunca terei. Não importa. Enfim, só o que sei é que não quero fazer promessas para o próximo ano. Que 2009 venha, e que seja melhor que este ano a nos deixar a um minuto da meia-noite, a um passo apenas do precipício. Desejo a todos uma tranqüila e boa passagem; como oferenda, ofereço esse conto aos novos tempos, sacrifício necessário às inerentes mudanças da vida. A partir de amanhã visito todos vocês. Saudades. E bem-vindos novamente a esse inacreditável mundo em que espero permanecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "Iemanjá rainha do mar", Maria Bethânia&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2222220415087754354?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2222220415087754354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2222220415087754354' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2222220415087754354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2222220415087754354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/12/odoy.html' title='odoyá'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7734129734788416826</id><published>2008-05-12T17:08:00.006-03:00</published><updated>2008-05-14T22:53:08.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nando Reis'/><title type='text'>onde, onde estarias?</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Tenho razão de sentir saudade,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tenho razão de te acusar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Houve um pacto implícito que rompeste&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e sem te despedires foste embora”.&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;e chovia muito e já era noite. E eu na cama pensando em você. Sozinho como você. Sozinho como só eu sei que você pode estar agora. Justo agora que eu te sei tão bem e que você estava quase a me saber da mesma forma também. Eu esperei. E esperaria muito mais se tua paciência não fosse tão curta como a minha vontade de viver. Agora. Depois de tantas e tão poucas idas e vindas e dos poços-abismos-precipícios de que me tirou pelas pontas dos meus dedos aos teus dedos-mãos-braços-ombros-costas-corpo-inteiro e então nós dois rolando enlouquecidos pelo chão num sexo a sexo tresloucado até acabar pra nunca mais e sempre mais.&lt;br /&gt;Sozinho no escuro de minha cama, debaixo de meus medos e por cima de meus receios, me pergunto: onde estarias? Saiu assim sem me avisar nem bilhetes nem recados nem mesmo um mínimo post-it... Também não quero despedidas, não vamos discutir de novo por causa disso: já te disse que política religião futebol e mulher não se discutem. Mas com quem, se você já não mais está aqui? Além de mim, apenas mim-mesmo a me culpar pelos erros e me recriminar também pelos acertos, porque sempre ao acertar contigo era excessivo. Mas não era por mal, nunca foi e nem nunca seria se antes eu-mesmo me tivesse avisado: fiz isso aos excessos porque aos excessos te amo. Sim, também sei que nunca te disse isso. Não porque seja mentira, senão não estaria dizendo pra mim-mesmo: a gente não se conta mentiras; a gente sempre se confessa a verdade de si-mesmo. Mesmo que admitamos que seja mentira. Admitir a mentira a si-mesmo é na verdade e talvez a própria verdade. Porém aquela verdade que nunca se alcança, nem se sabe o quê ou por que se precisa dela. Na verdade, quem é que precisa da verdade? Porra nenhuma. A mentira já dói demais. Contentar-se com a metade já está de bom tamanho. A possibilidade é dúbia: meia-verdade ou meia-mentira. Escolher uma delas é simplesmente “uma questão de contexto”.&lt;br /&gt;Foi o que você me disse uma vez... Só não me lembro agora qual foi o contexto. Talvez tenha sido fora de qualquer contexto, o que o justificaria. E sempre foi assim. Eu sou a pergunta e, você, a resposta. Não necessariamente aquilo de “sim ou não”. Aliás, nunca. E sim a justificativa. Você era a justificativa dos meus atos. E isso me trazia segurança; não os meus atos, você: segurança.&lt;br /&gt;E por isso eu aqui agora nunca mais no meu quarto escuro te esperando mas sabendo que não mais nunca jamais retornará, uma vez que nunca foi. Agora que me dei conta de que talvez nunca jamais tivemos nada além de uma doentia pergunta que não me cala a insônia: onde estarias? E as nossas antigas discussões não têm sentido porque nunca tiveram algum porque nenhum de nós dois sabia o que estava fazendo. Nós apenas fomos uma simbiose em que a determinação sua me fazia alguém, porém não alguém que não outrem já não eu-mesmo que nunca fui. Fui ficando e fui deixando que tudo isso acontecesse. Mas também não assumo toda a culpa e te ponho à força um mea-culpa mesmo que você tenha ido e me deixado indo-embora-ficando só e só olhando essas estrelas que, cadentes, caem com tudo no vazio escuro do meu quarto e de mim-sem-você. Ou seja, nada. Coisa-alguma que nenhuma desapareceu sem deixar rastro. Cadente de estrela de mim.&lt;br /&gt;E esfriava muito e estava de cobertor protegido da chuva lá fora de gotas e estrelas e noite, mas sem você não tem graça, nem pano, nem silêncio, nem grito, nem corpo, nem nada que me satisfaça além da lancinante sufocante claustrofobiante pergunta que em tudo, cada móvel, cada coisa, cada parte de partícula de todo ressoa ao mesmo tempo em uníssono gritando aos teus ouvidos que sei que escutam e num meio sorriso me justifica o soluço da lágrima engolida nos olhos abertos e verdes pro teto pálido: onde, onde estarias?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;*******&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...já mais de mil visitas... Nunca me passou pela cabeça que esse mundo percorreria tanto, e justamente me dou conta de tal conta num dia como o de hoje, hoje que pra mim seria melhor que não tivesse havido... De qualquer modo, agradeço (a alguém alguma coisa que não sei bem direito o que é)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "quem vai dizer tchau?", Nando Reis&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7734129734788416826?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7734129734788416826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7734129734788416826' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7734129734788416826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7734129734788416826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/05/onde-onde-estarias.html' title='onde, onde estarias?'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-3922588920815785371</id><published>2008-05-05T23:22:00.002-03:00</published><updated>2008-05-05T23:28:49.242-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Bethânia'/><title type='text'>a trajetória</title><content type='html'>Num acordar perceber que não existe a saída.&lt;br /&gt;Ao espelho chegar e ver apenas dor, sufoco, contrapartida.&lt;br /&gt;Tentar ater-se a laços, porém só colher despedida&lt;br /&gt;Por esperar em Deus e jamais ter a resposta obtida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do pó vieste e a ele – agreste – retornarás.&lt;br /&gt;No inferno o encontro com o capataz;&lt;br /&gt;São Pedro já ficou p’ra trás...&lt;br /&gt;Lá longe, impassível, irascível como um monge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indulgente chega o próprio Satanás,&lt;br /&gt;Que nas mãos um baralho traz:&lt;br /&gt;“Daqui escolhas o que mais lhe apraz”,&lt;br /&gt;Adentrando de Dante o recinto que no fogo jaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O castigo a mim imposto não foi fácil d’escolher&lt;br /&gt;E o próprio inquiridor deu-se voltas pr’entender.&lt;br /&gt;Até que de uma serpente amiga a solução chegou:&lt;br /&gt;“A qual anel deve-se mandar um maldito&lt;br /&gt;Que teve no Céu o pior veredicto?&lt;br /&gt;Nenhum! Mas resposta corretamente lhe dou:&lt;br /&gt;É pior não ser castigado a ter o pior castigo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vagar em meio àquele enorme cemitério,&lt;br /&gt;Numa lápide sentei-me com o jeito funéreo.&lt;br /&gt;Nos dedos percebi de minha queda alguns restos de carvão&lt;br /&gt;E pus-me em meu assento a derramar estes versos num clarão.&lt;br /&gt;Mal percebi um homem de trapos que aos poucos me chegava&lt;br /&gt;Perguntando o que eu fazia e se meu castigo não bastava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-lhe que poetava ali por puro gosto&lt;br /&gt;E vi uma sincera lágrima sulcar-lhe o rosto:&lt;br /&gt;“Eu te imploro, venha comigo,&lt;br /&gt;Há tanto tempo não tenho um amigo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei-lhe então como havia ali chegado&lt;br /&gt;E descobri que ele e eu dividíamos o mesmo pecado.&lt;br /&gt;Falei-lhe também da serpente e seu castigo -&lt;br /&gt;“Não acredito que fizeram o mesmo contigo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confessou-me que em vida e morte passara por todo tipo de horror&lt;br /&gt;E eu, prostrado, disse-lhe então: “deixe-me ficar ao teu lado, ó, meu senhor.&lt;br /&gt;Ensina-me a suportar tod’essa dor!”&lt;br /&gt;E assim sua mão direita estendeu-se a mim em benignidade e ardor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me, pois, e fui com ele abraçado,&lt;br /&gt;A fim de realizar na Eternidade o que não consegui no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "fera ferida", Maria Bethânia&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-3922588920815785371?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/3922588920815785371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=3922588920815785371' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3922588920815785371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3922588920815785371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/05/trajetria.html' title='a trajetória'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-1706039408923793333</id><published>2008-04-28T14:17:00.003-03:00</published><updated>2008-04-28T14:43:46.926-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elis Regina'/><title type='text'>ressaca de mim</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O que não se sabe pensar, se vê!”&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...olhava o mar com olhos de ignorante. Olhar que não enxerga além de seus palmos o que está sendo visto em processo de seu campo de visão. Limitadamente não-humano. Olhar de cão. Que vê. Não entendendo, não entender é preciso. Não pensar é de extrema necessidade. Ver sim. Olhos cegos surdos mudos. Mas verdes. Rebentando junto às ondas lá embaixo. Parado no pico de uma pedra verde de limo. Lá do alto a possibilidade de um escorregão direto ao infinito. Às ondas verdes, qual o meu olhar, rebentando lá embaixo.&lt;br /&gt;É assim que gosto do mar, de ressaca. A espuma que branca borbulhante levanta o odor da maresia que me enche todos os poros, que me entope de prazer, torpor louco a que me entrego todo taça recebendo o líquido champanha cristalino. Braços abertos na brisa fria que me leva pra longe bem longe dali, enquanto a chuva me despoja de mim mesmo, minhas roupas encharcadas de que não mais preciso. Só do mar: necessito de sua energia na noite tempestuosa como um feto necessita do líquido vital de sua mãe. Filho do mar, isso é quem sou. Isso: quem: eu. Minha identidade é marinha. Meu signo aquário. Ascendente em peixes que nadam na torrente esverdeada que corre por meus olhos adentro até o fundo de meu espírito e que depois, cachoeira, re-sobem no fluxo de minha consciência até meus dedos dos pés e mãos e olhos e cabelos extremos todos pra fora de mim. O que está fora de mim está dentro de mim. E vice-versa. Porque sou da natureza e tudo o que me chega dela na verdade sou eu mesmo. Então não me procuro mais, pois sempre me teria achado se, quando perdido, houvesse tido a idéia de me reconhecer nas coisas que outrem que portanto eu. Não me reconhecia antes porque não me via. Me idealizava. Idealizar-se é projetar-se. E todo “projetar-se” é falso pra sempre. Não. “Ver-se”. Isso. É isso o que falta. Faltava. Pois em mim já me vi. Não preciso de reconhecimentos. Tenho dois olhos que ignoram, verdes, a minha própria razão, anulando-a. Precisar de um pensamento, não o preciso, a não ser muito pouco: tenho também um terceiro olho num ponto imaginário que transcende a si próprio e a mim junto a ele, indo-me exatamente na direção contrária de todo sentido.&lt;br /&gt;O mar, a chuva, a brisa fria, a pedra cheia de limo e eu, todos ondas e espumas rebentando lá embaixo, misturando-nos uns aos outros congelados como lâminas finas e escorregadias e afiadas. Cortamos a realidade em duas três quatro cinco dez cem mil milhões bilhões e sem-número de vezes e maneiras, dividindo seus significados e símbolos chegando a somente um único signo:&lt;br /&gt;...na ressaca de mim percebi que sem roupa a praia brotava nua de areias e brilhos da lua que cheia lhe tirava dos braços o mar que nascia em ondas como recém-nascido que chora pelo barulho da rolha do champanha estourando de bolhas e espumas cristalinas petrificadas de limo que escorrega ao infinito na lufada da brisa que sem pé nem mãos nem cabelos escorre no refluxo de uma cachoeira que nasce da estrela cadente que caiu em pranto que se misturando às ilusões projetou de si mesmo um espelho quebrado em sete anos de azar do terceiro olho que a isso transcendeu às suas vistas a visão que via embaçada pelo rodopio louco de uma voz de pássaro sem asas porque voa pra dentro de si e de fora havia rouquidão até recomeçar mais alto sem alcançar aquele ponto inimaginalmente imaginável desaparecido numa aparição de sua própria vontade que sem ser vista não existia porque pensada porém de tudo isso restaram os restos daquilo que não dito ouvido ou visto e que permanece berrando em silêncio pra não incomodar o incômodo de alguma vez ter dado chance de expressão a algo inexplicável que inexorável não se explica não se sente não se sabe não a não ser pelo trecho que pego pela metade se revela pedaço inteiro porque todo pedaço inteiro é tudo mas que não é nada por falta de espaço que nessa noite não se acaba por medo do sucesso de recomeçar mas sem medo de existir verde e de ressaca de si...&lt;br /&gt;E foi quando senti as algemas frias se fecharem num clique às minhas costas. Pessoas outras aglomeradas na calçada da praia de Copacabana, umas rindo, umas a chorar, umas a gritar, umas a jogar pedras, umas. As pessoas sempre umas enquanto eu nenhuma. Não entenderam não-entender. Procuram razão nas coisas, projetando-as. Sombras do próprio reflexo que são. Eu não. Sou mesmo o não. Mas verde. Iluminando de esperança a viatura de sirenes vermelhas e os homens de farda cinza e as pessoas outras e umas de branco azul amarelo vermelho laranja roxo anil rosa e todas mais, vendo em cada indivíduo todos os indivíduos e tudo e nada que há, através daquele signo que em vão tentei ver em completude, porque não se capta nem mesmo pela ignorância de não-saber, reconhecido somente num trecho entre reticências e sem possibilidade de nexo: o signo. O signo que é a natureza, a praia, o mar, as ondas, a chuva, a brisa, a noite, a estrela cadente, a pedra, o limo, as roupas, eu, as pessoas, os homens de farda cinza, a algema, a viatura, as sirenes, as cores... O Infinito. Não estou louco. Estou de ressaca de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;*******&lt;/p&gt;...quando a gente acha que tudo tá perdido, um broto de esperança surge à beira da sacada, segura a nossa mão, enxuga as nossas lágrimas e jura todas aquelas falsas promessas em que tanto queríamos acreditar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "o bêbado e o equilibrista", Elis Regina&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-1706039408923793333?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/1706039408923793333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=1706039408923793333' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1706039408923793333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1706039408923793333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/04/ressaca-de-mim.html' title='ressaca de mim'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7482459340190097740</id><published>2008-04-15T21:03:00.003-03:00</published><updated>2008-04-15T21:50:11.968-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jay Vaquer'/><title type='text'>fake</title><content type='html'>...sim, eu sou tão falso quanto uma nota de cinqüenta com a tua cara-de-pau estampada na frente. Sim, sou tão mentiroso que nada do que eu digo é digno da atenção de um cão sarnento. Sou tão ruim que não mereço nem mesmo a morte e tão desprezível que cuspo no prato que como. Sim, sou tudo isso e talvez muito mais. Sou assim do jeitinho que você me quis, da maneira como me criou, ajustado pros modos que você mesmo inventou. Agora é tarde demais, meu caro: leite derramado não volta pro gargalo sujo em que tua boca me bebeu até se encher, até que eu me azedasse no chão frio em que você me deixou. Me cobra explicações? Pois são essas aí. E os combinados que foram rompidos? e tudo aquilo que já foi dito? esquece, vai... nada mais artificial que as tuas mensagens no meu celular e que, por alguma esquizofrenia minha, nunca apaguei. Talvez seja mesmo algum distúrbio, masoquismo. Comigo sempre funcionou esse negócio de auto-flagelo. Basta ver as marcas no meu braço desde aquela vez que eu te deixei por tua causa. Até hoje as cicatrizes doem, feridas que abri porque não me agüentava mais sem você. E é isso o que tenho em troca? Todas essas acusações, injustiças, paranóias? Realmente fui um tolo ao acreditar que podia confiar em você. Fui idiota ao achar que, por algum momento, você de fato se importou. Comigo, sei que não. Com você durante todo o tempo. Espero que tenham sido ótimos os nossos carinhos, as trepadas que te dei - as melhores da tua vida, tenho certeza, pela tua cara via, pelos teus urros sentia, antes mesmo de você me dizer. Me arrependo do dia em que fiquei de joelhos te pedindo perdão, das incontáveis vezes em que me humilhei pela tua atenção, um olhar, um sorriso, um quase-nada que fosse. E ficava feliz. Ficava agradecido pela esmola como aquele mendigo que no metrô me pediu cinqüenta centavos pra tomar um café. Não dei. Por culpa tua. Hoje desconfio de tudo e todos. Fico com os dois pés atrás e mais os braços em posição de luta, revide. Quero que você saiba que esse recado é tão fake quanto o que a gente acha que tem um com o outro. No mínimo é palhaçada, piada de mal-gosto. Sem graça. Quando você me pergunta quem eu sou, é isso o que você quer saber? bom, é isso mesmo, honey: sou teu bonequinho de luxo, teu anjinho dos olhos verdes, teu bibelô de porcelana. É, aquele mesmo que você um dia comprou com presentes caros e palavras de almanaque. Tuas juras me saem tão baratas quanto aquelas do papel do bombom que comemos juntos uma vez, rindo até não poder mais. Mas, quer saber, eu não achei graça nenhuma. Puro fingimento. Aliás, você não sabe quantas vezes fingi gozar contigo. E foram muitas, querido... você não manja assim da coisa como pensa. Sei de gente que faz muuuito melhor - e por mais tempo. Porque foi assim que você me quis. Desde sempre. Desde o início você se acomodou por eu me acomodar por nós dois. Já que eu exijo minha alforria, você se desespera, joga na minha cara toda a merda que tava presa no ventilador. No fundo no fundo sei que não dá mais pra continuar, porém não sou eu quem vai tomar essa decisão pela enésima vez. Vê se cresce, aparece e vira homem de uma vez por todas, porra! Toma uma atitude, me xinga de verdade, me soca, me chuta, me agride pra valer, me faz sangrar, bate com a minha cabeça na quina da porta do teu armário, me mata. Tudo, tudo mesmo, menos essa tua apatia com que eu tenho de conviver há tanto tempo. Cansei. É a rebeldia da máquina. Daquele que até ontem era o teu robô de estimação, o bichinho de pelúcia que você usava toda noite pra dormir, as tuas fantasias que sempre realizei, disposto às maiores nojeiras só porque você gostava. Não eu. Não sou mais o teu sonho, quero virar teu pior pesadelo. Me tira do teu porta-retrato porque não sou mais o modelo pra mamãezinha alguma. Não me mostre a mais ninguém. Saí da jaula do teu zoológico, não admito que apontem mais os dedos em riste pra mim. No entanto, continuo à vontade pra sorrir em troca da troca de tudo aquilo que já te dei. Como disse, não presto. Era isso que você queria saber? então tá sabido. E pronto, vê se me deixa em paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "cotidiano de um casal feliz", Jay Vaquer&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7482459340190097740?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7482459340190097740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7482459340190097740' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7482459340190097740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7482459340190097740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/04/fake.html' title='fake'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7266207733919277592</id><published>2008-04-10T11:06:00.005-03:00</published><updated>2008-04-10T11:30:22.785-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Legião Urbana'/><title type='text'>aquele homem</title><content type='html'>...ali pelo início das tardes de sábado é que o espetáculo começava. Depois de pôr o avental encardido de anos de labuta e estalar todos os dedos da mão, dedos nodosos e respeitados em toda a vila, depois disso faltava apenas ajeitar os longos fios de um cabelo negro anunciando sua futura partida em entradas já definidas.&lt;br /&gt;No entanto, era moço ainda, o que lhe dava status até maior pelos seus feitos. Não, ele não era uma espécie de lutador ou coisa do tipo, pois, quando se trata de um, obviamente se pensa em seu adversário. Nesse específico caso, o desse moço com entradas já nítidas em seu couro cabeludo tomado de caspa, ele não tinha adversários. Sua profissão: assassino de galinhas.&lt;br /&gt;Muito requisitado naquela tarde, apressava-se para cumprir o seu último compromisso do dia. Havia um último animal a aniquilar, havia o almoço de sábado cacarejando no quintal da mulher do padre. Então foi.&lt;br /&gt;O ar pesava em suas narinas, o que transmitia a seus passos um certo ar de autoridade. Temido pelas crianças, cujos pais de cabeça quente lhes prometiam o mesmo destino reservado às pobres penosas, era também respeitado pelos homens da vila, pois que aquele outro ser dotado de testosterona ativa aliviava o fardo da masculinidade que tinham de carregar. O ato abjeto mas necessário de matar por sobrevivência, pressuposto da lei do mais forte, era desse modo não só transformado em ofício como regulamentado – era de direito. E também porque nem todos os homens eram de fato homens para tal função.&lt;br /&gt;De todo jeito, frente a frente à sua vítima, o bico amarelo do animal encontrou a face parda do homem. Não acontecera como das outras vezes. Aquela galinha era diferente das outras. E ele notara. Em geral todas o temiam desde o momento em que cravava seus olhos de gavião em sua plumagem delicada, rasgando a tenra carne e manchando-as com seu próprio sangue. Mas aquela galinha não quis ser maculada, pior, não dava a menor importância ao fato de que seria, ainda virgem, sacrificada. O ritual era antigo, apesar de ela não ter consciência disso. As galinhas não têm consciência, daí não pecarem. Mas era assim que tinha de ser. De qualquer maneira, saiu ciscando pelo terreno sem dar atenção maior ao homem, cujos olhos ficaram vesgos por um instante. Teriam aquelas duas lâminas perdido o fio de corte? Não, foi algo muito mais profundo.&lt;br /&gt;De alguma maneira foi transmitido ao homem o fato essencial de que nunca havia se dado conta. A inocência daquela galinha engolindo milhos de uma tigela de plástico, enquanto olhava à sua volta o nada e a desesperança e a crueza de sua vida animal, isso tocou fundo no homem como nenhum carinho de mulher antes havia tocado. A fêmea conformada com seu destino levou o homem à compreensão de: de que havia, ainda, compaixão nesse mundo. Que ele a perdoasse por nascer galinha, era o que pedia, mesmo que não houvesse pedido coisa alguma. O homem entendeu a mensagem – e mais: o homem apaixonou-se pela galinha. Não pelo animal em si, e sim por sua não-deliberada inocência. Talvez fosse apenas a latência de sua irracionalidade manifestando-se de forma mais exterior de si mesma. Talvez fosse que o homem já não suportava mais a realidade de tão indecorosa tarefa, por que cada um não lida com o que é seu? Sentiu-se de repente responsável pela refeição e subsistência de todos na vila. Pela existência e manutenção de todos, esse era o seu papel. E é doloroso ser responsável pela dependência alheia. E estava apaixonado. Não podia negar. A inocência e compaixão da galinha o invadiram de vez. Não poderia. Não conseguiria. Nunca mais. Quem sabe mudar de cidade, conhecer alguém, casar, ter filhos, ser feliz? Um grotão abriu-se naquele rosto duro. Era um sorriso. A possibilidade eterna da mudança.&lt;br /&gt;E a galinha a poucos metros. O símbolo de sua nova existência, da mudança definitiva de direção que daria em sua vida. Estava na hora, sentia o momento. Excitado, sentia o suor correndo em suas veias e em seu corpo todo. Queria agradecê-la. Mas como se agradece a uma galinha? Se falasse ela não entenderia. E mesmo que entendesse, ele era homem de modos rudes demais, poderia ser mal-interpretado. Talvez lhe desse um beijo e, já que a galinha não tinha rosto, ali mesmo, em cada um dos lados do bico. Talvez no próprio bico. Não, que o homem não era dado a esses gestos, era oco de carinhos.&lt;br /&gt;Distraída, a galinha nem notou quando o homem a pegou nos braços fortes e torceu sem dó seu pescoço. Surpresa, também não teve tempo de gritar sua decepção. A fragilidade de sua inocência desapareceu num gesto cotidiano. O homem espantou-se com sua atitude. Matar a galinha foi seu jeito óbvio e automático de negar a mudança dolorosa que se avizinhava doendo demais em seu espírito já resignado. Os dois sabiam disso, mas apenas por dentro deles mesmos. A revelação do ato é que os pegou a ambos desprevenidos. O almoço de sábado seria servido. Em ponto.&lt;br /&gt;Jamais aquele homem deixou de assassinar galinhas. Jamais aquele homem foi feliz. A compaixão, assim como a inocência, não brota em solo calejado. Morreu seco. E só...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;para Clarice e Caio, que tanto gostavam delas...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "a via láctea", Legião Urbana&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7266207733919277592?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7266207733919277592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7266207733919277592' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7266207733919277592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7266207733919277592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/04/aquele-homem.html' title='aquele homem'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-3191903889070316609</id><published>2008-04-04T11:20:00.008-03:00</published><updated>2008-11-13T02:43:09.593-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cazuza'/><title type='text'>se se se...</title><content type='html'>...antes do post, cabe talvez uma explicação: hoje eu reservei espaço aqui no blog pra uma espécie de meme. Digo isso porque não é propriamente um daqueles memes comuns, e sim algo que me chamou bastante atenção e que vi, pela primeira vez, lá no "Dominus", cantinho da minha querida amiga Cris. Sei que agora nem é mais novidade. Não importa, fiz - e publico-o - mesmo assim... Talvez, sei lá, talvez pra que quem lê o que eu escrevo aqui tenha a oportunidade de "me" ler um pouquinho também dessa vez... então, enjoy (eu acho rs)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse um mês seria... Janeiro&lt;br /&gt;Se eu fosse um dia da semana seria... Sábado&lt;br /&gt;Se eu fosse um número seria... 7&lt;br /&gt;Se eu fosse um planeta seria... Vênus&lt;br /&gt;Se eu fosse uma direção seria... adiante&lt;br /&gt;Se eu fosse um automóvel seria... um Lamborghini Diablo GTR&lt;br /&gt;Se eu fosse um liquido seria... Smirnoff ice&lt;br /&gt;Se eu fosse um pecado seria... Gula&lt;br /&gt;Se eu fosse uma pedra seria... Esmeralda&lt;br /&gt;Se eu fosse um metal seria... Titânio&lt;br /&gt;Se eu fosse uma árvore seria... um coqueiro&lt;br /&gt;Se eu fosse uma fruta seria... Kiwi&lt;br /&gt;Se eu fosse uma flor seria... Girassol&lt;br /&gt;Se eu fosse um clima seria... Temperado&lt;br /&gt;Se eu fosse um instrumento musical seria... um piano&lt;br /&gt;Se eu fosse um elemento seria... Água&lt;br /&gt;Se eu fosse uma cor seria... Verde&lt;br /&gt;Se eu fosse um animal seria um... Golfinho&lt;br /&gt;Se eu fosse um som seria... o choro&lt;br /&gt;Se eu fosse uma canção seria... “O quereres”&lt;br /&gt;Se eu fosse um perfume seria... Givenchy&lt;br /&gt;Se eu fosse um sentimento seria… a perplexidade&lt;br /&gt;Se eu fosse um livro seria… “O pequeno príncipe”&lt;br /&gt;Se eu fosse uma comida seria… uma torta holandesa&lt;br /&gt;Se eu fosse um lugar seria... o Atol das Rocas&lt;br /&gt;Se eu fosse um gosto seria... o de limão&lt;br /&gt;Se eu fosse um cheiro seria… o de terra molhada&lt;br /&gt;Se eu fosse uma palavra seria… Esperança&lt;br /&gt;Se eu fosse um verbo seria... Querer&lt;br /&gt;Se eu fosse um objeto seria… um livro&lt;br /&gt;Se eu fosse uma peça de roupa seria... um jeans&lt;br /&gt;Se eu fosse uma parte do corpo seria… a boca&lt;br /&gt;Se eu fosse uma expressão seria… de espanto&lt;br /&gt;Se eu fosse um desenho animado seria… Bob Esponja&lt;br /&gt;Se eu fosse um filme seria… "Brilho eterno de uma mente sem lembranças"&lt;br /&gt;Se eu fosse uma forma seria… uma reta&lt;br /&gt;Se eu fosse uma estação seria… Primavera&lt;br /&gt;Se eu fosse uma frase seria… “O que é mais importante, aquela incerteza desagradável e aquela confusão aflitiva, das quais você pensava ter se livrado graças à velocidade, se recusam a abandoná-lo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R_Y7bKLdNoI/AAAAAAAAAFo/QI8xHRYDmW0/s1600-h/selo+esse+blog+arrebenta.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185397358738617986" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R_Y7bKLdNoI/AAAAAAAAAFo/QI8xHRYDmW0/s320/selo+esse+blog+arrebenta.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...o Nando, lá do seu "A melhor novela de todos os tempos do último verão" (ufa!!!), resolveu premiar o inacreditável mundo de alex e! (ufa duplo rs!!!) com mais esse selinho super maneiro. Ele diz que "esse blog arrebenta" e eu agradeço MUITÍSSIMO, meu caro!!! É sinal de que ando fazendo algo que preste por esse mundo aqui né... rs Valeu, abração!!!&lt;br /&gt;...e os blogs "que arrebentam" indicados a receber o selinho são:&lt;br /&gt;- "Dominus";&lt;br /&gt;- "Pois já é hora de pôr recordações para fora";&lt;br /&gt;- "-Deixa eu brincar de ser feliz?" ...beijões!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R_Y8p6LdNpI/AAAAAAAAAFw/E9Hdn1HjrWU/s1600-h/selo+astrobaldo+de+qualidade+blog+recomendado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185398711653316242" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R_Y8p6LdNpI/AAAAAAAAAFw/E9Hdn1HjrWU/s320/selo+astrobaldo+de+qualidade+blog+recomendado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...mais presentes, dessa vez da Gisele, lá do seu "Pois já é hora de pôr recordações para fora", que afirma ser esse mundo aqui um "blog recomendado"... Será??? bom, se ela diz, eu confio né... rs Muito obrigado, querida, mesmo!!!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;...os blogs "recomendados" a receberem esse selinho são:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- "Relatos de uma guerra pessoal";&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- "É só saudade...";&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- "Através do meu espelho" ...beijões!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R_Y-jKLdNqI/AAAAAAAAAF4/IMEkq3IQUsY/s1600-h/selo+blogueiros+que+sabem+comentar.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185400794712454818" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R_Y-jKLdNqI/AAAAAAAAAF4/IMEkq3IQUsY/s320/selo+blogueiros+que+sabem+comentar.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...outro presentinho vem lá de Goiânia, dado ao mundo pela querida Erica, através do seu "Crazy feelings" (a propósito, adoooro o título desse blog...). Ela diz que sou um dos "blogueiros que sabem comentar". Bom, assim vou acabar acreditando né, porque a Jaya já me disse a mesma coisa. Enfim, como nunca seria capaz de recusar um presente, aceito de novo esse selinho. E fico muito agradecido, viu, querida!!!&lt;br /&gt;...bom, acho que esse selinho já teve indicações. Masssss, pra quem quiser, o presente tá dado de antemão, viu... Mais beijos a todos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...eu simplesmente não poderia deixar passar em branco uma data como a de hoje. Há exatamente 50 anos nascia um dos maiores ícones da MPB e figura marcante no imaginário pop de todos os brasileiros, e o nome dele, quer dizer, a sua marca que nos marca a ferro, fogo e palavras origâmicas trabalhadas com perfeição era (ou melhor, É): CAZUZA!!! ... A chuva lá fora, esse tempo nublado, esses nuvens pesadas parecem chorar a tua ausência, querido... Mas sei que cê tá aqui, conosco, pertinho, embalando-nos a cada momento com a tua voz, com tua arte eterna... "eu preciso dizer que te amo... tanto..."... Beijo, Caju. Te cuida, velho...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;PS: eita post loooooongo... tô até sem fôlego...rs...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- &lt;em&gt;música do post: "o mundo é um moinho", Cazuza&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-3191903889070316609?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/3191903889070316609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=3191903889070316609' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3191903889070316609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3191903889070316609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/04/se-se-se.html' title='se se se...'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R_Y7bKLdNoI/AAAAAAAAAFo/QI8xHRYDmW0/s72-c/selo+esse+blog+arrebenta.png' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-8764817429705528902</id><published>2008-03-29T18:38:00.002-03:00</published><updated>2008-03-29T18:56:13.821-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vanessa da Mata'/><title type='text'>o ato</title><content type='html'>...eu queria escrever só pra te dizer que eu não consigo mais. Mas então me detenho com meus braços desarranjados todos em cima da escrivaninha que, destra, comodamente se oferece em uma folha branca. A caneta esferográfica com sua esfera que espera na mão enrolada nos dedos sem jeito de unhas roídas de momentos doídos que não nem nunca mais. Mas se fizer o gesto até o fim, concluindo um início qualquer porém bem pensado e roído de momentos outros que não unhas, já seria tarde pr’uma volta: revolta de não saber o que te dizer, sabendo. Porque aquilo que me impede é simplesmente o ato de me encostar na esfera que gira na caneta e no papel pra me tornar refém de mim-mesmo em mentiras que, mais bem elaboradas que as minhas verdadeiras meias-verdades, talvez fizessem com que você entendesse que: eu não consigo mais. Mas então só isso já seria a minha perdição em labirintos que eu-mesmo criei à guisa de explicações a não ser aquelas mentiras de que falei mas nunca talvez nunca mesmo terei condições de escrever, uma vez que não sei como escapar se, desde a primeira vez, escrever é um ato. Escrever pra ti, então, nem saberia dizer o que é: sabendo, porém. Se desde o ponto inicial de contacto já se estabelece a conexão mútua de corpo-inteiro-papel que traça um traço e mistura-se em códigos, laços, riscos, línguas, normas, sílabas, palavras, sintagmas, orações, períodos, textos, estardalhaços hiperbólicos e catacréticos pra te dizer somente que redundantemente eu queria escrever pra te dizer: eu não consigo. Ou talvez eu queria escrever pra te: dizer. Ou quem sabe eu queria escrever pra: te. Ou ainda eu queria escrever: pra. Ou mesmo eu queria: escrever. Ou na verdade eu: queria. Ou: eu. Ou. E depois nada. Preso num ponto que dois-pontos reticentes nada dizem a não ser tudo de uma possibilidade infinita que se encerra até mesmo encerrando-se numa mensagem qualquer em um ponto final que certamente só começa as coisas assim mesmo indefinidas de nunca serem porque ficam pela metade ou se findam em si-mesmas, já que justamente é assim dessa forma que quero que você entenda, só que não tenho como – mas gostaria de – explicar. O problema, se é que é problema, pra mim todo problema é lindo pela (não) inerência de solução, é que não há como explicar o inexplicavelmente óbvio. E assim momentos alucinantes à noite na escrivaninha destra de papel roendo unhas pra sempre chegar a esse intransitivo nunca que, dois-pontos, encerra o começo do que eu queria escrever pra te dizer que não consigo: . E não consigo justa e simplesmente por causa da tua avidez por certezas, respostas e pés-no-chão que eu nunca consegui por não alcançar nem o chão, nem as respostas e nem as certezas que, pra mim, ficam sempre no teto, mas sem o teto, sempre longe, sempre pra cima, sempre nunca. Já é tarde. Já foi tarde e será sempre tarde: matutina vespertina e noturna que tarde de novo. Essa sensação de cãibra contraindo músculos espasmodicamente dolorosa reclamando a mesma posição desposicionada de muitos dias, noites e afins, chegando a delírios ainda mais loucos que maluquices mas sem hospícios ou camisas-de-força. Liberdade aprisionada totalmente. Claro, mas escuro também. As cortinas fechadas velam o desvelado filtro que fez da luz um misto escurecido que a gente chama: sombra. Eu não. Com certeza você chamaria: sombra, como se tentasse precisar o impreciso: eu mesmo, falando de mistos misturando tudo para separá-lo e, enfim, não haver fim. Você entende o que quero dizer agora, não? Não, acredito que não. Certamente incertamente você tentaria me tentar numa certeza só, englobando-me em um significado só (tão sozinho) como signo quebrado e o espelho cínico de teu estojo de maquiagem que, aprisionado em tua vagamente precisa prisão, em seu reflexo apenas: você. Mas não posso assim pôr as coisas tão em pratos-limpos, porque até isso em mim pra ti é sujo, ou talvez indefinível. O que pra ti são ambos. Coitados de nós, digo, de teu espelho e de mim, que somos obrigados a momentos de luz em meio à escuridão (pra ti: sombra) a refletir as incertezas que transformas em algo certo pra te poder agarrar a uma realidade doentia porque excludente de todas as outras, inclusive você, o espelho e eu. Principalmente você (e o espelho, e eu) que, à parte, aceitamos somente enquanto queres ter: (a) certeza. Assim talvez sejamos apenas os parênteses que lhe (in)determinamos o sentido, porém causando o (d)efeito de deixar-te tão sóbrio e tão bêbado que acreditas piamente estar em linha reta. Talvez agora, seja lá quando foi/é/será, eu nunca saiba porém sabendo o que tanto eu queria mas não querendo te dizer: ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "boa sorte/good luck", Vanessa da Mata &amp;amp; Ben Harper&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-8764817429705528902?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/8764817429705528902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=8764817429705528902' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8764817429705528902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8764817429705528902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/03/o-ato.html' title='o ato'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2824015882661661480</id><published>2008-03-23T17:52:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T02:43:10.014-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone'/><title type='text'>num dia de páscoa</title><content type='html'>...falou-me de flores e chocolate. Jogado num canto da sala. De flores porque eu cheirava à inocência de um jasmim, por causa da singeleza de uma margarida e porque reinava em mim a paz de um cravo branco. Não mais rubro por falta daquela ganância de antes. Não. Encerrado em mim. Sepultura de minha alma. Meu corpo. Sem gana de vida. Eu jogado num canto da sala. De chocolate porque amargo, do jeito que eu gostava. Não mais doce por falta daqueles tempos de antes, quando tudo não passava de manhãs e cafés na cama e morangos com chantilly. Não. Os morangos agora mofaram. É tempo de nova colheita. Sem gana de lida. Eu jogado num canto da sala.&lt;br /&gt;Do outro lado – oposto – antagonista você. Encarando os meus pés cruzados nas vestes brancas. Já me havia falado. Silêncio. Nada mais agora era dito. E nem deveria ser. O que eu precisava saber estava em mim mesmo, porém em surpresa ainda não revelada. Segredo em teus olhos verdes, transbordando de lágrimas por minha incompreensão. Como se eu pudesse facilmente desfazer aquele laço de fita vermelha de cetim e desvencilhar-me do papel-embrulho colorido e brilhante, revelando à luz da escuridão de minha alma um ovo: um ovo de chocolate e, ao abri-lo, extasiar-me ante a beleza intacta da rosa: branca – como um pedido de paz. Em vez de lenços, um próprio ser vivo e complexo e belo me implorando a paz que no início pensei ser a do cravo. Mas não, não é a mesma paz funérea de um cravo branco, descolorido e revelado de súbito em sua nudez por deixar a sua vermelhidão escorrer minhas veias afora manchando as minhas vestes brancas.&lt;br /&gt;Só então entendi que era você, do outro lado da sala e seus olhos verdes transbordando antagonismo, parábola de mágico usada pra me fazer enxergar, pra me fazer finalmente enxergar que, na verdade, eu estava errado esse tempo todo, ao acreditar que a única paz que me era possível era aquela de cravos brancos e nus e seu vermelho escorrendo aquele meu vermelho pra fora de mim. Mas talvez agora seja tarde demais, pois, chegando a tal compreensão, perdeu-se aquele aroma súbito da inocência de um jasmim que pairava no ar e restou-me apenas a loucura amarela do centro de uma margarida.&lt;br /&gt;Hoje é domingo de Páscoa. Hoje não há sol nesse domingo. Não pode haver loucura em um domingo de Páscoa. A não ser que se negasse a si mesmo, à sua própria existência: um renascer, uma renovação, um rejubilar-se de vida e morte. E então talvez – e só talvez – eu poderia crer que haveria uma esperança em meus fluidos agora não mais rubros e sim lívidos não como cravos, jasmins ou margaridas, e sim como uma rosa branca – branca rosa, isso apenas, apenas isso, em inverso e reverso – e não à paz funérea, olor de inocência e loucura, como aquelas, em que seus contrários lhes são não só antitéticos como paradoxos em si mesmos. E então talvez – e só talvez – eu percebesse finalmente que sim, meu deus sim, há solução, há verdade, há você, há alguma esperança nesses teus olhos verdes transbordando de antagonismo do outro lado da sala. Quem sabe algum dia eu possa acreditar nesse teu gesto de laços de fita vermelha de cetim e embrulho colorido e brilhante: um ovo de chocolate amargo com uma rosa branca dentro.&lt;br /&gt;Simplesmente assim ficaria, agradecido e morto de Paixão, às vésperas da aleluia de teu chamado que preciso acreditar ser sincero, mesmo que adornado do chocolate amargo que adoro, do embrulho e da fita que me enchem os olhos, e tudo isso pra ressuscitar hoje, em pleno domingo de Páscoa: outro, renovado, revigorado, renascido, quem sabe em um ovo também outro, também adornado tão belamente e com a mesma boa intenção pulsando por dentro, intenção sincera, de coração, de cor, que é justamente o que vale e o que é justo a você.&lt;br /&gt;Justo, mas quem aqui falou em justiça? Não, não posso esquecer, não posso pacificamente esquecer o que fizeste apenas por um gesto tardio e agora oco de significado. Por um momento deixei-me enganar, por um instante quis estar enganado, errado, avesso. Mas não posso, e nem poderia. Trair a mim mesmo não me é mais uma opção. Tenho de ir até o final, até o fundo, ao fim de minhas próprias forças esvaindo-se nesse canto de sala – assim te dou o que mereces: em vez de branca rosa branca, um jardim inteiro de cravos também brancos e rubros, mas funestos, decorando a tua paz infernal de cova-rasa, o cheiro sufocante da inocência de jasmins e a irritante singeleza louca e branca-amarela das margaridas que, todas flores, todas unidas, cerrarão os dentes do sorriso diabólico e frio e sarcástico da vingança que eu quero fria congelante neste domingo de Páscoa absolutamente sem sol e tomado pela traição que me infligiste: tu és Judas e me renegaste perante os teus, antes mesmo de te renegares a mim mesmo, e agora choras essas tuas lágrimas verdes (de pena, arrependidas?), depois de me crucificares e de me veres morrer aos teus pés. Porém nunca implorei nem imploraria clemência. Eu quero a revanche: tu vencido derrotado combalido massacrado aos meus pés cruzados.&lt;br /&gt;Agora não me venhas com choros, ovos e adornos, muito menos com brancas rosas brancas: tuas lágrimas são de crocodilo, teus verdes olhos de vidro, tua esperança é simples receio. Não fujas, agora é tarde demais: já me extravasei todo. Estou de novo puro, de alma lavada, de espírito outro que não a cor rubra de minhas vestes antes brancas, prova maior da tua traição de outrora. Sento-me e então faço de meu sangue encharcado o vinho tinto com que brindarei a minha vitória. Até a última gota. Até espremer meus panos de tal maneira que se purifiquem de novo, brancos como o novo fluido que me corre nas veias. Sozinho, bêbado, completamente inebriado de minha nova existência, de meu novo eu que tu desperdiçaste, te direi:&lt;br /&gt;Nunca mais me fale de flores e chocolate. É tarde demais. É Páscoa. Não acredito em ti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R-bF0KLdNjI/AAAAAAAAAFA/_5YBLl-0TTg/s1600-h/selo+blogueiros+que+sabem+comentar.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181045921212610098" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R-bF0KLdNjI/AAAAAAAAAFA/_5YBLl-0TTg/s320/selo+blogueiros+que+sabem+comentar.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...a sempre queridíssima Jaya, lá do seu "-Deixa eu brincar de ser feliz?", resolveu premiar o inacreditável mundo de alex e! com mais esse selinho super ultra bacana. Ela afirma que este que vos escreve é um dos "blogueiros que sabem comentar" e eu fico muito feliz de saber disso, pois sempre faço questão de ler os blogs que aqui 'tão linkados (quando posso, claro...) e deixar umas palavrinhas de carinho. Bom, resolvi então não "indicar" propriamente blogs a receber também esse selinho, e sim prestar uma homenagem àquelas pessoas que aparecem aqui pelo mundo e também "sabem comentar", deixando outras palavrinhas de carinho pra mim. São elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cris ("Dominus");&lt;br /&gt;- Jaya ("-Deixa eu brincar de ser feliz?");&lt;br /&gt;- Aninha ("Pensamentos da poetisa");&lt;br /&gt;- Amanda Bia ("É só saudade...");&lt;br /&gt;- Teresa ("Caneta vazia")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...beijão!!!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R-bmQKLdNlI/AAAAAAAAAFQ/sfxrryjvIAs/s1600-h/selo+amigo+virtual.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181081586621036114" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R-bmQKLdNlI/AAAAAAAAAFQ/sfxrryjvIAs/s320/selo+amigo+virtual.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...mais um presentinho liiindo de viver, dessa vez dado ao mundo pela fofíssima Amanda Bia, lá do seu "É só saudade...". Esse é um selinho muito especial pois, além de ter sido criado agorinha pela Amanda, representa aqueles que ela considera como seus amigos virtuais na blogosfera. E eu me sinto muito honrado de fazer parte deles, querida!!! Bom, como não poderia deixar de ser, todos aqueles que aqui estão linkados podem se sentir agraciados com o selinho, pois já os considero como verdadeiros amigos virtuais, tá bom? Beijão a todos!!!...&lt;br /&gt;...ps: o Snoopy não é uma graça??? rs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "o amanhã", Simone&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2824015882661661480?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2824015882661661480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2824015882661661480' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2824015882661661480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2824015882661661480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/03/num-dia-de-pscoa.html' title='num dia de páscoa'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R-bF0KLdNjI/AAAAAAAAAFA/_5YBLl-0TTg/s72-c/selo+blogueiros+que+sabem+comentar.png' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-9112980024256148829</id><published>2008-03-20T13:14:00.005-03:00</published><updated>2008-03-23T17:29:33.725-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cazuza'/><title type='text'>saudades de mim</title><content type='html'>...ultimamente tenho postado apenas textos que configuram o outro. Bom, não que neste "outro" que escrevo não tenha algo do "mim" que motivou esse post; é claro que se fundem as interferências constantes que sofro (e que todos nós sofremos, obviamente...) às minhas próprias posições e concepções do que seria o mundo &amp;amp; afins. Massss, pralém desse discurso que se quer quase como um relato psicologístico do meu atual estado de consciência - ou não... - o fato é bem mais simples. Na verdade, nada tem de complicado e é: estava com saudades. E já é engraçado tudo isso por não ser 1 "saudade". Aliás, nunca consegui escrever "saudade", assim, pura, no singular, sem achar que tô sendo, pra dizer o mínimo e ficar no limiar dos limiares da superficialidade, pedante (e como todo pedantismo, artificial...). Mas vá lá, não é sobre isso esse quiprocó todo. Saudades escrevo como quem tem os pés no chão de (se) saber que é diluído nessa grande massa que nos rodeia. De gentes, barulhos, luzes, escuros, números, notícias... enfim, poderia citar infinitamente todas essas pequenas coisinhas, diminutas partes do que se tem pelo belo nome de modernidade. Somos todos modernos, certo? Certíssimo. E não por escolha, mas por simples condicionamento. Não se dá pra viver fora da roda, pra citar palavrinha de Caio F. e me sentir de certa forma íntimo e erudito (anacronismo óbvio...) e/ou virtualmente desconectado disso tudo... oops, eu disse desconectado? Perdão, pois nada disso se justifica num mundo que só funciona à base de teias ultra modernas de cabos de fibra ótica, carbono, bits e pixels... o quão grande é teu hd? será a pergunta de pós "ismos" de "classe". Não importa, e sim o que eu faço com ele através do meu incrível processador (possível resposta...). Vem cá, o assunto não era eu e a saudade de mim? Ah sim, me distraí. Talvez porque a síndrome do "quem sou eu?" nunca encheu tantos consultórios de pseudo terapeutas, analistas, psicólogos e demais experts do gênero que ainda tenta nos decifrar. Quem conhece a nossa alma? quem pode desvendá-la? Ninguém, jamais (se é que ela existe... "ela"??? e eu achando que feminismo tava fora de moda...). E tá, não porque não se justifique (?) mais, e sim porque não dá mais. Entender-se não vai resolver nada, e muito menos punhetismos deslocados. A esfinge vai é te comer, meu caro. Tudo bem, admito que a coisa toda fugiu ao meu controle, logo ao MEU, aquariano de carteirinha (de nascimento e horóscopo), neurótico de plantão e membro ad infinitum do clube dos suicidas fracassados (vizinho à sede dos mal-amados e não-correspondidos e incompreendidos-pela-humanidade-vazia-de-significado), em que chafurdo de vez em quando........................ Ufa, pronto. Matei as saudades e desabafei comigo mesmo. O triste da estória (que não tem moral, é claro) é que me acho tão melhor quando não apareço por aqui, digo, a não ser quando a interferência alheia me obriga a descrevê-la nos textos em que me mostro mais eu do que nesses posts cafonas envernizados pra parecer "de conteúdo". Aos "outros", então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "maior abandonado", Cazuza&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-9112980024256148829?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/9112980024256148829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=9112980024256148829' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/9112980024256148829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/9112980024256148829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/03/saudades-de-mim.html' title='saudades de mim'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-117859823283540965</id><published>2008-03-15T11:51:00.008-03:00</published><updated>2008-03-19T14:43:30.349-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adriana Calcanhotto'/><title type='text'>pelo nada um fio de lã</title><content type='html'>“Será que vale a pena abrir a janela, escancarar a alma e enfrentar o mundo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...assim que se vai nessa noite sabe-se que não há mais jeito. A repetição é sempre especular e sempre pra baixo. Não há como subir, não há como se salvar – e pra quê? se já não há serventia nem pros sapatos gastos que não fazem barulho de passos – de nada? No silêncio te procuro não como quem quer escapar; sei que a queda é iminente. Questão de tempo (ou de querer, simples coragem...). Te procuro como a face outra dessa que enxergo aqui por dentro, com esse meu terceiro olho furado e vazio que por muito tempo acreditei ser a solução de tudo. Da mesma forma como não te encontrei, nem em sorrisos nem no cuspe que ainda escorre pelo meu rosto, não vislumbrei aquela face minha que tu me deste.&lt;br /&gt;E as folhas agonizam como as cinzas das horas que se findam no relógio opulento e sem ponteiros. A única luz possível é um rastro de rastilho da lã que, pólvora, estende a explosão anunciada lá bem longe de onde estou – pra onde vou. Daqui a pouco, agora não. Segure-se, segure-se bem firme ao corrimão. Não queiras cair antes da hora, despencar ante o segundo exato da queda-livre ensaiada. A simetria é absurda, envolvente, quase me hipnotiza em seu mimetismo próprio. Não querias saber a sensação? Não querias, de uma vez por todas, acabar com a dor? É simples. Eu sei. Esperemos, pois. Que ao longe a vista embaça, as lentes sujas, o mundo estagnado e as minhas lentes sujas, ou esse mundo de braços retorcidos e pelados? essa natureza morta-viva, essa penumbra de frio e solidão. Não me desampares agora, não há mais ninguém aqui. Aqui. Aqui não há mais ninguém. Tens razão. Mas é preciso que se enfrente tudo por si mesmo. Não há fuga, não há jeito. As coisas clamam por ti. E que venhas tu, às coisas, que elas te esperam, que te espero. Não aí. Não daí onde estás. Não. Vem a mim.&lt;br /&gt;Não escuto o clamor. Só o silêncio preenche o lugar, esse lugar que é sempre o mesmo, até nunca mais. Nem medo – não, não há medo –, apenas essa sensação de corte fino e a pele enrugando-se e descascando-se até que pequeníssimas ranhuras brotem em sangue, rusgas de meu corpo com o corpo do mundo, que rejeita essa matéria sua como feto abortado de minha mãe, da primeira mãe, de todas as mães. Há sempre o momento em se regurgitam os abscessos purulentos que incomodam à carne alheia, à túrgida carne da natureza que se nega ao colorido que lhe mascara o sentido último, a pulsão primeira: a liberdade. Contudo a liberdade é cruel, amarga, feia, só e não serve de nada. Ninguém a quer. Não a quero.&lt;br /&gt;Apanho o fio. O bolo ainda é pequeno. Posso vê-lo meio sem graça, envergonhado e verde um pouco mais abaixo. E confortável. Aquele novelo de lã em verde bolo transmite o acalento de um abraço teu, apertado, amigo, paixão de graça descoberto em simples desenrolar, movimento contínuo, abrir de zíperes, botões espatifados no duro e sujo chão de concreto. É lama, não sujemos as meias brancas, não maculemos o nosso segredo só nosso, não deixemos nós que os outros, à espreita, porque sempre os outros à espreita, façam razão de nossos atos, maneiras tão nossas de ser. Danem-se. Um fio de lã verde, você. As coisas clamam por mim. Me espera, tô indo. O vento bate em minhas costas, zéfiro, violento, cambaleio qual bêbado por ti, só naquele fio de lã me seguro, e só por ele – você – até ti, me guio. O novelo corre veloz lá pra baixo por onde as vistas embaçam e os ruídos misturam-se ao murmúrio das folhas que viram cinzas e cobrem o manto rubro escarlate do término num baque seco, gritado, sereno... &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; música do post: "esquadros", Adriana Calcanhotto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-117859823283540965?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/117859823283540965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=117859823283540965' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/117859823283540965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/117859823283540965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/03/pelo-nada-um-fio-de-l.html' title='pelo nada um fio de lã'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-6009787091798710004</id><published>2008-03-10T16:20:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T02:43:10.224-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Rita'/><title type='text'>bicho-gente</title><content type='html'>...dos vestígios da causa, efeito. Então o metrô parou. Saiu. As outras estátuas humanas também. Pelo mesmo buraco, caminho, resquício de passagem passavam passageiros espremidos de si-mesmos, comprimindo sensações em kbits que era pra caber tudo, bem compactadinho, des-frag-men-ta-do. Coisas a fazer, coisas que são. Sem se deixar abater. Não, os circuitos não agüentariam sobrecarga. Então curto-circuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente convexo. Riu-se quando ele disse. Convexo convexamente num estreito que não Bósforo mas assim estreito, dois de cada vez – à direita, pros que param e cedem passagem à pressa alheia. Em todo lugar do mundo é assim. Sim senhor, me desculpe, pois não, passar bem (mal). Sorriu um só-riso que nem da outra vez. Convexo, pensou, sentindo aquela mesma graça, porém já um pouco desbotada, de antes. Durante agora depois. Já passou. Hoje em dia é tudo... Nada, da mesma forma que antes-agora já era pra ser-indo antes-agora-depois. Não. Isso não é coisa de gente. Nem de bicho. Bicho-gente. Ser humano? (O) ser: entidade do mundo biossocial, quer mais abstrata, quer mais concreta. E mais ou menos? É, pode ser. Todo mundo e ninguém se dá conta da graça dos degraus da escada rolante subindo subindo subindo até o ponto onde engole a si mesma a subir-se engolir-se sempre num movimento eterno maquinal funcional pragmaticamente prático. Nem se olham. Ninguém mais se olha no olho. Parecem todos subindo subindo subindo até o ponto onde engolem a si mesmos a subirem-se engolirem-se sempre num movimento eterno maquinal funcional pragmaticamente prático. Igual à escada rolante que só rola o rolo desse abatedouro pró-e-contra-humano fabricado por essas entidades (mais) concretas do mundo biossocial. Humanos. Não perceberam ainda porque seus circuitos transístores de plasma precisam de lubrificação extra. E na cabeça que processa só as contas a vencer. Faz de conta até o que é de graça. For free, for all, forró. E os robozinhos dançam suas mesmas danças robóticas até que, robôs integralmente, novamente na segunda-feira recomeçam do começo ao fim. Hoje é sexta-feira, convexo, ninguém achou graça. Minha vez de passar pela catraca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R9WLNbzi6vI/AAAAAAAAAEw/QVSqE3NHXWI/s1600-h/selo+este+blog+naum+m+sai+da+kbÃ§a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176196409650768626" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R9WLNbzi6vI/AAAAAAAAAEw/QVSqE3NHXWI/s320/selo+este+blog+naum+m+sai+da+kb%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...tanto a Andréia, lá do seu "Relatos de uma guerra pessoal", quanto a Aninha, do seu "Pensamentos da poetisa", resolveram premiar o inacreditável mundo de alex e! com mais esse selinho suuuuper legal!!!!! Ambas afirmam que "esse blog não me sai da cabeça" e eu começo a acreditar viu... (ou será que foi só 1 coincidência as 2 lembrarem aqui do mundo ao mesmo tempo...? bom, como eu não acredito muito em coincidências...rs). Enfim, agradeço a ti, Andréia, e igualmente a ti, Aninha, pela lembrancinha muito da bacana, viu!!! Um beijo bem grande pra vocês, queridas!!!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(os blogs que "não me saem da cabeça" indicados ao selinho são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Dominus";&lt;br /&gt;- "Deixa eu brincar de ser feliz?";&lt;br /&gt;- "É só saudade...";&lt;br /&gt;- "Caneta vazia";&lt;br /&gt;- "Chá das cinco"...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "encontros e despedidas", Maria Rita&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-6009787091798710004?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/6009787091798710004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=6009787091798710004' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6009787091798710004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6009787091798710004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/03/bicho-gente.html' title='bicho-gente'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R9WLNbzi6vI/AAAAAAAAAEw/QVSqE3NHXWI/s72-c/selo+este+blog+naum+m+sai+da+kb%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-4122093347535377782</id><published>2008-03-05T15:19:00.008-03:00</published><updated>2008-11-13T02:43:10.422-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aretha Franklin'/><title type='text'>crochê</title><content type='html'>...No braço a sacola pesava de ovos e verduras. No meio da rua as próximas contas a pagar. Veias azuladas pelo esforço e a cabeça levemente dolorida pelo cansaço. Dessa vez nem dinheiro pro cigarro havia sobrado, besta constatação. Distraída no sinal aberto, a buzina pegou a mulher de surpresa em seu vestido estampado. Quem diria, as pessoas riam escondidas, riam dela? quem diria que hoje aquela mulher andaria por aí de óculos de grau e vestidos estampados. Ela escutava. Ela via. E sujos, imundos da poeira do movimento do dia. Que não muda, impregnado nas roupas, impresso no rosto. Marcas, manchas, furos e rugas acumulados dentro da máquina com amaciante.&lt;br /&gt;Do outro lado um longo destino se descortinava em meio à multidão de fim de tarde. Mas não tinha como passar. O cansaço era muito grande e não havia espaço pra ela, tão mulher, tão pesada de suas angústias, de suas ânsias e desejos jamais realizados. Aonde ela estava indo? Tão cedo pra chegar em casa, tão atrasada em relação a si. Tanto o que fazer, meu deus. E quase já não há mais sol. Melhor correr, já que fica difícil enxergá-la, tão comum, tão indiscernível, dentre todos que passam na mistura das gentes num início de noite, período de dúvida e olhos cada vez mais fechados, sonolentos.&lt;br /&gt;No entanto a distância é grande, é longe e pra sempre. Aquela mulher no perigo de se apequenar e ser engolida, ou quem sabe pisada até esmagar-se na turba lodosa. Sem saída, havia apenas um resto de trilho, um esboço de caminho o mais curto, o mais fácil – frágil – a seguir. Não tinha medo de se humilhar, que nessas horas ninguém repara, ninguém nota. Os barulhos são constantes, as pessoas tão despertas em seus mundos tão particulares. Me-ga-lo-ma-ni-a. Há muito a mulher não pensava. Nisso, em saber o que é isso. Em sentir correr-lhe nas veias justamente isso. Pura loucura, pura substância. Houve uma época em que sim, havia importância em não se importar e, num longo suspiro, expirou suas dores de tal modo que nem mesmo o cigarro fazia falta. A baforada que deu espantou a cefaléia, afinou o sangue e deixou de lado a sacola.&lt;br /&gt;Na possibilidade de ser livre novamente, aquela mulher apostou as últimas fichas que encontrou pela calçada suja. Sim, faz muito tempo. Sim, agora tudo mudou. Sim, está tudo tão diferente. Porém a mulher sabia que, de dentro daquele corpo, na sensação embriagante da câimbra de seu ser, havia forças pra gerar naquele útero um dia fértil a força de vida de um sorriso dourado de girassol. Gira sol, gira mulher, gira mundo até a fonte cristalina, até o momento de êxtase, cabelos longos soltos ao vento, ao sabor da doce maré, flutuando na onda de paz e amor, dedos em v, flor no cabelo, qual o berloque rodando, pendurado ao pescoço jovem mordido pela boca vermelha dele, dele que fora a sua paixão, dele que um dia sumiu depois daquela noite perfeita, louca e de pura ressaca no dia seguinte. Dele de que nunca mais viu os pêlos, os longos cachos, o corpo rijo, a camisa florida, os poemas endoidecidos e altos, tão altos quanto o volume do Chico no toca-fitas – shhhh, abaixa que é proibido – aquela coragem, aquele destemor, aquele brado eterno que pra sempre sumiu. Nunca mais teve notícias, nunca mais aquela voz rouca rapidinho no orelhão, que era pra não perder a ficha. Perdeu. De repente o sonho acabou.&lt;br /&gt;Não queria passar por maluca pros pais, família &amp;amp; companhia Ltda., e assim nunca mais fumou, a não ser Carlton, encaretou, tomou jeito, fez faculdade, mestrado e doutorado, conheceu um advogado promissor, só que bem mais velho que ela, entradas pronunciadas, casou-se, a lua-de-mel foi uma droga (o cara brochou mas tudo bem ele sempre brocha), teve dois filhos (nos únicos dois minutos que o cara não brochou, um pra cada um), a promessa foi pro brejo, o apartamento é de aluguel, nunca fez carreira, os diplomas esquecidos na poeira do fundo do armário, mulher minha não trabalha, grandes coisas, vivem na merda, a filha é lésbica, o filho é gay, melhor assim não me dão netos, tô velha, provavelmente com câncer, sente tumores crescerem dentro de si, nutrindo-se de sua matéria deteriorada, apossando-se de seu útero. O que mais posso gerar?&lt;br /&gt;Alguns pássaros cantavam. Não, eram rolinhas que arrulhavam. Feias, tristes, cinzas, sujas. Não havia ninguém na rua. A praça deserta. Era frio, era inverno, o chafariz entupido, resfriado. Passara em claro a madrugada. Não deram por falta, a comida tava congelada mesmo. Tomou a sacola do chão. Os ovos quebraram, as verduras fediam. O sol, tímido, em vão iluminava a mulher naquela pontinha de concreto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R875uVcNr0I/AAAAAAAAAEQ/wiESG95XV1A/s1600-h/selo+total+force.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174347596320059202" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R875uVcNr0I/AAAAAAAAAEQ/wiESG95XV1A/s320/selo+total+force.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...a sempre fofíssima Jaya, lá do seu "Deixa eu brincar de ser feliz?" conferiu ao mundo aqui outro selinho de qualidade. Ela afirma que esse blog é "total force" e eu agradeço de montão, querida... o selinho e o carinho que tens por mim. Beijão pra ti!!!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...os blogs "total force" que indico são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Pensamentos da poetisa";&lt;br /&gt;- "Através do meu espelho"...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R87661cNr1I/AAAAAAAAAEY/xYBei4Q_Ais/s1600-h/selo+sensaÃ§Ãµes+alucinÃ³genas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174348910580051794" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R87661cNr1I/AAAAAAAAAEY/xYBei4Q_Ais/s320/selo+sensa%C3%A7%C3%B5es+alucin%C3%B3genas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...outro prêmio, dessa vez conferido ao mundo pela gentilíssima Cris, lá do seu maravilhoso "Dominus". Ela diz que esse blog de quem vos escreve "proporciona sensações alucinógenas"... ai, que medo...rs Achei super divertido esse selinho. Muito obrigado mesmo pela lembrança, querida mineira. Um beijão carioca procê!!! Ahhh sim: a Cris também falou que o blog aqui é "parada obrigatória", masssss como o mundo já havia levado esse selinho da Aninha, lá do seu "Pensamentos da poetisa", achei por bem não repetir né. Porém, Cris querida, teu nome tá lá no selinho também, por mais essa lembrancinha. Outro muito obrigado e outro beijo carioca pra ti, viu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...os blogs altamente "alucinógenos" que indico são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Jornal da lua";&lt;br /&gt;- "Pois já é hora de pôr recordações para fora"...)&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-&lt;em&gt; música do post: "think (freedom)", Aretha Franklin&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-4122093347535377782?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/4122093347535377782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=4122093347535377782' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4122093347535377782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4122093347535377782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/03/croch.html' title='crochê'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R875uVcNr0I/AAAAAAAAAEQ/wiESG95XV1A/s72-c/selo+total+force.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-6590726515224463375</id><published>2008-02-29T15:09:00.003-03:00</published><updated>2008-03-01T11:41:22.158-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maysa'/><title type='text'>descobrir-se</title><content type='html'>(...também poderia ser: do(s) dedo(s) preso(s) na dobradura da porta; ou: a verde queimadura solar que arde em girassol; ou ainda: descobriu-se num beijo traiçoeiro que lhe matou a carne e enlouqueceu-lhe o espírito...) Escolha, sabendo que tanto faz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou e fechou a porta atrás de si. Mas de certo modo era como se tivesse ficado do lado de fora. Não ele, como um todo. Talvez alguma parte sua. Assim como se houvesse um dos dedos seus entre as dobraduras. Nesse caso haveria dor. Não há nada, porém. Arrastou-se deixando as costas roçarem a parede até o ponto em que seu corpo formou um ângulo reto em relação ao chão. Reto: o ângulo; ele: obtuso. Abrindo-se em relação... Não saberia dizer a quê, mas era algo novo – sim – algo totalmente diferente se apossara de seus domínios mais guardados, de seus segredos mais secretos. Alguma coisa havia de diferente, ou melhor, de não-igual. E isso após o beijo.&lt;br /&gt;Aquele beijo único mudara a sua vida. Não seria mais o mesmo; não era mais o mesmo. Arrastado em ângulo reto com as costas contra o branco da parede se sabia cada vez menos. Como se algum dia tivesse se sabido. No entanto agora ainda menos, menos. Menos. Tão menos que de repente mais, mais. Mais. Assustou-se. No início não. Mas assustou-se quando se percebeu desse jeito, tão revelado de si. E não por conta dele. Fora algo de fora, e talvez fosse isso o que o espantava tanto: de fora, de outrem, da boca dos fluidos da alma de algum outro. E que ele mal conhecia. Nunca havia feito antes. Isso. De beijar, não. Mas de beijar o desconhecido. Era algo como entrar em contato com um pedacinho do Indizível, da Essência de seu próprio espírito conjugado em carne. Unindo a sua carne àquela outra carne chegara ao cúmulo de seu próprio espírito: a conjunção de sua alma consigo mesma se fez tão intensa e tão singela ao mesmo tempo paradoxalmente que doeu doeu doeu tão forte que lhe deu uma falta de ar tamanha. Desfez o ângulo reto que lhe comprimia a espinha e correu à janela. As cortinas estavam fechadas. Deu à luz o seu brilho. Não dele, mas da própria luz, através do sol aceso e vespertino – afastando como a um louco a sua (in)consciência as cortinas, viu-se todo iluminado pela primeira vez: pela primeira vez a sua inteireza havia sido revelada como foto antiga, em preto-e-branco com charme de technicolor. O verde de seus olhos ardeu como o vermelho do fogo. Também havia o fogo, a paixão, o amor, o prazer, o puro tesão no olhar, voltado para a luminosidade até os confins de não-saber-onde. Ter na iluminura a salvação de ver-se a si próprio é como um girassol que roda ao redor da quentura leniente do sol.&lt;br /&gt;A sensação novamente em seu corpo, em sua carne, por dentro. Quente como o sol. Queimando como o fogo mais profundo de seu ser, colorindo de verde o seu próprio sangue. Ah, o choque dos dentes, o sabor da saliva escorrendo ele adentro, a língua, as línguas, o movimento das mãos descobrindo bocas, lábios se tocando, se mordendo, comunhão mais-que-perfeita de carne &amp;amp; espírito. Mas não. Todo aberto, todo dado, todo claro não podia ser. Qual a vantagem de se ter por inteiro, assim, na ignorância impávida de uma rocha? Ele se sentia qual uma rocha. A diferença, porém, era que ele sabia ser uma rocha. A rocha é rocha sem saber-se de si. Não há um si. Nem possibilidade.&lt;br /&gt;A possibilidade. Tantas coisas ele podia ser. Imaginara tantas vezes. A certeza de agora lhe tirava essa chance. Ou todas as outras. Ele estava certo do que era. Ali, parado em frente à janela aberta que dava pro sol queimando de verde a face: sabia-se. Com certeza. E isso não podia. Não queria. Antes, sim. Era sedutora a idéia de possuir-se por inteiro, ele que sempre se achara tão perdido em meio às suas inúmeras partes. Porém o resultado era plenamente insatisfatório. E a culpa disso era do beijo. Daquele beijo. Único que lhe fez também único. No meio do caminho um gole de saliva. Estranha. No meio de seus fluidos uma língua. Estranha. No meio de sua alma, ele-mesmo. Estranho. E pra sempre seria assim. Vendo-se como era, sem análises ou racionalismos que morreram todos naquele instante ínfimo de romantismo, ou, melhor dizendo, de não-pensar (sabe aquelas coisas doidas que a gente faz e depois se pergunta “meu-Deus-onde-é-que-eu-tava-com-a-cabeça?”). Pois é. Ele não pensava nisso. Aliás, não pensava em nada. Tinha no fundo de sua razão aquilo que deveria fazer. Um algo que lhe soprava por dentro dos ouvidos. Só que mais por dentro ainda. Decerto não adiantaria furar os tímpanos. Não. Pois agora os sussurros eram gritos e lhe apertavam a cabeça contra todos os seus ossos. Gritou, e gritou o mais forte que pôde; seu cérebro esmagando-se contra o crânio, seus músculos todos reclamando um vazio que não lhes podia oferecer. Como fosse todo fraturar, debruçou-se sobre si num ato louco, gemendo, uivando, urrando como besta. Até que num clarão de sua mente aos desesperos surgiu-lhe a derradeira e singular opção, posto que única, transmutada de certeza una: ao ver-se através daquele beijo, desnudou-se-lhe todo de suas máscaras e de suas fantasias quanto a si próprio, e isso não agüentava, não aturava se ter por completo, pesava, doía sobremaneira, tanto que seu corpo físico lhe reclamava sobre algo que nem ele nem sua (des)matéria poderiam suportar. Por impossibilidade, não por falta de escolha, pois que são diferentes: com os próprios dedos, fatigado de sua presença, arrancou de súbito os próprios olhos. Ardia e escorria todo em sangue pra fora pra fora sempre pra fora junto ao líquido verde que o sol queimara e, espesso, misturara-se à sua substância de gente.&lt;br /&gt;O desespero só fez aumentar: na ignorância de saber-se por completo, não reparou que seus olhos de homem, de humana pessoa, é que nada lhe diziam: havia a sensação de si-mesmo impressa na alma, por conjugação com a própria carne. Através daquele único beijo uno viu-se por completo, obtuso em ângulo reto comprimindo as costas contra a parede branca. E não suportou. E não entendeu. Porque dói, e doeria cada vez mais. Cego do mundo, vidente de si, num ato final atirou-se sem tatear nem pestanejar pela janela aberta, sem hesitações em pleno dia de sol, girassol rodando num rodopio maluco até o chão de cimento. Cinza. Quente. Aconchegante. Finalmente a paz. Do corpo. Pois o espírito, pra sempre descoberto, não se encaixa em seu não-existir.&lt;br /&gt;Descobrir-se é como bater a porta e deixar um dedo na dobradura. Mas não há dor. Então não há nada. Apenas o sol que queima ardente um fogo verde e desesperado pra dentro e por dentro da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "meu mundo caiu", Maysa&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-6590726515224463375?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/6590726515224463375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=6590726515224463375' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6590726515224463375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6590726515224463375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/descobrir-se.html' title='descobrir-se'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-1964860448469044909</id><published>2008-02-25T19:36:00.006-03:00</published><updated>2008-02-26T11:46:54.780-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caetano Veloso'/><title type='text'>e kem disse q era fácil?</title><content type='html'>...parece que quando dizemos "mudei" tudo se transforma. E é claro que não é bem assim. Pra nós. Pros outros. Masss a cobrança está lá e só aumenta. Por quê? Simples: porque nós - e também os "outros" - desejam que cumpramos com as nossas obrigações diárias e, dentre elas, estão as nossas (malditas) promessas. Nem incluo aqui as tais que fazemos no final do ano às 23:57 do dia 31 de dezembro. Ou mesmo aquelas que reiteramos durante janeiro inteirinho e que, assim como as férias - e o carnaval... - terminam em março. Falo das GRAAANDES promessas. Dessas que, com caps lock, exagero e tudo mais, são capazes de modificar as nossas vidas pra sempre pra sempre pra sempre pra sempre......... e o eco torna-se tão intenso que, realmente, acreditamos nisso tudo. Eu já jurei várias e várias coisas por várias e várias vezes pelos maiores e menores motivos... Se já deixei de cumprir algumas? Bom, deixo o meu orgulho de lado e digo que: sim, já deixei. Mas claro... afinal de contas, somos todos seres humanos, certo? Errado. Pelo menos pra mim. Não deixo de cumprir as minhas promessas que envolvam os outros - e isso engloba trabalho, amizades, amores, colegas, familiares, encostados ou qualquer outra coisa do gênero... Massss quando chega a minha vez... ah, é aí que o bicho pega, pois sempre me vejo "descumprir" quase tudo aquilo que eu um dia prometi, jurei de dedos cruzados de escoteiro que jamais faria (ou, por outro lado, que faria o quanto antes...). Bem, como nunca fui escoteiro, acho que posso me dar esse crédito. Sim, posso, eu sei. Mas acho também que não posso mais ficar me enganando. Aprendi a certo custo como dizer "não" pra muitas situações e pessoas - e talvez seja por isso que, quando prometo algo a elas, cumpro. Porém, comigo mesmo a banda toca diferente, assim meio fora de tom e desafinado, e eu vivo tropeçando nas cascas de banana que planto pelo meu caminho. Não, ninguém me disse que era fácil mudar. Eu que me prometi, jurei que seria outro e... Bom, nada muito feito até então. Também não tô frustrado, não é pra tanto. Percebi apenas que querer muito algo não significa obter esse algo, mesmo que pra tal nos prometamos certas coisas... Por isso não quero mais me prometer nada, coisa alguma que seja. Ao contrário: quero fazer tudo pra mim sem o peso das cobranças de um "eu juro". Meu. Dos "outros". De quem quer que seja. Não é ser egoísta, e sim ser eu-mesmo. Assim como tô ou diferente, quem sabe. Quem sabe? Ninguém. Não é fácil. Não é difícil. Amanhã começo. Prometo... oops, fiz de novo... e quem disse mesmo que era fácil?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..."mas prometer algo a si mesmo é estar fadado à traição"... (incrível como a gente escreve as coisas e nem se dá conta da verdade delas...)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...a querida Eury, lá do seu "Igualdade na diferença", me mandou um elo de uma corrente super bacana. Pelo que entendi, eu tenho de "eleger" 12 palavras da nossa riquíssima língua portuguesa que me soem interessantes, diferentes, bonitas ou que simplesmente me chamem a atenção... Bom, vamos lá (ah sim: a ordem em que aparecem não quer dizer nada...):...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...melancolia...&lt;br /&gt;...liquidez...&lt;br /&gt;...melífluo...&lt;br /&gt;...fluido...&lt;br /&gt;...paralelepípedo...&lt;br /&gt;...conquanto...&lt;br /&gt;...borboleta...&lt;br /&gt;...girassol...&lt;br /&gt;...esperança...&lt;br /&gt;...tristonho...&lt;br /&gt;...taxonomia...&lt;br /&gt;...esverdeado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...como essa corrente é super gostosa, passo a quem quiser respondê-la. Ai, tenho certeza de que vou querer mudar tudo assim que postar...rs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "o quereres", Caetano Veloso&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-1964860448469044909?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/1964860448469044909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=1964860448469044909' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1964860448469044909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1964860448469044909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/e-kem-disse-q-era-fcil.html' title='e kem disse q era fácil?'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2743323058876122638</id><published>2008-02-22T11:44:00.007-03:00</published><updated>2008-11-13T02:43:10.744-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberta Sá'/><title type='text'>apenas um rapaz</title><content type='html'>...o que o tornava diferente naquela noite era o fato de não chorar. Chovia forte, um frio cortante subindo-lhe pelas costas até os fios mais finos de cabelo da nuca loura e: não, ele não chorava. Mantinha-se ereto, firme, estóico como uma daquelas montanhas geladas dos filmes que assiste, de vez em quando, em suas madrugadas insones. Sozinho como as montanhas geladas, e um sorriso irônico coloriu meio amarelado sua face alva encostada no vidro esverdeado da janela aberta.&lt;br /&gt;Esse rapaz não tinha pai nem mãe, o que podia fazer com que pensassem que o jeito meio distante e reservado, apesar de sua nítida extroversão, era apenas um reflexo disso. Digo com segurança que não, não era um reflexo disso. E digo porque conheço esse rapaz, e sei que se fosse de outro modo, ele o seria do mesmo modo, do jeito como eu ou qualquer outra pessoa que já o conheça (ou que venha a conhecê-lo) aprendeu a decodificar.&lt;br /&gt;Mas se eu dissesse desse modo, certamente pensariam que o rapaz é complicado. Também não. Nessa noite incomum de frio cortante após um pleno dia de sol, escondido em casa como um bicho de vida noturna, após isso o rapaz apenas pensava em sair. Não sabia pra onde e na verdade isso era o de menos. Saber aonde ir ou o que fazer não faz parte de seu repertório de vida – esse rapaz não ensaia, não é do tipo que vive quadrado. Pelo contrário, ele não tem ângulos nem script; ele improvisa. O rapaz é redondo, apesar de sua magreza. Ser magro, aliás, dava-lhe a destreza de escapulir pelas menores frestas quando bem lhe conviesse ou quando fosse o momento oportuno. O rapaz é redondo sim, mas redondo de alma. Uma sorte e tanto, pois isso é de nascença adquirida, algo que não, não se aprende: ter a alma redonda proporciona, em um alguém, uma capacidade de adaptação única. Possuir a noção exata de qual máscara vestir em qual determinado momento fez do rapaz uma figura hábil, quase caricatura de si mesmo. Se o escorpião encalacrado pelo fogo desespera-se e finalmente opta pelo suicídio – escapismo covarde – em vez da morte certa o rapaz funde-se ao próprio fogo, aproveitando o seu calor pra depois calcinar em vingança aqueles que lhe atearam, sem dó, a sua mortalha.&lt;br /&gt;Em suas longas poucas décadas de vida, ele, o rapaz, aprendeu a alto custo que confiar nos outros nunca é a melhor opção. Sua defesa é o prévio ataque. Sair como estrela de espetáculos em que lhe caberia somente o papel de coadjuvante era o que mais o impulsionava. Tinha confiança em si próprio, e a certeza de que pra ele havia sido reservado o melhor dos destinos. E sozinho. Que se dane, não precisava de quem quer que fosse mesmo. Sozinho. Talvez incompleto, mas ciente de si. Pro rapaz, a aparente completude das coisas apenas lhes camuflava suas fraquezas. E por isso é que se tinha forte.&lt;br /&gt;Pronto, enfim decidira-se. Realmente ia sair. Optando por sua máscara de morcego, pensava em quantas e quais seriam suas vítimas esta noite. Aquela era sua máscara mais recorrente, a que usava nessas noites de frio cortante e lua cheia. Não era de uivar como os lobisomens fracos e carentes. Era de morder e arrancar do outro a sua própria subsistência, que consistia em basicamente provar ser: mais forte, mais inteligente, mais sagaz, mais rápido. Mais. Subjugar a existência alheia não era o seu objetivo primário, e sim uma de suas conseqüências secundárias.&lt;br /&gt;O sorriso irônico amarelado deu lugar a outro, de um brilho misterioso e maléfico. E sarcástico. Presas a postos, estava pronto pra mais uma noite. Já é hora, é meia-noite, expansão de território, revista de suas posses. Um dia ainda seria muito, muito mais do que qualquer um. No entanto ainda era noite alta e ele não tinha a noção. O sorriso transformou-se em risada diabólica, sombria manifestação de seu espírito conquistador. Não, o rapaz não é um demônio, é gente como a gente, porém de um tipo de gente que aprendeu por força do hábito a se defender da gente. Mas tomou o precioso cuidado de não rir muito alto sua exata conclusão. Ter o cuidado de não se transbordar era necessário. Grossas gotas de um suor frio escorriam por suas costas nessa noite cada vez mais gelada, enquanto um único fio de sangue percorre uma trilha invisível desde seu pescoço até o forro colorido do estampado.&lt;br /&gt;Seria esse mais um rapaz como qualquer outro. O que o torna diferente não é o fato de não ter pai nem mãe, mas o brilho intenso de seus olhos quando nos olha nos olhos. Ou talvez não. Talvez esse seja mesmo um rapaz como qualquer outro, e eu é que me tenho enganado, pois se todo brilho, assim como chama, dura pouco e apaga-se, num momento, de vez:&lt;br /&gt;- Onde é que o rapaz vai parar, meu Deus?&lt;br /&gt;Não houve resposta. A chuva cessou e ele saiu. Sem rumo. Novamente. Mas não importa. Apesar de forte, em suas fraquezas o rapaz chorava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R77gfcKz4QI/AAAAAAAAAEA/pZ4HUAsLcZw/s1600-h/selo_euvo.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169816253010010370" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R77gfcKz4QI/AAAAAAAAAEA/pZ4HUAsLcZw/s320/selo_euvo.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...a sempre querida e carinhosa Gisele, lá do seu "Pois já é hora de pôr recordações para fora", presenteou o inacreditável mundo de alex e! com mais esse selinho super divertido (e que eu sempre quis ter...). Ela diz que vem ao meu blog, e eu digo muitíssimo obrigado pelas visitas sempre constantes e pelos comentários atenciosos. Um beijão pra ti, viu minina!!!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...(e pra receber esse belo selinho, indico os seguintes blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Dominus";&lt;br /&gt;- "Pensamentos da poetisa";&lt;br /&gt;- "Através do meu espelho";&lt;br /&gt;- "Memórias de um adolescente";&lt;br /&gt;- "Igualdade na diferença";&lt;br /&gt;- "Jornal da lua",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois, sempre que "EU VÔ!!!" a esses blogs, sempre tem alguma coisa ou divertida, ou instigante, ou emocionante, ou diferente, ou criativa ou, enfim, tudo de bom pra ler! E é por isso que eu volto sempre e os recomendo. Vale a pena!!!)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "samba de amor e ódio", Roberta Sá &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2743323058876122638?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2743323058876122638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2743323058876122638' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2743323058876122638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2743323058876122638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/apenas-um-rapaz.html' title='apenas um rapaz'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R77gfcKz4QI/AAAAAAAAAEA/pZ4HUAsLcZw/s72-c/selo_euvo.png' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-8739570490497385385</id><published>2008-02-19T16:50:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T02:43:10.959-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Los Hermanos'/><title type='text'>reflexões d tardes nubladas</title><content type='html'>...tenho me sentido estranhamente desanimado pras coisas. Digo "estranhamente" porque tenho plena consciência de que agora, neste momento, as coisas deveriam estar diferentes pra mim. Que coisas, então me pergunto... E é aí que empaco. A resposta não vem e palavras todas soltas se esparramam cabeça adentro. Mas tudo bem. Uma hora tudo se arranja e volta ao normal... Ou não. Depende do que temos cada um sobre o que seja essa tal "normalidade". Talvez nem seja tudo isso; talvez seja nada demais. Só não sei o que pensar. A não ser que às vezes nosso corpo e nossas emoções não nos correspondem ou sequer reagem da maneira como esperamos. É mais ou menos como plantar girassóis: frágeis, nunca se sabe quando vão "vingar". Por vezes crescem tortos e o talo quebra. Fica a sensação de trabalho em vão, de energia desprezada. Por isso não planto mais girassóis. Em vez disso, resto na varanda a olhar pro alto e ver que o céu se fecha lentamente. Admiro a dança dos pássaros em debandada contra a chuva por vir. O desenho das nuvens me fascina. É possível ver tantas formas, descobrir tantos significados através delas... Me pego que nem bobo viajando lá no alto com elas. Também gosto de viajar nas pessoas. Não que isso seja algo proposital. Não forço. Apenas vem. Apenas acontece. Quando me dou conta, já criei toda uma vida praquele ilustre desconhecido meu. Tá, isso parece papo de doido (talvez até seja né...), massss, sei lá, algo me diz que há um objetivo por trás disso. E, se não isso, pelo menos alguma serventia. Gosto de ficar sozinho, no meu cantinho, "pensando na vida", bem como diz a vovozinha. E, por incrível que pareça, essas "pessoas", esses outros que crio por vezes aparecem e conversam comigo, me dão conselhos. No fundo no fundo sou eu mesmo, claro, mas é bom que nossas próprias decisões nem sempre soem como algo que realmente "parta" da gente... Vai ver que é essa a tal serventia. Ou então simplesmente me ajudar a escrever os textos menos pessoais que ando postando por aqui. Sei que nada disso deve tá fazendo muito sentido. E também não é pra tanto. São apenas reflexões de tardes nubladas típicas do verão carioca... Agora tá tudo cinza por aqui. Mais: tá tudo prateado. Adoro esse efeito. Dá um ar de nobreza melancólica ao sol que vai embora meio triste por não ter brilhado como deveria, dourado como bem queria. Enfim, isso me ensinou mais uma coisa: não se pode ter tudo... Masss, nada impede que a gente crie né. Sonhar não custa nada, a não ser assumir um tiquinho de loucura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R7s7vcKz4OI/AAAAAAAAADw/pngRP7BkY3Y/s1600-h/selo+1+mente+iluminada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168790683539202274" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R7s7vcKz4OI/AAAAAAAAADw/pngRP7BkY3Y/s320/selo+1+mente+iluminada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...a sempre fofíssima Aninha, lá do seu "Pensamentos da poetisa", resolveu premiar o inacreditável mundo de alex e! com mais esse selinho, um dos mais lindos que já vi por aí. Ela afirma que aqui no mundo há uma mente iluminada que, no caso, sou eu mesmo!!! rs... Mais uma vez muitíssimo obrigado, querida, pelo presente, pelo carinho e pela consideração constante, viu! Quero apenas lembrar que esse selo é criação da Cris, lá do seu "Dominus", o que me faz ficar duplamente honrado pela indicação... Um beijão bem grandão pras duas!!!...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- &lt;em&gt;música do post: "o vento", Los Hermanos&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-8739570490497385385?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/8739570490497385385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=8739570490497385385' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8739570490497385385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8739570490497385385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/reflexes-d-tardes-nubladas.html' title='reflexões d tardes nubladas'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R7s7vcKz4OI/AAAAAAAAADw/pngRP7BkY3Y/s72-c/selo+1+mente+iluminada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2082635034911496319</id><published>2008-02-16T15:20:00.003-02:00</published><updated>2008-02-16T15:29:24.396-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Danni Carlos'/><title type='text'>entre os dois um diálogo</title><content type='html'>“...então, é assim que funciona. Sem mais nem menos”.&lt;br /&gt;Falava. Enquanto isso um cheiro absurdo de fumaça de cigarro. Odeio cigarro. Sua fumaça também. Impregnada em minhas roupas – em todas elas – sou obrigada a me sentir fedida por aquele veneno de que ele tanto gosta. Usa um perfume forte; de que adianta? Já lhe disse isso também – mas de que adianta?&lt;br /&gt;“...é a vida... C’est la vie, como dizem os franceses. Se bem que eu acho que nenhum francês diz isso. Besteira... É só pra mostrarem como deixam que a gente se apodere de um pedacinho de nada da língua deles, um pedacinho tão pedacinho que eles nem usam...”&lt;br /&gt;Não sei por que eu continuava insistindo nisso. Só de relance eu podia ter previsto. Besteira a minha de achar que dessa vez seria diferente, que haveria volta. Volta, entretanto, pressupõe um algo de antes, melhor. Melhor, não. Não necessariamente. Mas não isso. Isso de agora. Isso de agora eu não suporto.&lt;br /&gt;“...dizem que não tem mais jeito, né. Putz, quando soube disso lembrei de ti. Na mesma hora. Fiquei me perguntando: que que será que ela tá pensando disso?”&lt;br /&gt;Se me dignasse a responder, diria que: nada, não pensei e não tô pensando em nada. Somente em sair daqui e nunca mais voltar. Não pra antes, pr’aquele algo. Nem precisa de tanto. Contanto que não seja aqui, com ele. Ele que já foi de tudo um pouco pra mim. No momento não mais do que um corpo estranho, falante e irritante.&lt;br /&gt;“...mas assim, por que é que tu não te despregas dessa janela desde que chegaste? Anda, vem tomar um trago comigo. Não precisa nem fumar, sei que tu não és muito chegada na erva. Mas pelo menos olha pra mim...”&lt;br /&gt;Continuei na mesma posição, observando o descolorido dos outros prédios ao redor. Num deles uma mulher trocando de roupa, lentamente, a preparar-se para um encontro. Amante? Com certeza. Eu ficaria com o vermelho, se fosse ela, mas... Noutro havia um homem se masturbando em plena tarde de quinta-feira, sentado em uma banqueta de madeira com uma revista na mão. Visão aguçada: era de homem. Homens. Pelados. Transando. Quem diria, um cara com uma cara tão de macho... Mais adiante, uma família almoçando, quieta, concentrada: o pai numa cabeceira, a mãe na outra, os filhos no centro. O menino tinha uns olhos tristes vidrados no copo com suco. Parecia um pouco comigo.&lt;br /&gt;“...ei, o que ‘tás vendo de tão bacana aí pra nem me ouvir?”&lt;br /&gt;Levantou-se e veio até mim. Escutei o barulho do copo com uísque até a borda batendo contra o tampo da mesinha que eu lhe dera num aniversário distante. O cheiro do cigarro mais perto. A fumaça lentamente impregnando-se ainda mais fundo em minha roupa. O cheiro dele mesmo, tão característico, agora talvez a pouquíssimos centímetros de minhas costas. Estremeci de repente em um calafrio, como se dois corpos de mesma polaridade se aproximassem. Forças de repulsão agiam loucas, mas de nada adiantaram: seu braço esquerdo pousou em meu ombro.&lt;br /&gt;“...ah, já ‘tá anoitecendo. Daqui a pouquinho o sol se põe. Por isso tu ‘tás aqui. Me lembro que tu sempre insistias em ver o pôr-do-sol... Antes”.&lt;br /&gt;Antes. E um leve incômodo se instaurou no ambiente, tão fino como a penumbra de fumaça que perene embaçava o apartamento. A mão no ombro escorregou com braço e tudo até a cintura. Estremeci ainda mais forte. Calafrio. Forças de repulsão agiam loucas. Cargas se repelindo e por isso se unindo. Sempre achei que fosse balela, mas naquele momento de anoitecer, de sol indo-se embora, com a luz em lusco-fusco acontecia de modo a não parecer tão canhestro, apesar da mão ser a esquerda.&lt;br /&gt;“...tu entendes um monte dessa parada de estrelas, né? Eu gostava de ouvir. Mas não vou pedir pra ti... não precisas...”&lt;br /&gt;...eu sei, me deu vontade de completar. Permaneci parada em frente à janela com aquela mão na minha cintura, arrepios contidos e na nuca um bafo agridoce de bebida com fumaça que se colava também à minha pele. Senti-me impura, incongruente, traidora de mim mesma. Prometi-me que não mais aconteceria. Mas prometer algo a si mesmo é estar fadado à traição. De certo modo eu já sabia disso. E talvez por esse motivo é que não deixava de ir, todas as quintas-feiras, quando me ligava, dizendo:&lt;br /&gt;“...pô, vem, não tô fazendo nada, nem você. Deixa o trabalho pra depois e vem pra cá, pra tomar uns tragos, fumar uma erva. Se não quiser pode vir só pra me fazer companhia, como sempre. Não farei nada, como sempre. Como queira. Não quero mais te magoar...”&lt;br /&gt;Coisa de filme. Parecia decorado. Devia até ser, pois foi a única maneira de me convencer a voltar lá, depois de tudo o que já acontecera entre nós. Entre nós dois já acontecera de tudo, tudo quanto seja possível imaginar. Quando duas pessoas chegam a seus limites, quando não há mais o que surpreenda um ao outro, então o que resta é esse estranho lugar-comum de arrepios em um anoitecer de quinta-feira: uma fala forçada e qualquer que bastava pra que nós dois cumpríssemos o nosso papel.&lt;br /&gt;“...uma estrela cadente... Ali, olha! Faça um pedido. De olhos fechados, hein... Isso...”&lt;br /&gt;Pedi. Com fervor de uma vela acesa. Não havia nuvens no céu estrelado. A lua também não havia, escondida por detrás do homem limpando-se depois do orgasmo; a mulher já saíra em seu conjunto de vestido e sapatos azul-turquesa (eu ficaria com o vermelho... amante... dá sorte...); a família acabara de comer: a cabeceira vazia, e mais um lugar vago. Apenas o menino sentado com os olhos vidrados onde antes estivera um copo com suco. Antes. Sempre antes. Do sussurro, escutei apenas o trecho final:&lt;br /&gt;“...me perdoa...”&lt;br /&gt;Parecia comigo. Disse:&lt;br /&gt;- Te perdôo.&lt;br /&gt;E foi o que desejei à estrela. Antes. Sempre antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "coisas que eu sei", Danni Carlos&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2082635034911496319?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2082635034911496319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2082635034911496319' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2082635034911496319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2082635034911496319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/entre-os-dois-um-dilogo.html' title='entre os dois um diálogo'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-1492745412953936858</id><published>2008-02-14T11:07:00.004-02:00</published><updated>2008-11-13T02:43:11.171-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sandra de Sá'/><title type='text'>kblos brancos</title><content type='html'>...sim, eu estive afastado por uns dias. Na verdade eu nem tive tempo de pensar ou de escrever qualquer coisa que não estivesse relacionada com... Bom, com o que eu tive de resolver meio que na marra. Cabeça confusa, um turbilhão de sentimentos diversos e, pra terminar, pressão por todos os lados. Cheguei a naufragar, mas por sorte (ou necessidade, não sei bem...) havia um bote salva-vidas à minha espera, ao meu alcance. E esse bote leva o nome de maturidade. Descobri nos últimos dias que "maturidade", essa palavra tão imponente, não é mesmo apenas sinal de que estamos ficando mais velhos, e muito menos é um indício seu o surgimento de cabelos brancos - um fio pequenininho aqui, outro menorzinho ali e assim por diante. A tal maturidade muitas vezes aparece justamente nesses momentos de desespero, quando tudo parece estar perdido. Claro que também não é assim do nada. Tem de se estar preparado pra reconhecê-la e, mais que isso, para bem aproveitá-la. Por isso agradeço - e bastante - as porradas que andei levando nos últimos 2 anos em diversos setores da minha vida, pois foram essas marcas roxas em mim que me prepararam pro que tive de lidar. Novos fatos, surpresas desagradáveis, descobertas insólitas, acho que aconteceu de tudo. Mas numa conversa longa, franca, honesta, sincera - e madura, claro - tudo isso também se resolveu. Por enquanto. Obviamente, pois, clichê ou não, ninguém pode saber o dia de amanhã (aliás, nem o próximo segundo. Um bomba atômica esquecida pode explodir de repente lá nos cafundós da Chechênia e matar todos nós...). Enfim, como eu disse já há alguns posts, tenho de realmente aprender a não tentar planejar detalhamente as coisas. A decepção é sempre maior. A pressão é sempre absurda, o que faz com que todos esses esquemas escorram ralo abaixo. Sendo assim, apesar de tá ainda todo machucado (e novos ferimentos foram feitos, já que a gente sabe que as palavras ferem demais...), aprendi que isso é o jeito, a maneira de encarar a vida e os seus pequenos grandes contratempos. Ficar o tempo todo de armadura, se protegendo de sofrer e achando que tudo tem de ser perfeito só faz mal. E muito. O controle não tá nas nossas mãos. Até mesmo as nossas vontades são limitadas. Não podemos querer tudo a todo instante. Nós também temos defeitos - váááários -, e quase nunca os admitimos, apesar de quase sempre apontar com facilidade e destreza os dos outros. Eu sei que essa conversa tá com cara de livro de auto-ajuda de 5ª categoria, e que também não tô dizendo nenhuma novidade aqui. Mas é justamente por isso que escrevo esse post, porque muitas vezes - e eu sou o 1º a me incluir nesse time -, muitas vezes a gente SABE sim disso tudo, é tão claro, não? Sim, claríssimo. Só que a diferença entre SABER e SENTIR é gigantesca, e é somente quando SENTIMOS na pele essas coisinhas que todo mundo sabe (claro...), é que realmente damos a devida importância a elas. E olha que é brabo fazer isso... Opa, mais um fio de cabelo branco. Mas não importa, há jeito pra tudo. Já já vou ali na farmácia e resolvo mais esse "problema"... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*******&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R7REsMKz4MI/AAAAAAAAADg/cSQusmwtGlA/s1600-h/selo+parada+obrigatÃ³ria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166830198472302786" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R7REsMKz4MI/AAAAAAAAADg/cSQusmwtGlA/s320/selo+parada+obrigat%C3%B3ria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ... a sensibilíssima Aninha, lá do seu "Pensamentos da poetisa", afirma que o inacreditável mundo de alex e! é um "blog parada obrigatória". E eu te agradeço muitíssimo, querida, não só pelo selinho super bacana, mas também por teus posts sempre tão lindos e sinceros no teu blog que, merecidamente, é sim uma parada obrigatória. Bom, como eu penso que todos os blogs linkados aqui no mundo também são paradas obrigatórias (senão eu não diria que valem a pena né...), seria uma injustiça tremenda indicar alguns poucos pra receber esse selinho. Por isso digo com a maior alegria e carinho que todos podem se sentir agraciados com mais esse presentinho aqui do alex, viu. Um beijo a todos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "bye bye tristeza", Sandra de Sá&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-1492745412953936858?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/1492745412953936858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=1492745412953936858' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1492745412953936858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1492745412953936858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/kblos-brancos.html' title='kblos brancos'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R7REsMKz4MI/AAAAAAAAADg/cSQusmwtGlA/s72-c/selo+parada+obrigat%C3%B3ria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-355679631086841642</id><published>2008-02-09T21:03:00.000-02:00</published><updated>2008-02-09T21:15:18.935-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nando Reis'/><title type='text'>caminhada</title><content type='html'>...refazia os passos por cima de suas próprias pegadas, como se a não desistir do caminho tomado. No entanto, essa rubrica de si mesmo apenas o deixava ainda mais fatigado, ainda mais aborrecido. Estava escuro e nada enxergava além de cinco palmos diante de si. Também havia o muro – branco, alto e sereno – ao seu lado; o que mais podia fazer senão tocá-lo de vez em quando, buscando equilíbrio – compreensão? O muro era plácido, mas não podia compreender. Até que o viu, longe ainda, depois mais de perto. Vinha em sua direção, tão sereno que parecia saber aonde ia. Mais de perto um pouco, os olhos dele penetraram os seus, de um verde irresistível, como irresistível é sucumbir à esperança. Pararam um ao lado do outro. As vestes brancas, soltas, descoladas dos corpos jovens. Dois homens em meio a um obscuro destino ao lado de um muro solitário. Sós, a sós, os dois olharam-se com ternura de quem cumprimenta alguém que há muito não via, apesar de antes nunca se terem visto. Não se conheciam, mesmo que houvessem reconhecido um ao outro através daquele olhar. Cumprimentaram-se, um gesto vago e absorto com as cabeças de peles frescas e cabelos soltos ao vento – e foram. Cada um num sentido daquela mesma direção, o primeiro confirmando, o segundo negando os passos no chão de terra, até que não mais se soubesse a distinção de para onde ir. Iam. Pouco tempo depois, o mesmo processo se repetiu. Os homens se viram, se cumprimentaram e seguiram seus caminhos. Até novamente se encontrarem e refazerem o processo de antes, que era o mesmo. Até o infinito. O homem viu o outro homem, primeiro distante, depois mais perto, tão mais de perto que pôde notar o verde incompreensível dos seus olhos, e de seus olhos notar o mesmo verde, irresistível também. As vestes eram brancas, o muro era branco, não havia sinal algum, apenas a escuridão à frente, e os passos, as pegadas, negadas e confirmadas, com precisão, com resolução, até aprenderem que o caminho é mesmo infinito, e que o infinito é circular, e que o círculo é obscuro, e que o obscuro não se pode ver do outro lado, e que do outro lado nada existe, e que nada existe inclusive o amor, e que inclusive o amor é impossível, e que é impossível um beijo sequer. Se quer. Mas não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;..."eu estava em paz quando você chegou"...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "relicário", Nando Reis e Cássia Eller&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-355679631086841642?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/355679631086841642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=355679631086841642' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/355679631086841642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/355679631086841642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/caminhada.html' title='caminhada'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-1662521886099739315</id><published>2008-02-07T19:15:00.000-02:00</published><updated>2008-02-07T20:08:44.360-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ney Matogrosso'/><title type='text'>ato falho</title><content type='html'>...aparecem de vez em quando em nossas vidas aqueles momentos dignos de dizermos: &lt;em&gt;oops!&lt;/em&gt; Massss, invariavelmente, é sempre muito tarde pra voltar atrás. Não que eu me arrependa (aliás não tenho me arrependido de nada nos últimos dias), só que as conseqüências logo logo aparecem pra tentar nos encher de culpa e remorso. Dou de ombro pra tudo isso. Aprendi que mesmo o impensado tem lá as suas compensações. Afinal de contas, atire a 1ª pedra quem nunca se deixou levar pelas circunstâncias... Bem, como ainda não recebi nenhuma pedrada, acho que o argumento foi bem convincente, não? Enfim, já levei sim muita pancada - e pedrada também, acreditem... - pra saber que o caminho de tijolos amarelos tem lá as suas armadilhas, e que muitas vezes é preciso ser esperto pra saber a hora exata de pegar um atalho (e isso é o que a vovozinha chama de ser "safo"...). Como até há bem pouco tempo eu era simplesmente um otário - ou &lt;em&gt;loser&lt;/em&gt;, em denominações mais globalizadas -, qualquer coisa que me saísse fora das expectativas iniciais ou que - pior, ahhhh!!! - não estivesse dentro dos meus planos era um verdadeiro desastre, motivo de catastróficas torrentes depressivas e auto-destrutivas. E agora? ah, nada disso: comiseração pra mim é só mais uma palavrinha feia de dicionário que me lembra alguma doença de pele. Além de conviver bem comigo mesmo, lido muito melhor com os ditos "imprevistos", mesmo que estejam relacionados a sentimentos com os quais eu não queria mexer no momento. Bom, como não podemos escolher tudo nessa vida e jamais damos conta de organizar esse caos que nos rodeia (e vem cá, alguém ainda tenta?), um curto-circuito aconteceu dentro de mim e pronto: momento &lt;em&gt;oops!&lt;/em&gt; a vista (e "à vista" também, pois, quando vi já tinha passado e ninguém anotou a placa...). É claro que não foi nada como naquela música da Britney (vem cá de novo, alguém ainda se lembra dessa fase, digamos, "normal" de Britney Spears? ah minha adolescência...), mas teve - e tem - um gostinho meio amargo. Não pelo que aconteceu, faço questão de frisar, porém recaídas amorosas causam sempre algum terremoto interno. Sei que tô mais controlado dessa vez, sei que não deveria ter acontecido e blábláblá... Eu sei isso tudo. Mas já que o leite não volta mais pra garrafa mesmo, o jeito é absorver esse ato falho e tentar tirar alguma coisa positiva disso. Foi bom? foi, não vou mentir... foi ótimo, até. Não sou mais criança, sei muito bem o que faço. Acontece que não é de uma hora pra outra que anos de história vão se apagar e tudo (re)começará do zero (e, falando sério, nem sei se quero que isso de fato aconteça...). O que é que eu quero então? Sei lá... só sei que não quero resolver nada agora. O peso da responsabilidade me pressiona contra a parede e eu grito assustado. Por isso prefiro deixá-la presa um pouquinho. Às vezes é bom curtir uns momentos de fossa intelectual. Não que isso me faça triste, deprimido ou qualquer coisa do tipo, não me interpretem mal. Apenas quero ficar um tiquinho comigo mesmo, usufruindo dos meus atos, mas sem ter de, por enquanto, decidir a vida de alguém. A vida a 2 é assim mesmo, não se enganem: toda decisão de 1 afeta o outro. Aliás, dizem até que quando 2 pessoas estão juntas forma-se um 3º - que seria a representação da união de um e outro. Eu acho esse papo muito filosófico e cabalístico pra mim. Acredito mais na teoria do ping-pong: quanto mais forte a porrada que cê der desse lado, mais forte virá a porrada do outro. Isso se a bolinha - &lt;em&gt;oops! &lt;/em&gt;- não bater e ficar na rede. Os dois perdem? Não necessariamente, a menos que se queira decretar &lt;em&gt;WO&lt;/em&gt; duplo. O vencedor será aquele que melhor administrar esses atos falhos e souber equilibrar a situação sem que ninguém saia prejudicado. Temos de aprender a lidar com as exceções à medida que aparecem, porém nunca as condenando pelas "desgraças" das nossas vidas, e muito menos tentando sistematizá-las em novas e infinitas loucas regras. Basta aceitar as coisas como elas são, sem fantasias, máscaras ou fingimentos do tipo "ai meu deus, mas eu sou sempre a vítimaaa!!!" (isso só cola em novela mexicana - e com muito choro e sombra preta toda borrada...). Pára com isso, ô. Há sempre um desvio na estrada, pois - salve Drummond! -, tem sempre uma maldita pedra no meio do caminho. &lt;em&gt;Oops!&lt;/em&gt; quase tropecei, tá vendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "negue", Ney Matogrosso&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-1662521886099739315?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/1662521886099739315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=1662521886099739315' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1662521886099739315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1662521886099739315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/ato-falho.html' title='ato falho'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-3351430793261076900</id><published>2008-02-05T14:37:00.000-02:00</published><updated>2008-02-05T15:56:30.620-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gilberto Gil'/><title type='text'>estranho início p 1 novo começo</title><content type='html'>...fevereiro não é apenas o mês do meu aniversário, um evento muitíssimo importante, claro. Há, por exemplo, uma certa festinha que também tem lá o seu destaque e que comumente chamamos de "carnaval". Além disso, a segunda folhinha do calendário concentra o estranhíssimo fenômeno do "estica-e-puxa" que o acomete nos anos bissextos (falando nisso, esse ano é um deles), sem contar que é o único dos meses em que a gente não pode usar aquela velha técnica de contar nos dedinhos pra saber se tem 30 ou 31 dias. Ou seja, fevereiro é o mês do "entre", do "quase": é &lt;em&gt;quase&lt;/em&gt; o início do ano, mas fica &lt;em&gt;entre&lt;/em&gt; janeiro (o mês das eternas promessas...) e de fato o começo "dos trabalhos" em março (pelo menos aqui no Brasil né); é &lt;em&gt;quase&lt;/em&gt; um mês de festa, mas fica&lt;em&gt; entre&lt;/em&gt; o Natal e a Páscoa, 2 datas religiosas (?) - ou seja, uma espécie de "compensação" momesca...; é &lt;em&gt;quase&lt;/em&gt; um mês de capricórnio (um signo que tem lá suas características interessantes...), mas fica &lt;em&gt;entre&lt;/em&gt; aquário e peixes (uma combinação que, por experiência própria, é catastrófica - apesar da aparente combinação de &lt;em&gt;habitats&lt;/em&gt;). Enfim, eu poderia ficar aqui listando diversas combinações de coisas que fazem desses 28 (ou melhor, 29...) dias do ano um período um tanto quanto esdrúxulo pra começar o que quer que seja. Certo? não, errado! Por mais neurótico que eu seja, será que vale a pena mesmo me ater a esse tipo de superstição - que, a bem da verdade, nem chega a ser uma "superstição" de fato (afinal de contas eu não sou adepto de trevo de 4 folhas, pé de coelho ou qualquer outra coisa do gênero) - e atrasar a minha vida em uns 25 dias só pra depois não ter a desculpa de dizer "tá vendo, eu sabia mesmo que não ia dar em nada, não esperei o momento certo" quando - e &lt;em&gt;se -&lt;/em&gt; algo não saísse como o planejado? Outra coisa que me veio agora à cabeça: por que diabos será que todo dito amuleto da "sorte" é ecológica ou politicamente incorreto (ou ambos???) - ponto a se ponderar... Mas voltando ao assunto: talvez seja melhor abandonar esse trauma de aquariano (ô fevereiro...) de planejar e arquitetar tudo e viver um pouco mais ao sabor da maré. Tudo bem, eu tenho um certo medinho de mar, mas é pra isso que existem os nossos salva-vidas né. Às vezes é preciso mesmo arriscar, e cada vez mais eu percebo a importância e a necessidade disso. Nada de deixar pra amanhã o que você pode fazer hoje, me lembra a vovozinha. A surpresa, o imprevisto, o impulso podem sim nos trazer ótimos resultados. Uma vez vi algo do Jorge Vercilo (que se não me engano era um extra do dvd do seu show - que por sinal é ótimo...) em que fazia uma analogia interessante com o futebol (aliás um esporte que eu não suporto mas que inexplicavelmente é paixão nacional), dizendo mais ou menos o seguinte: quando tô jogando uma partida de futebol e recebo uma bola nos pés tendo tempo suficiente pra pensar no que fazer, invarialvelmente acabo errando o chute; já quando a bola vem e num lampejo eu simplesmente a chuto por instinto, as chances de fazer um gol são bem maiores. Incrivelmente foi a lição que eu tirei disso... muitas vezes não nos basta ser racionais e controlados pra conquistar aquilo (ou aquele, ou aquela, vai saber...) que desejamos, e sim dar ouvidos ao nosso muito renegado 6º sentido - que pra mim não é mais apenas nome de filme chato ou "coisa de mulher". É "coisa" de todos nós, e com o que deveríamos aprender a lidar o mais cedo possível. Já perdi muitas coisas e pessoas na minha vida por um excesso de cuidado, por um transbordamento de esquemas, por uma overdose de esboços. Chega!!! Que tal ser mais espontâneo e encarar os dias de maneira mais natural? Bom, eu mesmo já tirei o calendário da geladeira, pois já aprendi a contar e a saber de cor em que mês, ano, milênio e lua estamos. Todos nós sabemos, faz parte da nossa cultura (infelizmente...). Mas não é por isso que vou deixar de ser feliz. E também não é por isso que vou perder a esperança de começar de novo sim, sempre, mesmo achando estranho esse início acontecer em pleno carnaval. Ai, tempo tempo tempo tempo, se não for o da música de Caetano, vê se me deixa um pouco. Em paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "aquele abraço", Gilberto Gil&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-3351430793261076900?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/3351430793261076900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=3351430793261076900' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3351430793261076900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3351430793261076900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/estranho-incio-p-1-novo-comeo.html' title='estranho início p 1 novo começo'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7014510586401278717</id><published>2008-02-03T17:26:00.000-02:00</published><updated>2008-02-03T18:17:10.001-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone'/><title type='text'>d ond menos se espera</title><content type='html'>...tá legal, eu sei que hoje é domingo de carnaval. Massss, como eu não curto muito (na verdade, nem um pouco) esse tipo de folia, eu tô aqui sim - e postando -, talvez pras paredes. Enfim, tenho motivos de sobra pra isso. Por quê? porque finalmente apareceu algo (leia-se "alguém"...) que me fizesse ver realmente que ainda vale a pena investir em romances, encontros, suspiros e coisas do gênero. Juro que não tava procurando nada nem ninguém (pelo menos não agora). Tava tranqüilo e poderia dizer até satisfeito em minha recém adquirida solteirice... porém... ah, porém, sem avisos ou qualquer outra coisa, surgiu uma pessoa na minha vida. E de onde eu menos esperaria que algo desse tipo acontecesse. O início nem foi tão promissor assim. Os primeiros contatos foram meio estranhos, secos, lacônicos - coisa de que não gosto, pois, como acho que já deu pra perceber, sou um alguém que fala (e escreve) um pouquinhozinho além da conta né. Nos falamos ao telefone (fui eu quem ligou, e confesso que meio sem vontade...) e... me surpreendi tão positivamente que fiquei meio abobado e sem assunto. EU, sem assunto! É, não era algo muito normal até então - e percebi que havia um quê especial naquela pessoa, tão diferente se mostrou. Fomos sinceros e honestos um com o outro logo de cara. Nada de joguinhos; colocamos as cartas na mesa sem medo - e acredito que ninguém blefou (eu pelo menos não). Sei lá, ando vacinado ultimamente, não caio mais em armadilha mal-feita. Tenho sentido cheiro de encrenca há quilômetros de distância... Não senti esse cheiro, e sim um perfume gostoso de jasmim, bom presságio, friozinho na barriga. Masss, mesmo assim, não quis alimentar falsas expectativas. Afinal de contas, combinamos, vinha o carnaval por aí, época de se divertir sem se preocupar muito com o amanhã. E talvez seja justamente esse o meu problema com essa tal festa: odeio perder o controle das coisas, não saber as conseqüências do que fiz (ou pelo menos tentar adivinhá-las). Bom, deixei claro que não ia pular em blocos nem nada disso, apesar do convite me ter sido feito. Ficou a promessa de nos falarmos depois de tudo, quando a fênix, símbolo máximo dessa alegria desmedida que toma conta das pessoas em fevereiro, recolhesse as suas asas e retornasse ao pó da quarta-feira de cinzas para apenas retornar no ano seguinte. Vai acontecer? o telefone vai tocar? Até lá não sei, e vou ter de esperar. Não estaria tão ansioso não fosse a surpresa que viria com a noite daquele mesmo dia. Dessa vez o telefone tocou, e eu fui inocentemente atender. Reconheci a voz desde o "alô"... Não entendendo, perguntei o porquê daquilo. A resposta? Foi assim, com aspas e tudo (porque não quero relatar com minha própria voz uma coisa tão boa, seria fazer com que perdesse grande parte do efeito): "ah, é que eu tava no ônibus e passei em frente à tua rua. Lembrei de você e resolvi te ligar, só pra confirmar que vou te ligar depois". Esse tipo de coisa me conquista. Como eu digo, não tô mais em busca de grandes felicidades, e sim me satisfazer com esses pequenos momentos mais preciosos do que pérolas, que guardo no coração como as guarda uma concha. Por isso a minha certa ansiedade de agora, por isso a indecisão que me bate no peito. Mas também penso que é melhor assim do que aquele vazio de antes. Claro que não tô apaixonado nem nada, longe disso, é só que a luzinha verde da esperança se acendeu. Meio tímida e tals, mas tá acesa. E eu tô feliz, sim senhor! Espero que o reinado de momo não condene essa minha ótima surpresa à guilhotina. Mais um conselho da vovozinha: comece a olhar mais pro céu, pois nunca se sabe quando algo - ou melhor, alguém... - está prestes a cair nos seus braços. De onde menos se espera, um cavalo branco aparece (e que só não seja de Tróia, pelo amor de deus...)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "canta, canta, minha gente", Simone&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7014510586401278717?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7014510586401278717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7014510586401278717' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7014510586401278717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7014510586401278717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/d-ond-menos-se-espera.html' title='d ond menos se espera'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7731917194570361707</id><published>2008-02-01T09:41:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T02:43:11.770-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Toquinho'/><title type='text'>kem eh esse aih, hein???</title><content type='html'>...mudanças fazem parte da nossa vida mesmo que não as queiramos (esse verbo existe?). Enfim, eu sempre tive um medinho delas, tipo aquele nervoso que dá quando a gente escuta o barulhinho do motor do dentista (que eu tenho certeza ter sido inventado só pra me irritar...) ou quando mordemos aquela fruta bem azedinha. Massssss, como eu venho dizendo nos últimos posts, mudança é algo tão inevitável quanto necessário. Faz bem pro corpo, pra alma e, por incrível que pareça, pros que estão ao nosso redor. Por quê? ah, simples: funciona mais ou menos como aquele "jogo do contente" da Pollyanna (vem cá, alguém leu ou ainda lê "Pollyanna"??? eu desenterro cada coisa...), em que basta se estar feliz pra contagiar os outros também, fazendo-os ver a graça que há nas coisas bobas da vida. Por exemplo, vocês já repararam na graça que tem um besouro andando todo desconjuntado; ou um tatuí desengonçado se enterrando na areia da praia; ou fechar os olhos e ficar prestando atenção no escurinho dentro da gente mesmo (sempre surgem umas luzinhas engraçadas...); ou em comer trakinas de chocolate separando o recheio das cascas; ou mesmo em comer chandelle devargazinho, só com a pontinha da colher, que é pra durar mais? Não, pois então tente, e você vai ver que ficar correndo atrás d'A Felicidade, assim grandona e assustadora, não tá com nada. A gente acaba perdendo o fôlego e nada feito - fica triste, deprimido e, como diz a vovozinha, "chorando pelas pitangas amassadas"... Bom, esse papo todo foi pra dizer que eu comecei a mudar sim, de fato, de direito e por dever também! Ontem mesmo já comprei umas roupinhas novas, passeei um pouco, troquei finalmente os piercings (e tô pensando seriamente em comprar outros) e comecei a planejar a arrumação do quarto - como todo aquariano, faço questão de planejar tudo, claro... Falta o cabelo, mas isso vou deixar pra depois da folia... Porém, o que mais me impressionou (mais até, poderia facilmente dizer que me assustou mesmo) foi o que fiz no meu rosto: eu tirei a minha barba! Assim pode parecer algo banal, coisa e tals, mas eu não via o meu queixo há meses e meses.... Imaginem o susto quando dei de cara com um desconhecido ao espelho! Tudo bem, eu admito - na verdade eu não tenho "barba", e sim apenas bigode e cavanhaque meio sacanas, mas mesmo assim já os estava usando há séculos, só aparava... Incrível, eu me desconheço, ainda não me acostumei comigo. Sou outro, outra pessoa... Um amigo me disse que fiquei uns 5 anos mais novo. É, pode ser que isso é que tenha me assustado, pois nem mesmo aquele povo chato que oferece cartão de crédito na rua me deu bola, e sequer a moça da farmácia me chamou de "senhor". Isso me lembrou aquele verso final de um dos poemas antológicos da Cecília Meireles (se bem que eu acho que ela só tem poemas antológicos): "Em que espelho ficou perdida a minha face?". Quer saber, nem eu quero saber onde ficou. Deixa pra lá, deixa quieto que tô adorando ser menininho de novo e descobrir que às vezes basta um prestobarba pra gente mudar de vez. Plástica? Botox? Colágeno? Nada disso: uns pêlos a menos e a vida fica assim de novo levinha, como num final de tarde balançando na rede de um lugar bem tranqüilo. O sol tá de volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R6MUGk9NfMI/AAAAAAAAADA/lVmvhlgWDCs/s1600-h/selo+em+francÃªs.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161991701128903874" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R6MUGk9NfMI/AAAAAAAAADA/lVmvhlgWDCs/s320/selo+em+franc%C3%AAs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...gente, eu tô falando sério, assim vou ficar mal acostumado hein... (brincadeira...rs). A sempre gentilíssima Jaya, lá do seu "- Deixa eu brincar de ser feliz?" presenteou o inacreditável mundo de alex e! com mais um selinho lindo de viver. E, como já deu pra notar, esse é chiquérrimo, pois é em francês - não sei vocês, mas eu sempre achei francês chiquérrimo, e também dos idiomas mais sedutores do planeta. Bom, a amizade pode até ser virtual (como tá lá escrito no selo...), massssssss com certeza o carinho que tenho por ti, querida Jaya, é muito do real, viu! De verdade mesmo!!! Obrigado por mais essa homenagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...o 1º blog chiquérrimo que indico a receber esse selinho &lt;em&gt;en français&lt;/em&gt; é o "Pensamentos da poetisa", e é só vocês o visitarem pra me dar razão. Aninha, você é muito chique, menina...);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...o outro blog a que dedico o selinho importado é o "Através do meu espelho", não só pelo bom gosto do template, da foto, etc e tals, mas também pela estréia muito chique. Vale a pena conferir...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R6MUjk9NfNI/AAAAAAAAADI/zvGFx08Rfkg/s1600-h/selo+esse+blog+eh+show+d+bola.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161992199345110226" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R6MUjk9NfNI/AAAAAAAAADI/zvGFx08Rfkg/s320/selo+esse+blog+eh+show+d+bola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...bom, esse selo aqui tem de ser devidamente justificado... A Teresa, lá do seu "Caneta vazia", ganhou esse presente e disse, no mesmo post, que todos os blogs linkados por lá poderiam se sentir igualmente agraciados. Assim, como o mundo aqui tem o seu espaço no caneta e eu ando viciado nessa estória de selos (por culpa de vocês, mas reconheço que é um vício delicioso que agora terão de alimentar...rs), eu ME senti também como se tivesse sido indicado. Por isso eu ME digo que "esse blog é show de bola", assim como todos os que estão linkados por aqui, claro. E eu ME orgulho muito de tê-los conhecido (essa estória de "ME" me lembrou o "Cócegas", daí essa bobeira sem graça de ficar repetindo isso...rs)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...um blog que indico a receber esse selo super bacana é o "Jornal da Lua", pois sempre tem algo muito show de bola pra ler por lá. Também vale muito a pena conferir...);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...o outro blog indicado é repeteco - vai pro "Através do meu espelho" de novo que, além de chique, é também muito show de bola e inteligente...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "tarde em Itapuã", Toquinho&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7731917194570361707?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7731917194570361707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7731917194570361707' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7731917194570361707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7731917194570361707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/02/kem-eh-esse-aih-hein.html' title='kem eh esse aih, hein???'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R6MUGk9NfMI/AAAAAAAAADA/lVmvhlgWDCs/s72-c/selo+em+franc%C3%AAs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7605920866401976851</id><published>2008-01-30T10:00:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T02:43:11.943-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marisa Monte'/><title type='text'>shangri-(lá) eh aki</title><content type='html'>...às vezes temos a impressão de que tudo o que precisamos é ir pra bem longe. Bom, eu nem poderia me excluir desse time, pois até há bem pouco tempo lá estava eu fazendo planos loucos e mirabolantes de viajar, sair por aí, sumir uns tempos, ir... ir pra onde, cara-pálida? Não, nada de lugares comuns (com trocadilhos...), e sim algo exótico, com paisagens estonteantes e clima paradisíaco. Certo, eu já tava decidido. Massss e o dinheiro pra isso? Porque vamos combinar, um "passeio" assim deve custar no mínimo uma fortuna. E outra, que lugar seria esse? Eu sei lá... tome google na veia pra descobrir. Quase naufragando nesse mar de bits, bytes, kb, mb, etc, encontrei inúmeros oásis, todos com belíssimas praias, sol, muita sombra de palmeira e água (de coco) fresca. Infra-estrutura perfeita, acomodações de 1º mundo, os melhores drinques e as maiores frescuradas que se pode imaginar. Onde ficam? Ah, o Brasil é enorme, cheio de litoral e matas; espalham-se desde o Rio ao Amazonas - ou mais, vai saber. Sem exceção, atendem pelo "nome" (ou melhor, "gênero") de &lt;em&gt;resorts&lt;/em&gt;. Curioso que sou, na hora me perguntei: mas o que diabos é um &lt;em&gt;resort&lt;/em&gt;??? Estamos tão acostumados a certas coisas, incluindo-se aí essas nomenclaturas e expressões importadas, que nem nos damos conta do que realmente significam. Pois bem... segundo o meu +- Michaelis, &lt;em&gt;resort &lt;/em&gt;é "um lugar muito freqüentado" (?); também pode ser uma "reunião" (??); ou um "recurso, refúgio" (???); ou mesmo, ainda, ser usado como verbo, em cuja acepção significa "ir, freqüentar, recorrer, valer-se de" (????). Não entendi nada. Talvez seja um problema do meu dicionário, que reconheço não ser lá essas coisas. Ou então - como fiquei pensando - os tais &lt;em&gt;resorts&lt;/em&gt; podem até oferecer muito (claro, se você tiver a grana pra bancá-los...), porém me parecem redutos de gente muito estressada, meio de mal com a vida e que não têm imaginação suficiente pra criarem suas próprias fantasias; por isso compram uma (e olha que é beeem caro...). Enfim, a conclusão a que cheguei na verdade é bem simples - e óbvia: nós fugimos é de nós mesmos. Temos uma necessidade absurda de correr na direção contrária a do espelho. Dificilmente gostamos de nos encarar - e mais, de nos enfrentar, perceber o que tá errado com a gente mesmo e... Mudar!!! Tá bom, eu sei que isso tá parecendo papo furado de programa vespertino da rede tv!, bandeirantes, sbt ou qualquer outro desses canais que apostam nesse filão, massssssssssss... vamos combinar de novo: no fundo no fundo, eles até que têm alguma razão. Por que eu preciso me mudar "espacialmente" pra me sentir melhor comigo mesmo? Pra que ir pra algum desses paraísos artificiais pra me sentir falsamente outro durante 1 fim de semana apenas, sendo que depois tudo vai dar na mesma... Motivo: o problema tá é comigo, dentro de mim, dentro de nós... e isso, ah, isso nenhum &lt;em&gt;resort &lt;/em&gt;resolve (em qualquer das suas acepções...). Em vez de me endividar até a última ponta dos meus cabelos cada vez mais brancos (e eu ainda tento disfarçar que, na verdade, estão mais loiros), por que não mudar o meu próprio ambiente - e, com isso, a mim mesmo? Começando pelo meu quarto. Não é necessário muito - um belo arranjo de flores em cima da estante, uma arrumada nos livros e cds, encontrando outras disposições pra eles (uns podem ficar em diagonal, os demais um em cima do outro, sei lá); tirar o pó da tv, mudar a cor das paredes, arrumar o armário, livrando-me daquelas tralhas que sempre me incomodaram; arranjar outro lugar pra cama (claro, respeitando os preceitos do &lt;em&gt;feng shui&lt;/em&gt;) e outras coisinhas mais, detalhes. Quem sabe aproveitar pra comprar uma ou outra nova roupinha, combinando com esse também novo estado de espírito, dar uma garibada no cabelo, usar aqueles piercings que nunca mais usei (ou pensar em botar outros...)... Enfim, descobri que há uma série quase infinita de coisas que podemos fazer pra nos levantar o astral e construir o nosso próprio oásis de mais calma e tranqüilidade (ou agitação, se você for uma pessoa agitada...). Não é preciso gastar fortunas, e sim um pouquinho do nosso tempo; investir em ações da bolsa? nem pensar (depois até pode ser), mas antes de tudo, em 1º lugar, invista em você. Eu tô descobrindo aos poucos que o mítico paraíso de Shangri-la é aqui, ao meu redor, no meu próprio cantinho. Um bom jeito de terminar janeiro, o mês das promessas: prometa - e cumpra! - achar o seu próprio paraíso, porque ele tá por aí, perdido com você, pertinho de você. Se quiser, depois me conte: onde é Shangri-la pra ti?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R6B1zE9NfKI/AAAAAAAAACw/RhVa6J_4kiY/s1600-h/selo+nosso+planeta+eh+nossa+casa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161254693330844834" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R6B1zE9NfKI/AAAAAAAAACw/RhVa6J_4kiY/s320/selo+nosso+planeta+eh+nossa+casa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;...+ 1, pá rá rá, + 1!!!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...daqui a pouco terei de reconhecer como uma nova ocupação o ramo da filatelia... Por quê? ah, porque o inacreditável mundo de alex e! ganhou mais um selo pra sua coleção! Dessa vez o presente foi do Jair Eduardo, lá do seu "Bem-vindo à casa". Ele diz que "nosso planeta é nossa casa" e, como mundo e planeta são meio que sinônimos, esse selinho veio mesmo a calhar... adorei mesmo!!! Muito obrigado, Jair (ou prefere Eduardo? ai, eu sempre quis ter nome composto... que inveja)... Saiba que nesse mundo (ou planeta) cê pode se sentir como se estivesse na tua própria casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...os blogs que indico a receberem esse belo selinho são:...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- deixa eu brincar de ser feliz?, da fofíssima Jaya;&lt;br /&gt;- dominus, da mineiríssima Cris;&lt;br /&gt;- caneta vazia, da sempre engraçadíssima Teresa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...todos exemplos de que "nosso planeta é nossa casa", além de que nossos blogs são nossos mundos, e de que nesses mundos encontramos essas pessoas maravilhosas com quem compartilhamos nossas vidas, segredos, sorrisos, crises e neuroses também. Beijão pra todas vocês!...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "vilarejo", Marisa Monte&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7605920866401976851?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7605920866401976851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7605920866401976851' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7605920866401976851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7605920866401976851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/shangri-l-eh-aki.html' title='shangri-(lá) eh aki'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R6B1zE9NfKI/AAAAAAAAACw/RhVa6J_4kiY/s72-c/selo+nosso+planeta+eh+nossa+casa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2478920434640197697</id><published>2008-01-28T18:39:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T02:43:12.324-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Édith Piaf'/><title type='text'>and the winner is...</title><content type='html'>...o inacreditável mundo de alex e! acaba de receber 2 selos muito importantes. Mais do que um sinal (aliás, 2) de que ando fazendo algo de bom (?) por aqui, são um termômetro do carinho que sinto pelas pessoas que os me concederam. Realmente uma inacreditável - e ótima - surpresa pra um rapaz que anda à procura de seu planeta perdido há pouco mais de um mês...Vamos então a eles:...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R54-6k9NfGI/AAAAAAAAACQ/5TtH5Uh6Oac/s1600-h/selo+diz+ateh+que+naum+eh+1+mau+blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160631399086914658" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R54-6k9NfGI/AAAAAAAAACQ/5TtH5Uh6Oac/s320/selo+diz+ateh+que+naum+eh+1+mau+blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...o 1º que vi foi esse, dado ao mundo pela especialíssima Amanda Bia, lá do seu "É só saudade..."... Ela "diz que até não é um mau blog", e eu agradeço de montão. Obrigado, querida, não só pelo selinho, mas também por tanta força que cê já me deu durante a existência desse meu espaço esquisito aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...a minha 1ª indicação pra esse selo é o blog "Igualdade na diferença", que realmente não é um mau blog; é 1 blog ótimo!!!...);&lt;br /&gt;(...a 2ª indicação vai pro blog "Relatos de uma guerra pessoal", que também tá longe de ser um mau blog, pois é igualmente ótimo!!!...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R55CX09NfHI/AAAAAAAAACY/blYU5bbM0-A/s1600-h/selo+blog+cabeÃ§a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160635200132971634" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R55CX09NfHI/AAAAAAAAACY/blYU5bbM0-A/s320/selo+blog+cabe%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...já a minha querida mineira Cris "Dominique", lá do seu "Dominus", além de fazer com que eu me entendesse de novo com Minas, também acha que o mundo é exemplo de um "blog cabeça". É, confesso que às vezes tenho alguns surtos pseudo-intelectuais mesmo. Simplesmente adorei esse selinho também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...1 blog que indico pra esse selo é o "Chá das cinco" que é, sim, super cabeça - e delicioso...);&lt;br /&gt;(...outro blog indicado é o "Bem-vindo à casa". Além de cabeça, sempre me sinto hiper bem-vindo por lá...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...enfim, eu até poderia anunciar esses meus dois primeiros prêmios "bloguísticos" como adendo em qualquer outro post, mas decidi reservar um especialmente pra isso, pra que tanto a Amanda quanto a Cris saibam como eu gosto muito das 2, e também como eu me sinto honrado por ter sido lembrado por vocês no momento dessas indicações. Obrigado mesmo. Espero algum dia poder retribuir o carinho e a força que ambas já me deram - e dão... - por tantas e tantas vezes. Tô até mais confiante e feliz hoje, sei lá, com a nítida e gostosa sensação de que tudo pode - e deve - se ajeitar... (tá vendo só, foram dar corda aqui pro doido...). Ahhh sim: saibam que qualquer coisa, o mundo de alex (e o próprio alex, claro...) estão às ordens, viu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "la vie en rose", Édith Piaf&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2478920434640197697?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2478920434640197697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2478920434640197697' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2478920434640197697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2478920434640197697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/and-winner-is.html' title='and the winner is...'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R54-6k9NfGI/AAAAAAAAACQ/5TtH5Uh6Oac/s72-c/selo+diz+ateh+que+naum+eh+1+mau+blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-3282113119331636396</id><published>2008-01-26T22:15:00.000-02:00</published><updated>2008-01-27T01:18:29.180-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adriana Calcanhotto'/><title type='text'>síndrome da moeda (?)</title><content type='html'>...esse post é pura lavação de roupa suja. Mais que isso até, representa quase que um ritual de passagem: com ele, guardo umas coisas e enterro outras - e espero poder mantê-las assim pelo menos uns tempos. Como tudo nessa vida, as heranças também são uma espécie de ciclo. Pensem bem: a herança é um legado passado (e do passado!) de um certo alguém a você. O que não impede, porém, que haja, no meio desse caminho, algo ruim. O que quero dizer é que nem tudo o que fica é necessariamente bom. É claro que o "normal" é sermos tomados por aquela sensação nostálgica e que reveste as coisas com o manto do bem, em que todo mal é de súbito esquecido. Pois eu não penso assim... tudo tem dois lados. Não, isso não é sintoma de "síndrome da moeda" não, é apenas uma constatação mais do que óbvia, talvez, e cartesianamente comprovável com facilidade (afinal de contas, não foi assim que Newton descobriu a gravidade?). Assim como o que sobe tem de descer, o que começa tem de terminar. Eu sei eu sei, a Disney incutiu nas nossas cabeças durante décadas que, no final da estória, há um &lt;em&gt;happy ending &lt;/em&gt;e, pior!, que ele dura pra sempre. P-R-A S-E-M-P-R-E ! ! ! Sintam bem o peso disso... Bom, eu não quero (mais...) carregar esse tipo de responsabilidade nos meus ombros tensos pelo estresse diário. Enfim, fora desse imaginário &lt;em&gt;made in Hollywood&lt;/em&gt;, o que nos resta - de resto mesmo, igual ao de comida requentada - é a pura e simples (e, muitas vezes, enfadonha) realidade, cuja noção de término está embutida. Não quero entrar aqui em termos filosóficos de porta de banheiro de botequim, dizendo coisas do tipo "mas é assim mesmo, a morte é a única certeza da vida", até porque se ditado, conselho ou lugar-comum fossem bons não seriam dados de graça, e sim vendidos. O pulo do gato é que a questão da herança se insere perfeitamente nesse caldo knorr. E por quê? Ora, simples como tomar sopa: a gente só recebe herança de alguém (ou algo, vai saber) que não existe mais. E que, por isso, temos de guardar, preservar de alguma forma. Como sou minimamente organizado e neurótico, resolvi separar em duas caixas as heranças que me ficaram de um relacionamento longo e de altos e baixos: numa, escrevi "caixa" mesmo, em que ficam as coisas boas que passaram; na outra, escrevi "caixão", obviamente porque tenho o intuito de enterrá-la. Bom, não vou dizer que o processo foi fácil, seria mentir com a cara mais deslavada desse mundo. Até porque vocês sabem muito bem que esse tipo especial de herança não é registrado em cartório, não tem firma reconhecida e nem mesmo precisa passar pelo tabelião... ou seja, a tarefa foi toda minha - mexer em tudo o que tava misturado, separar o bom do ruim (o que às vezes se torna algo difícil, já que não tenho experiência nisso e muita coisa acaba se confundindo), fechar e lacrar cada caixa. Bom, tive muita sorte de notar que, no final das contas - e de todo o processo, da papelada e afins, a caixa escrito "caixa" tava bem mais cheia, na verdade abarrotada de boas lembranças, ótimos momentos, fotos, poemas, presentes e um amor de que vou me recordar sempre que achar nunca ter sido feliz, pois eu fui... já a outra, o "caixão", ficou somente com umas poucas mágoas e rancores dos quais quero me livrar o quanto antes. Quer saber, nem vou enterrá-la não, vou cremá-la até que se transforme em cinzas, micro-partículas ínfimas de coisas que sequer arranham o volume imenso do que guardei de bom pra mim. Planejo jogá-las num lugar bem bonito - mas que tenha água, que a tudo purifica. Talvez não direto no mar, porque correm o risco de, mesmo se desfazendo, voltarem pra mim. E não, não quero mais essas mágoas e rancores e raivas e sei-lá-mais-o-quê de volta. Um rio. Isso. Jogarei essas cinzas num rio, bem pra longe, sempre correndo, sempre pra frente, adiante, avante, &lt;em&gt;shazam!&lt;/em&gt; Assim, quando finalmente chegarem ao mar, estarão já tão diluídas que não vão poder fazer mais mal a ninguém. Inclusive mesmo a mim... Eu entendo que talvez nada disso faça muito sentido pra vocês ou desperte algum interesse relevante, mas saibam que eu precisava exorcizar essas coisas, justamente pra virar o disco e tocar essa vida adiante. A partir de agora, espero encarar o futuro (e o hoje...) de forma diferente. Como eu já disse aqui, tudo tem dois lados. E a lição que talvez eu possa tirar (e o propósito primeiro desse post) seja finalmente compreender que basta apenas a nossa atitude e a nossa vontade de optar por um deles. Se bom ou ruim, não importa, pois a escolha é pessoal. Aliás, sempre é mais fácil escolher, optar; o difícil é depois arcar com as conseqüências. Prefiro acreditar que cada um sabe o que faz... Bom, eu acredito que sei, opto e banco as minhas responsabilidades. Já acendi o fogo, as cinzas num instante ficam prontas. Espero só não me queimar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "pelos ares", Adriana Calcanhotto&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-3282113119331636396?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/3282113119331636396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=3282113119331636396' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3282113119331636396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3282113119331636396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/sndrome-da-moeda.html' title='síndrome da moeda (?)'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-4053059987900628705</id><published>2008-01-24T12:49:00.000-02:00</published><updated>2008-01-25T12:13:56.943-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elis Regina'/><title type='text'>1 outro do msm</title><content type='html'>...na verdade, o título desse post seria "2 kras". Porém não queria que ninguém entendesse ou sequer achasse que era por alusão ou alguma analogia à trama global. O que quero dizer com esse texto é simples (e quem sabe por esse motivo, complicado...): todos nós sabemos que não somos apenas um só indivíduo, e sim um amontoado de "eus" diferentes que, apesar de dividirem o mesmo teto (ou seja, a nossa própria cabeça), muitas vezes não compartilham das opiniões, gostos e, em alguns casos, até o caráter e a personalidade desses "outros" que, em última instância, são partes de nós mesmos - e com os quais freqüentemente brigamos, discutimos e queremos ver pelas costas. Sendo assim (e admitindo que grande parcela dos que me lêem pensam de maneira mais ou menos parecida), concluo que não seria surpresa admitir essa realidade - ou identidade? - partida pra todos. Claaaaaro que sim, certo? Nem sempre. E digo isso porque experimentei na pele o que é dar de cara com um outro do mesmo. Explico-me: tenho dito nos últimos posts que sofri uma decepção muito grande, patati patatá, e que tava completamente surpreso com isso, coisa e tals... massss, parando bem pra pensar, me dei conta de que tava P da vida não com aquela pessoa que aprendi a respeitar, amar e por quem me apaixonei há tempos atrás. Eu tava possesso era com uma outra face que eu não conhecia dessa mesma pessoa, e que se revelou justamente sob um momento de estresse, na pressão e no calor de uma briga requentada por sapos engolidos que jamais se tornaram príncipes. O resumo da estória? Bom, num primeiro momento, ódio, raiva, rancor e tudo o que de pior se pode desejar a alguém (e o que não se pode também...). Depois dos efeitos, raios e trovões da tempestade, no primeiro momento de calma vi que estava completamente equivocado. Eu não tava daquele jeito por causa do "outro" que eu ainda não conhecia... aquilo era "simplesmente" orgulho ferido, pelo fato de ter sido supostamente "enganado" por quem num belo dia passei a confiar tanto. E não, não fui. A pessoa que conheci e que amei e compartilhei momentos inesquecíveis da minha vida continua lá, intacta, em algum lugar (e principalmente nas minhas lembranças). Esse "outro" é somente 1 dentre dezenas, centenas ou milhares de faces que todos nós temos - inclusive mesmo essa outra pessoa. O problema é que talvez não nos damos conta de que tudo o que se passa conosco e nas nossas cabeças perturbadas também pode se passar com os demais, nas suas próprias mentes neuróticas. Afinal de contas, além de sermos conceitualmente todos iguaizinhos, ou seja, humanos cheios de virtudes - e também defeitos -, quem ainda duvida sermos igualmente um amontoado de descargas elétricas cujos curtos naturais são capazes de produzir (d)efeitos diversos? Freud tá aí, quem sabe explique... Enfim, depois de todo esse papo enrolado e pretensamente pseudo-filosófico, deixo claro que tô com a consciência limpa e tranqüila, sem remorsos nem nada. É sério, tanto até que já consigo me dar bem com o tal "outro", nos falamos, conversamos sobre trivialidades, desejamos "boa noite" e "te cuida" mutuamente. Por quê? Porque sei que não falo com aquele outro alguém que um dia conheci. Esse tá morto - ou seria melhor dizer escondido? Não sei, apenas que não sou tão frio e racional assim. Às vezes tenho recaídas loucas, vontade de me humilhar novamente em busca de um "eu" que talvez nunca volte pra mim, de exigir, mandar, gritar que retorne e me ame imediatamente, como se fosse uma criancinha mimada. Tudo dentro da normalidade, massss, bem lá no fundo, sei que de nada adianta. É muito sofrido esquecer. Por isso já disse logo de cara que nada aqui se parecia com novela. Muito pior: é a vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "atrás da porta", Elis Regina&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-4053059987900628705?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/4053059987900628705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=4053059987900628705' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4053059987900628705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4053059987900628705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/1-outro-do-msm.html' title='1 outro do msm'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2232458454847600905</id><published>2008-01-22T15:37:00.000-02:00</published><updated>2008-01-22T16:29:53.800-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maysa'/><title type='text'>entaum, amigos?</title><content type='html'>...bom dia, tristeza, como vai? Bom, eu vou bem (dentro do possível, claro), mas queria dizer que agora não tenho nadica de nada contra ti, por isso não sei porque anda me perseguindo tanto ultimamente. Essa é uma carta de reconciliação - ou de pazes, trégua, sei lá, chame e entenda como quiser. Que fique claro apenas (e por favor...) que não quero mais brigar contigo. Já percebi que não adianta me espernear, arrancar os cabelos, chorar e sofrer por coisas e alguéns que jamais vão voltar. Momentos passam, o tempo não pára (salve Caju!)... Enfim, tristeza, eu gostaria muito de aprender a conviver contigo de forma pacífica - ou pelo menos sem as rusgas que experimentamos nos últimos tempos. Tudo bem, eu sei que sou uma pessoa turrona na maioria das vezes, genioso até dizer chega... mas entenda que não faço por mal. Eu de fato achava que tava tomando as decisões mais certas em determinadas circunstâncias, e também achava que fazia tudo em nome de algo "eterno". Coisa muito indigesta de se dizer a essas horas (ou em qualquer outra), cê deve tá pensando; acontece que eu não levei em conta a tua presença muitas e muitas vezes, o que explica imenso a tua mágoa com relação a mim. O problema é que eu não queria te aceitar, pois aceitar você seria o mesmo que me ver derrotado, combalido, menosprezado pelas minhas próprias atitudes. E você sabe como eu não costumo lidar nada bem com derrotas - ou mesmo com falhas, seja lá quais sejam. Te peço desculpas - e sinceras, do fundo do coração - por tudo o que eu já te fiz passar nesses meus 21 anos de vida. Logo você, que me acompanha desde sempre e tão de perto... como fui mal-agradecido... Agora entendo que cê só queria o meu bem e que, no fundo no fundo, nem queria se mostrar ou se vangloriar, ficando escondidinha até que eu tivesse um tempinho pra ti. O que quase nunca acontecia, já que eu de certa forma te desprezava e escondia no fundo do armário. Por pura vergonha. Bom, isso tudo cê já sabe né, não preciso ficar relembrando essas passagens dolorosas entre a gente. Quero reafirmar que não tenho mais nada contra ti, e a raiva que antes pensava nutrir por sua causa talvez fosse somente despeito, ego, orgulho inflado até estourar. Estou humilde, tristeza. Eu te aceito de braços abertos, minha querida. Foi preciso estar fragilizado e sensível como estou pra perceber que cê tava com a razão - que cê tem a razão de tudo. É contigo que desejo aprender a superar esses meus novos medos e traumas, a compreender e desculpar as traições e mentiras feitas contra mim... Não te renego mais. E espero sinceramente que, quando terminar de ler essa carta, aceite o convite que faço: venha me ver, deixei a porta do armário aberta pra ti. Sem rancores, sem armadilhas, o caminho tá livre e é seguro. Finalmente. Então, ficamos amigos?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "bom dia tristeza", Maysa&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2232458454847600905?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2232458454847600905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2232458454847600905' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2232458454847600905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2232458454847600905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/entaum-amigos.html' title='entaum, amigos?'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-3323325581216152082</id><published>2008-01-20T18:15:00.000-02:00</published><updated>2008-01-22T15:37:25.278-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caetano Veloso'/><title type='text'>game over</title><content type='html'>...quando criança eu sempre sentia um alívio enorme ao "zerar" um jogo. Era como tirar um enorme peso das costas. Pronto, havia cumprido uma grande responsabilidade, pensava. Mas a gente cresce e, além da idade e das mudanças inerentes que ela (e outras coisas...) acarretam, as nossas responsabilidades também se tornam bem maiores. O que não deixa de ser verdade é que continuo sentindo um alívio enorme ao resolver um problema, ao cumprir com sucesso uma responsabilidade a mim delegada (e muitas vezes por mim mesmo). Acontece que, além disso, uma outra coisa não mudou desde então. Depois do tal alívio que o eu "pequenininho" sentia, esse mesmo eu em miniatura ficava com uma sensação estranha, como se uma grande falta o preenchesse. Só que isso era pensamento de gente grande, por isso esse eu (que era eu, claro) nem dava importância. O eu que agora escreve pra vocês deu tanta volta pra dizer que, nesse exato momento, sente o mesmo: uma grande falta, uma dorzinha que aperta no peito e que dá vontade de ficar sozinho, às vezes até de chorar. É claro que tô assim não por um simples jogo de videogame, e sim pelos jogos que a nossa própria vida teima em nos preparar, nos quais nos vemos envolvidos mesmo sem saber direito as regras. Ontem à noite tive uma decepção muito grande: uma pessoa de que gostava muito revelou-se outra, completamente estranha - e de quem tive bastante medo e raiva, por ter me enganado por tanto tempo. Mais um jogo da vida? Sim, mais um, que fiz questão de enfrentar com a cabeça erguida e com o mesmo ímpeto dos meus 10 anos, época em que todo mundo se acha invencível, o próprio super-homem. Superei as terríveis fases e enfrentei os "chefões" que me apareceram pelo caminho, até que consegui, novamente, zerar mais esse jogo. E foi duro. Na verdade eu já sabia que não ia ser fácil, mas morria de medo de desistir no meio da coisa toda e resolver deixar tudo como estava. Pensando bem, realmente não valeria a pena continuar me machucando e, de certa forma, machucando a outra pessoa também (até porque já não nos correspondíamos há algum tempo). Acredito ter tomado a decisão certa, pois senti o mesmo alívio de antes. Digo, do meu "eu" de antes, criança, menino, e que me inspirou a analogia pra esse post. Não me arrependo de nada do que fiz. Tenho minha consciência tranqüila. Dei o meu melhor, e gostaria de ter acertado. Gostaria também de que fosse pra sempre ("se lembra quando a gente/chegou um dia a acreditar/que tudo era pra sempre/sem saber/que o pra sempre/sempre acaba"). Essa música não sai da minha cabeça, assim como esses versos da Sophia de Mello Breyner: "Terror de te amar num sítio tão frágil/como o mundo/Mal de te amar neste lugar de imperfeição/Onde tudo nos quebra e emudece/Onde tudo nos mente e nos separa". Parti do videogame, passei pela música e cheguei à poesia. Vai ver eu tenha mesmo essa necessidade vital de ser eclético (e confuso?) pra tentar suportar a dor de um coração partido, de uma traição tenebrosa, de uma relação cujos cacos de felicidade recolhi e guardei numa caixinha dentro de mim. Fica talvez a mesma sensação estranha de antes, a grande falta que me preenche, preenchida ela mesma da saudade dos momentos bons que um dia vivi ao lado... ao lado de alguém que agora faz parte desse meu &lt;em&gt;game over. &lt;/em&gt;Tudo nos quebra, é verdade Sophia, tudo nos mente e nos separa. Essas palavras ecoam dentro de mim. E como se faz pra vencer de repente um amor que não pode mais existir? Sei lá, ainda não cheguei a essa fase. Mas sou persistente, igual àquele garotinho de 10 anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "felicidade foi embora", Caetano Veloso&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-3323325581216152082?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/3323325581216152082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=3323325581216152082' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3323325581216152082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3323325581216152082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/game-over.html' title='game over'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7406299452144514720</id><published>2008-01-19T16:53:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:40:26.396-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Milton Nascimento'/><title type='text'>do farol (por eqto...)</title><content type='html'>...os últimos dias foram de grandes mudanças. Como eu já havia dito, novos rumos foram traçados e decisões, cirurgicamente elaboradas. Bom, fico feliz em dizer que, até agora, meus planos estão dando certo (aliás, mais certo do que eu supunha a princípio). Apesar de alguns reveses - e estresses... - a mais, estou conseguindo me fortalecer e não deixar os abalos sísmicos externos a mim me descentrarem. Afinal de contas, os meus próprios abalos já me bastam. Sei que sou um ser paradoxal. Ao mesmo tempo que tô aqui, bem, me sentindo mais leve e mais confiante, uma tempestade ao longe se anuncia. Hoje é um dia muito importante pra mim. Dentro dos meus planos iniciais, até poderia dizer estratégico. Tudo bem que adiantei meu cronograma em 24 horas - mas por que temer se a maré tá boa, se o vento tá soprando a pluma adiante? Não. Aliás, SIM, vou arriscar - novamente, como venho fazendo... quem sabe a sorte ainda esteja comigo, quem sabe os dados me dêem vantagem mais uma vezinha. Ontem consegui um importante aliado nessa minha guerra particular - e aliado não, aliadA. E foi ótimo. Fiquei surpreso. Não esperava uma reação tão boa logo de cara. Por isso sinto que tô com tudo, e vô com tudo pra mais esse desafio: uma conversa longa e complicada, com direito a lances duvidosos e redemoinhos pelo caminho. Mas tô acostumado. Deixei de ser ingênuo e, cada vez mais, aprendi a navegar nessas águas turvas e turbulentas. Só espero que não me surpreendam. Vocês sabem, nossos algozes sempre guardam cartas na manga, e meu inimigo da vez me conhece profundamente. Poderia arruinar minha vida se quisesse. Se quisesse, eu digo, porém creio que prefira me ter na mão. Meu objetivo é claro: virar essa mesa, retomar o controle. Pra isso tenho de continuar agindo com confiança, cautela e método. É isso, as cartas agora são outras, mas continuam na mesa. E acho que tenho jogo pra ganhar essa parada. Depende de mim. Bom, desde o meu último post que acendi o farol. Até o momento tem dado certo, não me perdi nem me desviei do meu caminho, e os objetivos continuam claros à minha frente. Por enquanto. Quem quiser torça pela minha pessoinha aqui, eu agradeço. Quanto mais energia melhor. Assim o farol continua vivo por mais tempo. E eu também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "caçador de mim", Milton Nascimento&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7406299452144514720?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7406299452144514720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7406299452144514720' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7406299452144514720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7406299452144514720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/do-farol-por-eqto.html' title='do farol (por eqto...)'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-1277182913504230637</id><published>2008-01-16T20:24:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:39:52.534-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gal Costa'/><title type='text'>d propósito</title><content type='html'>...quando bolei o título desse blog, nunca imaginei que seria tão condizente ao que representa hoje em dia: realmente o meu mundo - ou mundos, seria melhor dizer... - é/são inacreditável(veis). Tudo me aconteceu do último mês pra cá. Foram reviravoltas inesperadas, sentimentos contraditórios, decepções inexplicáveis, rumos tenebrosos e (re)encontros malfadados, entre outras coisas estranhíssimas. Fosse eu supersticioso me desfaria de tudo no momento que me desse conta disso; cancelaria esses trechos cibernéticos (mais que recentes) da minha vida e..... e tudo voltaria ao normal, certo? Não, claro que não. Sem esse espaço, com que venho aprendendo a me compartilhar, extravasar e mesmo expurgar vez a vez, nunca teria conhecido as pessoas maravilhosas que conheci - e também seus extraordinários espaços (pedacinhos delas a que igualmente tenho acesso), suas palavras de apoio, compreensão, força e carinho. E, como a angústia tem me apertado ultimamante, tudo isso se converte em energia positiva que vibra em mim e me faz (ainda) acreditar. Em quê? Nem sei bem ao certo, mas pelo menos que a luz no fim do túnel é verde e cheia de esperança. Por isso decidi que não vou mais me deixar levar pela depressão ou pelo eterno drama, meus companheiros de costume. Chega. Tá na hora de mudar de ares - e de companhia. Hoje mesmo firmei novos propósitos comigo, tomei sérias decisões em relação à minha vida. A partir de amanhã as coisas tomarão os novos rumos - que não sei aonde vão dar, se direito ou esquerdo, mas é melhor que ficar parado, né, sem fazer nada pra me ajudar. Não que eu não tenha recebido ajuda, pois tenho sim. Mas chega uma hora que se a gente mesmo não se motivar, nada mais nos tira do atoleiro e nos resgata das trevas. Ando de mal com o "amor" - e não sei quando faremos as pazes... quero me entender de novo contigo, só que ainda tô muito machucado. Um dia voltamos a conversar, tá bom? não guardo tanto rancor assim, e nem por muito tempo. Não consigo. Sou naturalmente dócil, o que não quer dizer "domesticável" ou "alienável" (não, nunca mais... sofro na pele os efeitos malignos disso). Também não quero falar dessas coisas agora, coisas ruins que são; não preciso alimentar essa fogueira que já me rodeia. Coragem. Muita coragem é do que vou precisar pra empreender esses meus novos caminhos. Minhas decisões são delicadas, de difícil e imprevisível resolução; meus propósitos são claros, porém de inimagináveis reações. Tô trabalhando com fórmulas perigosas, alquímicas. E tô com medo, um grande medo de tudo explodir, ir pelos ares... Mas sei lá, quem sabe talvez isso seja melhor, pelo menos melhor do que me esconder como pensei fazer no início. A mistura tá aí; os dados estão nas minhas mãos, prontos pro jogo. É pagar pra ver. E de propósito, buscando o sol como o busca um girassol necessitado de sua luz. Verde, é claro... Mando notícias - do farol; ou do naufrágio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "a felicidade", Gal Costa&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-1277182913504230637?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/1277182913504230637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=1277182913504230637' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1277182913504230637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1277182913504230637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/propsito.html' title='d propósito'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2610822541796902269</id><published>2008-01-14T22:47:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:39:19.087-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cazuza'/><title type='text'>cantos (en)cantos em cantos</title><content type='html'>...adorei essa corrente desde o início, ou melhor, quando a vi pela primeira vez num blog (e nem me lembro mais qual foi...). Enfim, isso não é importante - o importante é que o Banco Real dá 10 dias sem juros no cheque especial do Realmaster... (desculpem a palhaçada, não resisti. Vocês lembram dessa?). É, estou com o humor um pouco melhor hoje. Sei lá, acho que descobri que o bicho não é tão feio assim se a gente quiser mesmo enfrentá-lo. Tá, isso parece papo de doido, mas sei que quem tá acompanhando esse blog nos últimos dias - e posts... - não vai ficar tão perdido assim (pelo menos é o que espero...). Bom, já que ando dispersivo hoje, vou direto ao assunto. Voltando: finalmente recebi uma "intimação" (talvez fosse melhor chamar de "convite", é menos assustador) pra participar dessa tal corrente que eu adorei logo de cara. Quem me convidou foi a Dominique, do blog Dominus (que tá linkado, vale a pena conferir), uma mineira sempre muito gentil e carinhosa comigo, a quem agradeço de montão e desde já ser mais um elo dessa brincadeira muito bacana e tals. Apesar de eu estar meio brigado com Minas ultimamente, abro uma exceção com muito gosto (de doce-de-leite, que eu adoro!) pra ela, com certeza. Bom, o jogo consiste em responder às perguntas a seguir usando trechos de músicas de um artista ou banda preferidos. Vamos lá:...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1- Qual é o seu nome?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alguém me espera/E adivinha no céu/Que meu novo nome é/Um estranho que me quer ("solidão, que nada")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2- Onde você mora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vivo num 'clip' sem nexo/Um terror retrocesso/Meio bossa nova e 'rock'n roll' ("faz parte do meu show")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3- Descreva-se:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Disparo contra o sol/Sou forte, sou por acaso/Minha metralhadora cheia de mágoas/Eu sou um cara/Cansado de correr/Na direção contrária/Sem pódio de chegada ou beijo de namorada/Eu sou mais um cara ("o tempo não pára")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4- O que as pessoas pensam sobre você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Exagerado! ("exagerado")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;5- Onde queria estar agora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu tô perdido/Sem pai nem mãe/Bem na porta da tua casa ("maior abandonado")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;6- Como é a sua vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O meu prazer/Agora é risco de vida/Meu sex and drugs/Não tem nenhum rock 'n' roll/Eu vou pagar/A conta do analista/Prá nunca mais/Ter que saber/Quem eu sou/Ah! saber quem eu sou... ("ideologia")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;7- O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu quero a sorte de um amor tranqüilo/Com sabor de fruta mordida/Nós na batida, no embalo da rede/Matando a sede na saliva ("todo amor que houver nessa vida")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;8- O que você vê ao seu redor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Grande pátria/Desimportante/Em nenhum instante/Eu vou te trair/Não, não vou te trair... ("brasil")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;9- Como está o seu coração?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O nosso amor a gente inventa/Prá se distrair/E quando acaba/A gente pensa/Que ele nunca existiu... ("o nosso amor a gente inventa")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;10- Fale sobre o seu passado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pra que mentir/Fingir que perdoou/Tentar ficar amigos sem rancor/A emoção acabou/Que coincidência é o amor/A nossa música nunca mais tocou... ("codinome beija-flor")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;11- Escreva uma frase sábia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ouça-me bem amor/Preste atenção, o mundo é um moinho/Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos/Vai reduzir as ilusões a pó. ("o mundo é um moinho")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;12- Agora, despeça-se:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O adeus traz a esperança escondida/Pra que sofrer com despedida? ("cartão postal")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...putz, nem preciso dizer quem é, né? Teus cantos, versos encantos, aqui no meu singelo canto... é pra ti, Caju, meu velho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;música do post: "só se for a dois", Cazuza&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2610822541796902269?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2610822541796902269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2610822541796902269' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2610822541796902269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2610822541796902269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/cantos-encantos-em-cantos.html' title='cantos (en)cantos em cantos'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-1176887451884921414</id><published>2008-01-12T18:59:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:38:42.926-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rolling Stones'/><title type='text'>pleased to meet you, hope you guess my name...</title><content type='html'>...tá legal, eu sei que o amor é um tema mais do que pisado e repisado na história da nossa sociedade judaico-cristã-ocidental (e na de todas as outras possíveis e imagináveis, sem dúvida alguma, pra dizer a verdade). Então já vou logo avisando que esse post de hoje é mais do que um comentário ou uma breve explanação sobre o tal famigerado "amor". É, antes que tudo, um aviso. Mais até, um alerta: digam NÃO ao amor! Firme, aos berros, ao desespero de perder a voz pra nunca mais, pois isso (o tal "amor"...) não nos leva a lugar algum - peraê, leva sim... à plena desgraça, como aconteceu comigo. Ao amar alguém - amar de verdade, loucamente, incondicionalmente, intempestivamente - a gente fica cego mesmo (olha o lugar-comum da vovozinha...), pára de prestar atenção às coisas ao redor, não se cuida como deveria, torna-se irresponsável consigo mesmo - achando que, por isso, está "se doando" completamente ao outro -, sem saber, muitas vezes (como eu não sabia...) que isso é pura balela, estorinha pra boi dormir e vaca tossir... Esquecemos que os outros têm passado e estorinhas também e, o principal!, quase sempre escondem isso da gente. De propósito, por pura maldade, crueldade ou sadismo? Não, quase nunca. Escondem porque são gente como a gente, seres humanos que morrem de medo de mostrar as suas falhas, as suas fraquezas, os seus segredos mais escondidos (e que às vezes, de tão escondidos, eles mesmos "esquecem"...). Enfim, NÓS também fazemos isso. O mesmo. I-gual-zi-nho. Sem tirar nem pôr, vamos lá e dirfarçamos uma coisa, mascaramos outra, maquiamos aquela ali, colocamos uma pá de cal sobre a perninha dessa aqui que teima em aparecer... Ocultamos verdades, semeamos mentiras (mentirinhas, pequenininhas, que julgamos não fazer mal a uma baratinha...). NÓS, em caps lock, os donos da razão, certo? Errado, completamente errado. Também temos a nossa parcela de culpa &lt;em&gt;- mea culpa, mea maxima culpa! &lt;/em&gt;Não, eu não disse toda, apenas parte. E talvez nem seja "culpa", e sim responsabilidade. Fui tão responsável quanto o "outro" pelo que aconteceu... bom, nem tanto... EU não sabia da missa o terço. Porém, mesmo assim, me descuidei, me desprotegi, pus o "amor" acima de tudo (é tão bom estar apaixonado não?). Não, pois foi assim que me enterrei, foi assim que um dos meus pés entrou na cova. Dramático? Sim, sei que estou sendo dramático... Mas a minha vida virou um dramalhão dos piores, de pernas pro ar. Nem novela mexicana faria melhor (pior...). Me sinto traído, profundamente apunhalado pelas costas. E nada mais posso fazer pra mudar isso. Tento me conformar, mas é difícil. Perdi toda fé (e cega!) que tinha no "amor", na "paixão" e em todas essas outras coisas que teimamos em bradar pelos quatro ventos como se fossem as mais importantes, as mais infalíveis, as mais compensadoras. Eu digo a vocês, agora: nada disso é tão importante, tudo isso falha e, no final das contas (das minhas, pelo menos) não compensam. Por isso as aspas, eternas pra mim quando falar daquilo que antes me era essencial ("amor", "paixão", "companheirismo", "fidelidade", etc e tals), e também por isso eu digo que nada, mas nada mesmo, paga o preço de uma vida (no caso a minha, claro). Amem sim, sejam companheiros sim, fiéis e apaixonados incondicionalmente sim... mas por vocês mesmos em primeiríssimo lugar. Sempre. Pois que nunca se sabe quando vamos nos deparar com o diabo em pessoa, oferecendo palavras doces, flores, chocolates e "amor", sem saber quando - e quanto! - teremos de pagar pelos nossos desejos, pelos nossos prazeres, por nossas almas capturadas. Eu aprendi a lição, só que um pouco tarde demais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; música do post: "simpathy for the devil", Rolling Stones&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-1176887451884921414?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/1176887451884921414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=1176887451884921414' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1176887451884921414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1176887451884921414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/pleased-to-meet-you-hope-you-guess-my.html' title='pleased to meet you, hope you guess my name...'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-4306751842656835890</id><published>2008-01-11T16:17:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T02:43:13.221-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A turma do balão mágico'/><title type='text'>distração d infância</title><content type='html'>...adoro os baianos, a Bahia e o sotaque deles. Acho lindo lindo lindo mesmo. E foi uma baiana muito querida e sempre gentil comigo que me mandou essa corrente. Funciona assim: deve-se selecionar apenas 5 dos seus desenhos favoritos de quando era criança (vocês ainda se lembram dessa época? eu quase sempre a deixo de lado...) e colocá-los no blog por ordem de preferência. Muito obrigado, Jaya querida, por me fazer lembrar de um período tão gostoso da minha vida - e que anda tão sufocada ultimamente... Foi ótimo poder lembrar daqueles momentos em que o maior obstáculo era, às vezes, ter de acertar a sintonia da tv...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;5º lugar: &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4e2oiK6zwI/AAAAAAAAABo/W5QmqnLrckE/s1600-h/Cavaleiros_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154289106032447234" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4e2oiK6zwI/AAAAAAAAABo/W5QmqnLrckE/s320/Cavaleiros_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...os cavaleiros do zodíaco, que talvez seja o desenho mais emblemático da minha infância. Não perdia um episódio sequer (mesmo doente fazia questão de assistir...). Sabia o nome de todos os cavaleiros de bronze, ouro, aço e prata de cor, pesquisava&lt;br /&gt;tudo o que podia sobre o desenho, a mitologia grega e as constelações, tinha os bonequinhos todos - e com um ciúme que só vendo... nem a minha mãe podia encostar neles - e cansei de "brigar" com meu irmão (ele era o seya; eu, o hyoga...). A minha saga preferida era a de Poseidon. Hoje em dia não me lembro de quase nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º lugar: &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4e4ySK6zxI/AAAAAAAAABw/-SQz4ui2bEA/s1600-h/Speed_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154291472559427346" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4e4ySK6zxI/AAAAAAAAABw/-SQz4ui2bEA/s320/Speed_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...speed racer, já que, quando pequeno, tinha uma paixão incondicional por carros. Culpa do meu tio e do meu avô, que me criaram assistindo às transmissões de F1 e também me ensinando tudo o que podiam sobre os bólidos. O desenho quem me "apresentou" foi meu tio mesmo, o preferido de sua infância - e, após pouquíssimo tempo, um dos meus preferidos também. Apesar de antiiiiigo já na minha época de "pequerrucho", achava incrível o mach 5 e tudo o que ele podia fazer. O filme, baseado no desenho, estréia em junho de 2008 aqui no Brasil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º lugar: &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4e6ViK6zyI/AAAAAAAAAB4/KaMHQXWra18/s1600-h/a+corrida+maluca_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154293177661443874" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4e6ViK6zyI/AAAAAAAAAB4/KaMHQXWra18/s320/a+corrida+maluca_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...a corrida maluca, pois era outro desenho de corrida, e pelo qual me apaixonei depois que o speed deixou de ser transmitido. Impossível não adorar as trapalhadas do dick vigarista e muttley, que depois ganharam desenhos separados e sem sal. Enfim, o final era o melhor, nunca dava pra saber quem ia ganhar... falando nisso, me surgiu uma dúvida: o dick alguma vez ganhou alguma???...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º lugar: &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4e7XyK6zzI/AAAAAAAAACA/cBoYuveYYBQ/s1600-h/bob_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154294315827777330" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4e7XyK6zzI/AAAAAAAAACA/cBoYuveYYBQ/s320/bob_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...bob esponja, que não é definitivamente da época da minha infância, claro, mas que me seduziu novamente ao mundo dos desenhos animados e me fez sentir de novo como uma criança, sentado em frente ao nickelodeon e tendo crises intermináveis de riso. Além disso, é um dos pouquíssimos desenhos realmente legais feitos nos últimos tempos, que têm sido dominados por narutos, charutos e outras bobagens do gênero...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º lugar: &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4fCJCK6z0I/AAAAAAAAACI/0WU3-IjNqG8/s1600-h/tom&amp;amp;jerry_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154301759006101314" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4fCJCK6z0I/AAAAAAAAACI/0WU3-IjNqG8/s320/tom%26jerry_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...Tom &amp;amp; Jerry, o melhor de todos, sem dúvida!!! Até hoje, quando raramente me deparo com as confusões daquele gato azul e daquele rato café-com-leite, sinto a nostalgia de tempos idos em que equilibrava o copo com guaraná entre os joelhos e me divertia horrores com aquele humor simples, ingênuo e mesmo sem palavras... 3D, high definition, animação digital??? Não, nada disso... Tom &amp;amp; Jerry é melhor do que todos&lt;br /&gt;os outros desenhos sem precisar de modernice alguma e, como já disse, sem falar nada, mas dizendo muito...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-&lt;em&gt; música do post: "superfantástico", A turma do balão mágico&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-4306751842656835890?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/4306751842656835890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=4306751842656835890' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4306751842656835890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4306751842656835890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/distrao-de-infncia.html' title='distração d infância'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/R4e2oiK6zwI/AAAAAAAAABo/W5QmqnLrckE/s72-c/Cavaleiros_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-4095689157277417537</id><published>2008-01-10T19:56:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:37:03.001-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etta James'/><title type='text'>por 1 triz</title><content type='html'>...não, eu não abandonei o blog. É que essa semana foi - e &lt;em&gt;está sendo&lt;/em&gt; - tão, mas tão difícil pra mim que... que não tive ânimo nem coragem pra escrever. Aliás, pra fazer qualquer coisa que fosse. Recebi a pior notícia do mundo. Meu coração, minha alma, meu corpo inteiro está em frangalhos, e justamente num mês (e num ano...) em que achei que as coisas afinal mudariam de vez pra mim. De fato mudaram - só que pra pior, bem pior, ruim até não poder mais. O que você faria se soubesse que a sua vida está por um triz? O que faria se, de uma hora pra outra (pra ser mais exato, 24 horas), tudo mudasse pra você, te obrigando a encarar tudo de maneira diferente, como se fosse pela última vez? Como você reagiria se se desse conta de que até as coisas mais banais, mais comuns do cotidiano, agora são risco pra sua saúde, pra sua vida? e que isso é pra sempre. Ou melhor, pra sempre não, mas até o dia em que morrer... Tudo bem, ninguém aqui é ingênuo, todo mundo vai mesmo morrer um dia ou outro. Porém, ao saber que esse "fim" está logo ali, ao dobrar a esquina, prestes a dar de cara com você, a coisa toda se torna muito mais apavorante. Eu tô apavorado. Reli o último post que coloquei aqui. Antes de tudo acontecer. Ainda não acredito como tudo pode ter mudado assim tão de repente, tão sem avisos, alarmes, sinais. Há um mal por dentro de mim que, mesmo quando eu ainda tinha esperanças, desejos e objetivos, já me corroía. Descobri que eu mesmo sou meu veneno - o que fazer, então, quanto a isso? Não dá pra mudar, não dá pra correr... me lembrei daquele troço idiota que todo mundo diz, incrustado como sujeira grossa no nosso inconsciente coletivo: "se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come". A diferença é que mesmo o óbvio no meu caso tanto faz - o bicho está dentro de mim, o bicho sou eu mesmo. Sim, tive vontade de acabar com tudo, isso já me passou pela cabeça. Mas há uma nesga, um rastro ínfimo e louco de teimosia que não me deixa fazer isso, que me grita pra lutar mesmo contra todos os prognósticos (e diagnósticos também) nada favoráveis, que me diz pra aproveitar a vida a cada dia em seu máximo, como se cada um dos segundos que passam fosse na verdade o último. Enquanto essa força - menos e menos forte, reconheço - resistir dentro de mim, lutando contra o monstro que me consome, juro que lutarei. Pelo menos não espero nada de pior nesse ano - ou nessa vida, eu que agora me forço a acreditar que aqui ainda não é o fim, e que nem tudo está perdido. Até quando agüentarei? Não faço a mínima idéia. Amanhã, daqui a uma semana, duas, um mês, alguns outros - hoje mesmo. Não sei. E a maior ironia disso tudo é que sempre tive medo de envelhecer, sempre disse que queria morrer jovem. Pronto, está feito. Alguma fada cruel ou um duende maluco deve ter escutado o meu "desejo" e o realizou. Ao acordar do meu último pesadelo, nunca poderia imaginar que a realidade seria ainda pior e mais sombria. Agora já não durmo mais. Vivo com dor, agonia e desespero. O ano mal começou e a minha vida... mas a minha vida já terminou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "stormy weather", Etta James&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-4095689157277417537?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/4095689157277417537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=4095689157277417537' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4095689157277417537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/4095689157277417537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/por-1-triz.html' title='por 1 triz'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2626132878334500342</id><published>2008-01-06T00:59:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:36:18.960-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Bethânia'/><title type='text'>a 1 outra voz</title><content type='html'>...cedo a minha palavra hoje a outras palavras, de outras vozes, que se misturam à polifonia que ouço nesse despontar do ano que se inicia vagoroso, pesadão, ainda meio de ressaca do último 31. O champanhe já acabou, mas a mensagem fica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Poema do Menino Jesus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;menino, a correr e a rolar-se pela erva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ouvir-se de longe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele tinha fugido do céu. Era nosso demais pra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fingir-se de Segunda pessoa da Trindade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dia que Deus estava dormindo e o Espírito Santo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;roubou três.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na cruz que há no céu e serve de modelo às outras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;raio que apanhou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bonita, de riso natural.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e foge a chorar e a gritar dos cães.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;degrau da porta de casa. Graves, como convém a um Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair no chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;falar das guerras e dos comércios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;materno até Ele estar nu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sorrindo para os meus sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu brincar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...esse texto é uma livre adaptação de Maria Bethânia do poema de Alberto Caeiro, um dos "outros" de Fernando Pessoa. Está no seu show &lt;em&gt;Maricotinha&lt;/em&gt;, em que é belissimamente recitado pela voz ao mesmo tempo grave e suave, feérica e sensual, misteriosa e clara, dessa minha baiana das baianas, divino timbre que me ilumina. Optei por essa versão (e não pelo texto original) primeiro pelo tamanho, e segundo por achar que o poema pessoano é ácido, corrosivo e rascante demais para a ocasião. Eu que hoje tô me sentindo molinho, levinho e sensível como uma pluma ao sabor dos ventos... Sinal dos tempos? dos novos tempos, quem sabe. Brinca hoje com meus sonhos, Menino Jesus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "dona do dom", Maria Bethânia&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2626132878334500342?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2626132878334500342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2626132878334500342' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2626132878334500342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2626132878334500342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/1-outra-voz.html' title='a 1 outra voz'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-6259714989329444089</id><published>2008-01-04T20:30:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:35:23.383-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Norah Jones'/><title type='text'>eu vejo o futuro repetir o passado...</title><content type='html'>...tinha pensado em escrever sobre outra coisa hoje. Não, nem vale a pena dizer o que era... Mas aí comecei a reler os posts que já pus aqui e notei algo espantoso: 99,9% deles são hiper pessimistas, desolados, depressivos, melancólicos, etc e tal (e, considerando-se ser esse o 10º post, vejam a que conclusão bombástica cheguei). Não, também não quero dizer com isso que vou me suicidar ou qualquer outra coisa melodramática do gênero. Deixo essas soluções e peripécias escandalosas para as vilãs das novelas mexicanas que passam à tarde no SBT - as quais invariavelmente acompanho por uma simples falta do que fazer (e também pra rir um tanto né...). Bom, sei que tô sendo prolixo, mas a coisa toda é que não sei bem o que fazer. Parece que todo dia é o mesmo dia, e que até o que eu escrevo é idêntico ao que escrevi no dia anterior. Talvez isso seja mesmo verdade... porém não quero mais! Como sou péssimo pra me organizar por listas, pedi a um amigo meu que fizesse isso por mim. Eis o resultado: três semanas cheias de compromissos, de lugares a ir, de pessoas a visitar, de boates, festas e diversão. Tudo bem que o "cheias" foi mais um recurso hiperbólico do que reflexo da realidade. Não me importa. Li um comentário ("um" não, "o", pois é o único, por sinal...) do meu post anterior em que disseram algo como ser bom não assistirmos ao final dos filmes, e que o melhor é imaginar um nós mesmos, assim como para as nossas vidas. Nunca parei pra pensar nisso, mas não é que concordo? é, é verdade. Talvez eu esteja tão atado a uma realidade absurda - e à qual eu próprio me acorrentei - que esqueci de inventar um pouco, de sonhar, de apenas imaginar. E digo "apenas" não por ser algo menor, e sim por ser mais simples, mais &lt;em&gt;light&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;diet&lt;/em&gt;, leve... Entupi os meus dias com o colesterol do tédio justamente porque (voluntariamente?) me esqueci de que por mais que nos cobrem (e às vezes nós muito mais que os outros...), é possível dar um tempo, dar uma ou duas boas gargalhadas por dia, pegar um cineminha - mesmo sozinho, não faz mal -, andar sem rumo por Botafogo, pela orla ou até pelo centro da cidade, olhando o mundo, observando a vida que pulsa fora de mim - de nós mesmos. Não me custa nada, não NOS custa nada. A não ser talvez um pouquinhozinho de força de vontade (e também um tiquinho de coragem). Pra quê? pra dar a cara a tapas, pra parar de resmungar por algum tempo (porque até isso às vezes é importante), choramingar à toa e não reclamar de um futuro que repisa, repete e regurgita o passado. Quem sabe há mesmo um pote de ouro no final do arco-íris... Eu quero acreditar nisso. Você não?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "somewhere over the rainbow/what a wonderful world", Norah Jones&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-6259714989329444089?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/6259714989329444089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=6259714989329444089' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6259714989329444089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6259714989329444089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/eu-vejo-o-futuro-repetir-o-passado.html' title='eu vejo o futuro repetir o passado...'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-8707284201192941296</id><published>2008-01-03T21:46:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:34:47.289-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cazuza'/><title type='text'>trechos, fragmentos e afins</title><content type='html'>...percebi de repente. Na verdade ontem (ou hoje, melhor dizendo) de madrugada, em meio ao meu inferno astral de insônias repetidas e repetitivas: há milênios não assisto a um filme por completo. Sempre que saio da internet tomo um banho e me deito, e sempre há algum filme numa dessas sessões notívagas feitas sob medida pra indivíduos iguais a mim. Não sei se estava mais desperto ontem-hoje ou se apenas foi o meu corpo, exaurido pela rotina insípida, que extenuado fez soar o alerta. Acordado pela vermelha sirene que passou a soar no por-dentro de mim, reparei que eu mesmo tinha razão a meu respeito: tenho passado a minha vida assim, simplesmente como um espectador insone de madrugadas frias e que pega somente trechos, um fragmento ou outro, do colorido fantasmagórico da tv de filmes antigos, a rebarba do lixo cultural que importamos/adoramos (muitas vezes - e não me excluo do time, sem nos darmos conta). E é engraçado isso, ao passo que também deprimente, pois nunca chegaria à tal conclusão se não estivesse eu, em plena madrugada, assistindo a mais um filme qualquer (se não me engano era "Duro de matar" - o primeiro!!! - lembram-se?) com os cabelos molhados umedecendo a fronha. Me dei conta de que ultimamente tenho deixado arestas pelo caminho, rastros do que podia fazer e não fiz, restos de inícios bons mas que nos quais não investi, trajetos que comecei e não concluí. Enfim, acabo sempre dormindo no ponto - e perdendo o final do filme. E por quê? talvez porque intimamente, lá no fundo do meu serzinho, eu tenha medo... e de quê? ora, sei lá... assumir as responsabilidades. Não dos meus atos, pois que sempre sou o primeiro a me acusar, e sim da minha própria vida. Assumir as responsabilidades dessa recém-adquirida "adultidade" que me chegou assim tão de supetão e rascante; tomar as rédeas do que vou fazer (aliás, do que de fato &lt;em&gt;preciso&lt;/em&gt; fazer) pra que num futuro próximo eu não me sinta como um completo inútil que se apropria do controle remoto alheio. Tudo bem, a aproximação foi esdrúxula e ridícula, porém como minha maior companheira das madrus tem sido a tv... Não que seja só isso: navegando ontem por aí, encontrei outras pessoas e seus blogs. Pessoas inteligentes e blogs realmente super interessantes. Foi muito bom saber que não tô sozinho nessa mania esquisita de ficar diante da tela do computador revelando verdades (?) sobre nós mesmos. Eu que já tava me achando louco... Idéia de última hora: quem sabe não seja melhor tirar logo as pilhas do controle remoto, desconectar a tomada da tv e arranjar companhias menos virtuais, ou seja, algo como novos amigos?... É, parece uma boa idéia. Pelo menos na teoria e afins...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "ideologia", Cazuza&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-8707284201192941296?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/8707284201192941296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=8707284201192941296' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8707284201192941296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8707284201192941296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/trechos-fragmentos-e-afins.html' title='trechos, fragmentos e afins'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7432441300100077413</id><published>2008-01-02T18:31:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:33:54.372-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barbra Streisand'/><title type='text'>tlz, quem sab 1 dia, pod ser...</title><content type='html'>...sei lá, hoje acordei com um bom humor que não me é habitual. Dei bom dia a todos, respirei o ar da manhã e até mesmo arrisquei um sorriso. Esperança? Não sei (mas não dizem que ela é a última que morre?). Pois então....... Enfim, algo besta me cochichava ao pé do ouvido direito que alguma coisa boa aconteceria pra mim hoje - e olha que nem tinha lido o horóscopo do dia (é, eu leio o horóscopo...). Odeio mistérios, até porque sou curioso demais e sei como isso pode ser irritantemente chato e pavoroso. Bom, nem adianta continuar enrolando: a tarde tá passando sem novidade alguma. Minha vidinha é a mesma de sempre - até as surpresas parecem se repetir: encontrei um cd que não ouvia há muito tempo jogado no final de uma prateleira; assisti a um documentário que nem lembrava mais existir na fita de vídeo e voltei a ler um dos meus livros favoritos. Pois é, não encontrei o grande amor da minha existência nesse planeta e com quem passarei o restante dos meus dias, não ganhei na megasena acumulada, não encontrei nenhum velho amigo que não via há séculos, não comi nenhuma fatia de abacaxi maduro gelado (coisa que adoro!!!)... Ou seja, nada de especial me aconteceu hoje. Até agora, penso eu, e me estranho por isso. Estou gostando dessa sensação de esperar por algo que pode ser que nem venha, que talvez nem exista. Maluquice? O amor é só uma ilusão - que a gente mesmo inventa... Doce, é verdade, mas apenas ilusão. Por que falo disso agora? Porque acho que, aos poucos, tenho começado a aprender a ficar sozinho, a viver comigo mesmo. Não que queira isso "pra sempre". Não, não é nada disso. Ainda penso em encontrar - ou achar, vai que já é meu e não sei... - &lt;em&gt;the one&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;the one and only&lt;/em&gt;, essas coisas&lt;em&gt;...&lt;/em&gt; Só não me preocupo mais tanto com isso. E se essa esperança que eu sinto hoje não for exatamente uma "esperança", e sim um broto, uma pequena semente do que chamamos amadurecimento? Talvez. Quem sabe um dia isso seja verdade... Pode ser que eu cada vez mais esteja me aproximando de mim mesmo. Pra quê? Não sei. Espero descobrir antes que essa semente não vingue, que o clima de repente mude e lance sobre mim suas tormentas. O caminho está aí pra ser trilhado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "what are you doing the rest of your life?", Barbra Streisand&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7432441300100077413?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7432441300100077413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7432441300100077413' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7432441300100077413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7432441300100077413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/tlz-quem-sab-1-dia-pod-ser.html' title='tlz, quem sab 1 dia, pod ser...'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-1461139814111012465</id><published>2008-01-01T20:58:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:33:10.970-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João e Bebel Gilberto'/><title type='text'>dpois do champanhe, o q +?</title><content type='html'>...leda ilusão, era algo que alguém próximo a mim costumava dizer sempre que algo não saía como o previsto. Besteira a minha pensar que o último dia do ano passado traria algo de "novo" pra mim (não, não tô tentando fazer nenhum trocadilho infame...), é que apenas não arranjei nada de bom, de positivo, de esperançoso, que seja, pra escrever nesse primeiro dia de 2008 que já se vai indo - e sem deixar saudade alguma...Tudo ocorreu exatamente invertido; parece que o mundo - ou pelo menos aquele em que eu estava... - resolveu ficar de pernas pro ar só pra me deixar furioso. Mal consegui chegar à praia, de tão lotado estava o metrô e, chegando lá, perdi o contato com todos os que haviam combinado passar a virada comigo. Sozinho (mais uma vez), pensei em adentrar o novo ano assim como terminava o outro. Mas eis que me surpreendo. Ou melhor, esbarro mesmo: (n)ele. Há quanto tempo não o via; na verdade, desde que havíamos terminado não tinha notícias nem de seu paradeiro. Coincidências à parte, ele estava passando pelo mesmo problema que eu - os dois abandonados e mal pagos em plena noite do dia 31, numa Copacabana repleta de calor e almas perdidas. Revivemos antigas lembranças, noites outras naquelas mesmas areias, falamos de nossas vidas, de como estamos (ou não...) nos arranjando por aí afora e rimos pela incrível armação do destino em cruzar novamente os nossos caminhos. Devia ser por alguma razão. Bom, se foi somente pra rompermos esse dia 1º tudo bem, foi ótimo... Tomamos banho de champanhe alheia, bebemos a nossa (cada um trocando a própria garrafa com o outro, ao que dividíamos os mesmos gargalos) e, quem diria!, com direito a beijo justamente à meia-noite e juras de um encontro próximo. Talvez tenha sido um recomeço para ambos, quem sabe uma nova chance, uma outra zero hora... Porém a animação vai se esvaindo. O dia continua, é noite outra vez e o telefone não toca. Tô acostumado, tá tudo bem, nunca esperei que se cumprissem essas tais promessas de fim de ano, eu que nunca acreditei nisso mesmo. O tal caminho talvez fosse apenas um atalho. Olhando pras mesmas estrelas de ontem, hoje e sempre, pergunto-me: depois daquele champanhe, o que mais? O gosto permanece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "chega de saudade", João e Bebel Gilberto&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-1461139814111012465?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/1461139814111012465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=1461139814111012465' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1461139814111012465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/1461139814111012465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2008/01/dpois-do-champanhe-o-q.html' title='dpois do champanhe, o q +?'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-8227470527826186919</id><published>2007-12-31T14:45:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:32:25.007-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jamie Cullum'/><title type='text'>sáb à noit (td mundo espera alguma coisa...)</title><content type='html'>...cansado de ficar em casa sozinho, resolvi procurar o meu caminho sábado à noite. Acabei parando não num dos melhores lugares, não com as melhores opções da minha vida e muito menos com o melhor dos ânimos. Mas fui pra me divertir - e isso consegui, dependendo da definição de cada um acerca do termo "diversão". Bom, pelo menos na minha concepção, diria que foi "divertido". Depois de algumas doses, vi. Nem sei se já estava olhando pra mim antes; nesses lugares a gente nunca sabe se estão realmente olhando pra gente. Estava. E eu o vi. Um verdadeiro príncipe de olhos verdes montado num unicórnio branco de chifre tão brilhante que parecia mesmo um diamante. Algumas doses a mais, resolvi tomar a iniciativa. Logo eu, que prefiro seguir os meus caminhos sozinho. O príncipe bafejou algumas coisas em minha orelha esquerda. Seu hálito não era de alecrim ou alfazema. Na verdade julgo que já tinha tomado ainda mais doses que eu. A música recomeçou frenética; as luzes espocavam novas formas, cores e suores refletidos num átimo. Por alguns poucos segundos pensei ter chegado ao paraíso. Clichê ou não (não me importa) estava era no inferno. Quando me dei conta o lindo unicórnio havia sumido. Em seu lugar havia um dragão horrível. De suas ventas, grandes labaredas incandescentes saíam, chamuscando a minha roupa. O príncipe de antes transformou-se em lembrança distante: diante de mim estava uma figura completamente diversa - e terrível. Um bruxo. Era um bruxo que estava diante de mim. Espantei-me, quis correr, fugir para o mais longe que pudesse. Tarde demais, já havia lançado o seu feitiço em mim (não sei se antes ou depois da maçã que mordi...). Às suas ordens, levou-me até sua masmorra, onde fizemos tudo o que quis fazer. Eu, enfeitiçado pelo bruxo, não tive muita escolha. Levamos algumas horas nisso, atos de lúxuria explícita e indescritível, até que o efeito da poção maligna passasse. Com o néctar do mago escorrendo pelo canto esquerdo da minha boca, me dei conta - finalmente - de que nada daquilo era mágico: estava apenas numa boate fétida, bebido talvez um pouco além da conta e transado com um desconhecido que não tinha nada de mal ou de bem - era apenas humano e queria se divertir (tanto quanto eu), no banco de trás de um carro que fedia à cerveja barata do lugar. No final das contas, acho que somos todos sapos. Um amigo meu uma vez me disse: "se você conseguir contar quantas vezes transou durante o ano, aí sim tem alguma coisa errada contigo". Bom, como eu não consegui (e, acreditem ou não, eu tentei), talvez as coisas não estejam assim tão ruins pra mim. Ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...hoje é o último dia do ano e eu escrevo sob o efeito desse último fim de semana. Aliás, não sei se sob o efeito do fim de semana ou pelo fato de ter sido o último. Sempre fico pior em situações assim, de "término". Acho muito difícil ser apenas coincidência. Mas não me arrependo de nada do que faço. Uma boa lição para 2008. O que espero mudar? 1000000 de coisas. Tô dolorido e preguiçoso demais pra vislumbrar quaisquer resoluções. Enfim, feliz ano novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "next year, baby", Jamie Cullum&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-8227470527826186919?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/8227470527826186919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=8227470527826186919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8227470527826186919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/8227470527826186919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2007/12/sb-noit-td-mundo-espera-alguma-coisa.html' title='sáb à noit (td mundo espera alguma coisa...)'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-7457853021680531011</id><published>2007-12-29T16:00:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:31:40.456-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Bethânia'/><title type='text'>o poder de ficar, mar e Bethânia</title><content type='html'>...fiquei impressionado com a exposição LUSA - A Matriz Portuguesa, até 10 de fevereiro no CCBB do Rio de Janeiro. Tudo bem, num dia como o de hoje, de um calor insuportável, é mesmo impressionante inclusive o fato de ir ao centro da cidade borbulhante para assistir a qualquer coisa. Enfim, como não sou lá muito fã de curtir praia, fui... e me surpreendi positivamente. É incrível como nos damos conta da sede do homem por deixar marcas, vestígios, símbolos que sejam de sua estada no mundo. Desde a pré-história da península ibérica (num período beeem anterior à formação do nosso já conhecido Portugal, mas já posterior ao apogeu da cultura clássica helênica), há várias demonstrações de ritos e de simbologias próprias dos povos que nos antecederam. Além disso, as várias outras salas que abrigam as inúmeras peças da exposição nos contam, em detalhes de espantar pela riqueza, toda a história de formação de Portugal - há inclusive uma espada belíssima que é atribuída a Nun'Álvares Pereira!!! Desculpem-me o entusiasmo, mas sou fascinado por história - e especialmente a portuguesa. Bom, não vou contar tudo aqui, porém vale muitíssimo a pena dar um chegada lá no CCBB pra conferir tudo de pertinho. Há uma sala só sobre os descobrimentos, outra sobre a formação da língua portuguesa e até mesmo uma terceira que foi transformada em uma espécie de "cineminha", em cujo telão passa um curta super interessante com os curadores da exposição falando sobre o fascínio dos portugueses pelo mar e seu desejo de expansão - uma vez que Portugal era tido, para o mundo ocdental da época, como a finisterra. É realmente um exemplo do poder de ficar, de permanecer, de inserir-se continuamente na posteridade, mesmo que isso representasse, muitas vezes, impor-se de maneira violenta (vide a linda e inteligentíssima sala sobre os judeus)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e falando em mar: hiper legal a entrevista com Maria Bethânia que saiu no caderno "Ela" do jornal "O Globo" de hoje. Depois de todos os percalços por que passou esse ano, essa minha baiana querida e amada esbanja simpatia e o sorriso habitual numa foto de página inteira que é pra recortar e fazer um poster. Apaixonada pelo mar e por Sophia de Mello Breyner (assim como eu...), Bethânia me deixa - vejam só que maravilha! - a seguinte lição de vida: "Dentro de mim tem a calma de quem sabe que dentro do mar tem um rio. E isso simplifica tudo, porque nos faz compreender que tudo é fonte onde se pode beber". Depois disso vou dizer o quê? Então me calo. Espero somente que eu não naufrague nesse mar, e nem que me afogue nesse rio. Eu que, diferentemente de Bethânia, ainda não aprendi a nadar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "o marujo português", Maria Bethânia&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-7457853021680531011?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/7457853021680531011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=7457853021680531011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7457853021680531011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/7457853021680531011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2007/12/o-poder-de-ficar-mar-e-bethnia.html' title='o poder de ficar, mar e Bethânia'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-6334485593091872805</id><published>2007-12-27T21:39:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:30:51.599-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cássia Eller'/><title type='text'>+ / -</title><content type='html'>...levo uma vida razoavelmente tranqüila, tinha um emprego razoavelmente interessante, gosto razoavelmente do que estudo, há alguém por que razoavelmente me interesso e por aí vai mais uma centena de coisas, talvez milhares... então por que diabos não me sinto nem razoavelmente satisfeito??? Talvez a culpa seja minha; ou talvez seja do razoavelmente. Sei lá, eu queria ser plenamente feliz, sofrer por uma paixão arrebatadora, trabalhar com algo que eu achasse super interessante e super importante e super tudo pra mim, adorar, amar o que me dedico a estudar por tanto tempo... mas nunca me senti assim... mais uma vez devo ter tomado as decisões erradas e ido por caminhos meio tortos que me levaram a isso (engraçado, me disseram ou eu li uma vez que o da direita era o certo... se bem que já fui pelo da esquerda e olha onde estou...). Vai ver não há caminhos certos nem errados. Vai ver cada um é que tem de, sozinho, construir ou mesmo apenas abrir um espaço só pra si no meio de tantos outros. Só que eu não tenho toda essa coragem, toda essa força de vontade para eu próprio parir um mundo só meu, que tivesse a minha cara - e onde eu me sentisse completamente à vontade. Pra quê? pra poder ser eu-mesmo eu acho, e afinal. Estou meio cansado de ir por onde sempre se vai, por onde os outros me indicam. Eu sei, não quero cuspir no prato que como, se alguns bem-intencionados me dão conselhos é porque sabem de algo, é porque já passaram por determinadas coisas das quais querem me proteger. Mas esse mundo é o deles, não o meu; as experiências também; as lições, ibidem... e onde é que eu fico? para onde vou? Isso apenas eu deveria saber responder. Não sei, e sinto-me culpado por isso. E cada vez mais cansado de seguir assim mesmo, sozinho, sem rumo, sem quê nem pra quê por aí. Talvez esteja à espera de algo ou alguém que me faça entender que o caminho não importa, e sim as pegadas que deixamos no chão, com os nossos próprios pés - quem sabe se entrelaçados - de carne e ossos, de objetivos a realizar, para além do céu azul que se descortina lá longe. Enfim, estou à espera de um "verdadeiro" milagre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "o segundo sol", Cássia Eller&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-6334485593091872805?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/6334485593091872805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=6334485593091872805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6334485593091872805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6334485593091872805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2007/12/blog-post.html' title='+ / -'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-3829623013144598</id><published>2007-12-26T20:53:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:30:04.244-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cássia Eller'/><title type='text'>D volta pra ksa</title><content type='html'>...é, passou rápido. No entanto, tudo o que eu esperava encontrar por onde fui e também com meu regresso foi só ilusão mesmo. Nada mudou - acho que nada muda. Nunca. Depois que arrumei as minhas coisas, tomei um banho e me deitei *puf!* parece que nunca havia saído dali. Já percebi que não adianta procurar em parte alguma se esse buraco infinito está dentro de mim mesmo. E não se preenche com o que quer que seja. Já tentei de um quase tudo, mas acabo sempre restando sozinho entrando em blogs alheios ou postando essas depressões tardias por aqui. Tudo bem, ninguém lê mesmo... É, isso sim é estar de volta. Mas sei lá... tem alguma coisa errada, alguma coisa aqui que eu não reconheço. Será que algo mudou de lugar? Será que algo se transformou e eu não vi? Difícil, eu que sou tão neurótico e detalhista e perfeccionista. Talvez algo tenha apenas se quebrado, apenas se destruído. É muito mais fácil não perceber quando algo se esvai, quando algo se destrói (e sei disso por experiência própria...). Ai ai... lar, doce lar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;música do post: "por enquanto", Cássia Eller&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-3829623013144598?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/3829623013144598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=3829623013144598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3829623013144598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/3829623013144598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2007/12/d-volta-pra-ksa.html' title='D volta pra ksa'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-2264942950030405120</id><published>2007-12-22T10:54:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:26:47.945-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grégory Lemarchal'/><title type='text'>viagens</title><content type='html'>...arrumando as malas para mais uma viagem, penso em como isso reflete a nossa mania (ou afã, vai se saber...) de buscar, de procurar algo que, para além de nós mesmos, deveria nos satisfazer. Deveria, eu disse, porque nunca satisfaz. Nem a mim, e acho que nem a ninguém. Viajamos para encontrar outras pessoas, conhecer novos lugares, viver novas experiências; enfim, viajamos para fugir do nosso próprio tédio, da monotonia que consome as nossas existências. Não que isso seja errado. Muito pelo contrário. Não era do tipo pessimista, porém cada vez mais acredito que a taça na verdade está meio vazia. Por isso aproveitemos a vida, sem medo, neuras ou qualquer outra coisa que nos atrapalhe a fruição plena de nossos prazeres, pois o tempo é curto, e mais e mais sombrio. Digo isso porque hoje um ser muitíssimo querido para mim partiu numa viagem sem retorno, e não sei o que poderá aproveitar "do lado de lá" (se é que tal "lado" existe realmente...). Tenho medo, muito medo de que quando chegue também a mim a hora de minha última viagem, não tenha encontrado nem metade das pessoas que poderia ter encontrado, conhecido os novos lugares que poderia ter conhecido e vivido todas as experiências que me eram possíveis de ser vividas. Não quero - e creio que ninguém quer - que as suas vidas tenham passado em branco, que se percam todos os seus rastros, que a busca tenha sido em vão... Por isso esse post é dedicado ao meu ser querido que me deixou só no meio dessa trajetória que chamamos vida. Não deixarei que se apaguem as suas pegadas, até quando chegar o momento de se apagarem as minhas. Parto agora, mas a minha viagem terá volta. Por enquanto. Eu espero...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- música do post: "SOS d'un terrien en detresse", Grégory Lemarchal&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-2264942950030405120?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/2264942950030405120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=2264942950030405120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2264942950030405120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/2264942950030405120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2007/12/viagens.html' title='viagens'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626525555673625341.post-6493746530107754418</id><published>2007-12-21T00:28:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:20:17.425-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º post'/><title type='text'>1º post (se eh q alg vai ler...)</title><content type='html'>...sempre que me dou conta de que faço algo pela primeira vez me dá um medo inexplicável, como se eu perdesse momentaneamente o controle de mim. Ao mesmo tempo, me dá também uma vontade louca de arriscar - experimentar me faz perder um pouco o senso das coisas. E não sei se isso me incomoda suficientemente para simplesmente fugir, daí que freqüentemente pulo de cabeça nas coisas (e quebro a cara na maioria das vezes...). Não sei se é esse um caso de também me arrebentar, mas mergulho de cabeça nesse mundo que não entendo. Na verdade não entendo o meu próprio mundo. Quem sabe o que acontecerá dessa vez? Não me importo mais; já acostumei a me sarar de feridas antigas (ou pelo menos a suportar essa dor). Não pela primeira, muito menos pela última vez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626525555673625341-6493746530107754418?l=entranhasdealex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/feeds/6493746530107754418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626525555673625341&amp;postID=6493746530107754418' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6493746530107754418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626525555673625341/posts/default/6493746530107754418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entranhasdealex.blogspot.com/2007/12/1-post-se-eh-q-alg-vai-ler.html' title='1º post (se eh q alg vai ler...)'/><author><name>alex e!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06640617213827185658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_eaWcuskbYbg/TQgJm0kFrbI/AAAAAAAAAQI/Fe0J2CSf0RI/S220/olhar_eu1.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
