5.2.08

estranho início p 1 novo começo

...fevereiro não é apenas o mês do meu aniversário, um evento muitíssimo importante, claro. Há, por exemplo, uma certa festinha que também tem lá o seu destaque e que comumente chamamos de "carnaval". Além disso, a segunda folhinha do calendário concentra o estranhíssimo fenômeno do "estica-e-puxa" que o acomete nos anos bissextos (falando nisso, esse ano é um deles), sem contar que é o único dos meses em que a gente não pode usar aquela velha técnica de contar nos dedinhos pra saber se tem 30 ou 31 dias. Ou seja, fevereiro é o mês do "entre", do "quase": é quase o início do ano, mas fica entre janeiro (o mês das eternas promessas...) e de fato o começo "dos trabalhos" em março (pelo menos aqui no Brasil né); é quase um mês de festa, mas fica entre o Natal e a Páscoa, 2 datas religiosas (?) - ou seja, uma espécie de "compensação" momesca...; é quase um mês de capricórnio (um signo que tem lá suas características interessantes...), mas fica entre aquário e peixes (uma combinação que, por experiência própria, é catastrófica - apesar da aparente combinação de habitats). Enfim, eu poderia ficar aqui listando diversas combinações de coisas que fazem desses 28 (ou melhor, 29...) dias do ano um período um tanto quanto esdrúxulo pra começar o que quer que seja. Certo? não, errado! Por mais neurótico que eu seja, será que vale a pena mesmo me ater a esse tipo de superstição - que, a bem da verdade, nem chega a ser uma "superstição" de fato (afinal de contas eu não sou adepto de trevo de 4 folhas, pé de coelho ou qualquer outra coisa do gênero) - e atrasar a minha vida em uns 25 dias só pra depois não ter a desculpa de dizer "tá vendo, eu sabia mesmo que não ia dar em nada, não esperei o momento certo" quando - e se - algo não saísse como o planejado? Outra coisa que me veio agora à cabeça: por que diabos será que todo dito amuleto da "sorte" é ecológica ou politicamente incorreto (ou ambos???) - ponto a se ponderar... Mas voltando ao assunto: talvez seja melhor abandonar esse trauma de aquariano (ô fevereiro...) de planejar e arquitetar tudo e viver um pouco mais ao sabor da maré. Tudo bem, eu tenho um certo medinho de mar, mas é pra isso que existem os nossos salva-vidas né. Às vezes é preciso mesmo arriscar, e cada vez mais eu percebo a importância e a necessidade disso. Nada de deixar pra amanhã o que você pode fazer hoje, me lembra a vovozinha. A surpresa, o imprevisto, o impulso podem sim nos trazer ótimos resultados. Uma vez vi algo do Jorge Vercilo (que se não me engano era um extra do dvd do seu show - que por sinal é ótimo...) em que fazia uma analogia interessante com o futebol (aliás um esporte que eu não suporto mas que inexplicavelmente é paixão nacional), dizendo mais ou menos o seguinte: quando tô jogando uma partida de futebol e recebo uma bola nos pés tendo tempo suficiente pra pensar no que fazer, invarialvelmente acabo errando o chute; já quando a bola vem e num lampejo eu simplesmente a chuto por instinto, as chances de fazer um gol são bem maiores. Incrivelmente foi a lição que eu tirei disso... muitas vezes não nos basta ser racionais e controlados pra conquistar aquilo (ou aquele, ou aquela, vai saber...) que desejamos, e sim dar ouvidos ao nosso muito renegado 6º sentido - que pra mim não é mais apenas nome de filme chato ou "coisa de mulher". É "coisa" de todos nós, e com o que deveríamos aprender a lidar o mais cedo possível. Já perdi muitas coisas e pessoas na minha vida por um excesso de cuidado, por um transbordamento de esquemas, por uma overdose de esboços. Chega!!! Que tal ser mais espontâneo e encarar os dias de maneira mais natural? Bom, eu mesmo já tirei o calendário da geladeira, pois já aprendi a contar e a saber de cor em que mês, ano, milênio e lua estamos. Todos nós sabemos, faz parte da nossa cultura (infelizmente...). Mas não é por isso que vou deixar de ser feliz. E também não é por isso que vou perder a esperança de começar de novo sim, sempre, mesmo achando estranho esse início acontecer em pleno carnaval. Ai, tempo tempo tempo tempo, se não for o da música de Caetano, vê se me deixa um pouco. Em paz...

- música do post: "aquele abraço", Gilberto Gil

3.2.08

d ond menos se espera

...tá legal, eu sei que hoje é domingo de carnaval. Massss, como eu não curto muito (na verdade, nem um pouco) esse tipo de folia, eu tô aqui sim - e postando -, talvez pras paredes. Enfim, tenho motivos de sobra pra isso. Por quê? porque finalmente apareceu algo (leia-se "alguém"...) que me fizesse ver realmente que ainda vale a pena investir em romances, encontros, suspiros e coisas do gênero. Juro que não tava procurando nada nem ninguém (pelo menos não agora). Tava tranqüilo e poderia dizer até satisfeito em minha recém adquirida solteirice... porém... ah, porém, sem avisos ou qualquer outra coisa, surgiu uma pessoa na minha vida. E de onde eu menos esperaria que algo desse tipo acontecesse. O início nem foi tão promissor assim. Os primeiros contatos foram meio estranhos, secos, lacônicos - coisa de que não gosto, pois, como acho que já deu pra perceber, sou um alguém que fala (e escreve) um pouquinhozinho além da conta né. Nos falamos ao telefone (fui eu quem ligou, e confesso que meio sem vontade...) e... me surpreendi tão positivamente que fiquei meio abobado e sem assunto. EU, sem assunto! É, não era algo muito normal até então - e percebi que havia um quê especial naquela pessoa, tão diferente se mostrou. Fomos sinceros e honestos um com o outro logo de cara. Nada de joguinhos; colocamos as cartas na mesa sem medo - e acredito que ninguém blefou (eu pelo menos não). Sei lá, ando vacinado ultimamente, não caio mais em armadilha mal-feita. Tenho sentido cheiro de encrenca há quilômetros de distância... Não senti esse cheiro, e sim um perfume gostoso de jasmim, bom presságio, friozinho na barriga. Masss, mesmo assim, não quis alimentar falsas expectativas. Afinal de contas, combinamos, vinha o carnaval por aí, época de se divertir sem se preocupar muito com o amanhã. E talvez seja justamente esse o meu problema com essa tal festa: odeio perder o controle das coisas, não saber as conseqüências do que fiz (ou pelo menos tentar adivinhá-las). Bom, deixei claro que não ia pular em blocos nem nada disso, apesar do convite me ter sido feito. Ficou a promessa de nos falarmos depois de tudo, quando a fênix, símbolo máximo dessa alegria desmedida que toma conta das pessoas em fevereiro, recolhesse as suas asas e retornasse ao pó da quarta-feira de cinzas para apenas retornar no ano seguinte. Vai acontecer? o telefone vai tocar? Até lá não sei, e vou ter de esperar. Não estaria tão ansioso não fosse a surpresa que viria com a noite daquele mesmo dia. Dessa vez o telefone tocou, e eu fui inocentemente atender. Reconheci a voz desde o "alô"... Não entendendo, perguntei o porquê daquilo. A resposta? Foi assim, com aspas e tudo (porque não quero relatar com minha própria voz uma coisa tão boa, seria fazer com que perdesse grande parte do efeito): "ah, é que eu tava no ônibus e passei em frente à tua rua. Lembrei de você e resolvi te ligar, só pra confirmar que vou te ligar depois". Esse tipo de coisa me conquista. Como eu digo, não tô mais em busca de grandes felicidades, e sim me satisfazer com esses pequenos momentos mais preciosos do que pérolas, que guardo no coração como as guarda uma concha. Por isso a minha certa ansiedade de agora, por isso a indecisão que me bate no peito. Mas também penso que é melhor assim do que aquele vazio de antes. Claro que não tô apaixonado nem nada, longe disso, é só que a luzinha verde da esperança se acendeu. Meio tímida e tals, mas tá acesa. E eu tô feliz, sim senhor! Espero que o reinado de momo não condene essa minha ótima surpresa à guilhotina. Mais um conselho da vovozinha: comece a olhar mais pro céu, pois nunca se sabe quando algo - ou melhor, alguém... - está prestes a cair nos seus braços. De onde menos se espera, um cavalo branco aparece (e que só não seja de Tróia, pelo amor de deus...)...

- música do post: "canta, canta, minha gente", Simone

1.2.08

kem eh esse aih, hein???

...mudanças fazem parte da nossa vida mesmo que não as queiramos (esse verbo existe?). Enfim, eu sempre tive um medinho delas, tipo aquele nervoso que dá quando a gente escuta o barulhinho do motor do dentista (que eu tenho certeza ter sido inventado só pra me irritar...) ou quando mordemos aquela fruta bem azedinha. Massssss, como eu venho dizendo nos últimos posts, mudança é algo tão inevitável quanto necessário. Faz bem pro corpo, pra alma e, por incrível que pareça, pros que estão ao nosso redor. Por quê? ah, simples: funciona mais ou menos como aquele "jogo do contente" da Pollyanna (vem cá, alguém leu ou ainda lê "Pollyanna"??? eu desenterro cada coisa...), em que basta se estar feliz pra contagiar os outros também, fazendo-os ver a graça que há nas coisas bobas da vida. Por exemplo, vocês já repararam na graça que tem um besouro andando todo desconjuntado; ou um tatuí desengonçado se enterrando na areia da praia; ou fechar os olhos e ficar prestando atenção no escurinho dentro da gente mesmo (sempre surgem umas luzinhas engraçadas...); ou em comer trakinas de chocolate separando o recheio das cascas; ou mesmo em comer chandelle devargazinho, só com a pontinha da colher, que é pra durar mais? Não, pois então tente, e você vai ver que ficar correndo atrás d'A Felicidade, assim grandona e assustadora, não tá com nada. A gente acaba perdendo o fôlego e nada feito - fica triste, deprimido e, como diz a vovozinha, "chorando pelas pitangas amassadas"... Bom, esse papo todo foi pra dizer que eu comecei a mudar sim, de fato, de direito e por dever também! Ontem mesmo já comprei umas roupinhas novas, passeei um pouco, troquei finalmente os piercings (e tô pensando seriamente em comprar outros) e comecei a planejar a arrumação do quarto - como todo aquariano, faço questão de planejar tudo, claro... Falta o cabelo, mas isso vou deixar pra depois da folia... Porém, o que mais me impressionou (mais até, poderia facilmente dizer que me assustou mesmo) foi o que fiz no meu rosto: eu tirei a minha barba! Assim pode parecer algo banal, coisa e tals, mas eu não via o meu queixo há meses e meses.... Imaginem o susto quando dei de cara com um desconhecido ao espelho! Tudo bem, eu admito - na verdade eu não tenho "barba", e sim apenas bigode e cavanhaque meio sacanas, mas mesmo assim já os estava usando há séculos, só aparava... Incrível, eu me desconheço, ainda não me acostumei comigo. Sou outro, outra pessoa... Um amigo me disse que fiquei uns 5 anos mais novo. É, pode ser que isso é que tenha me assustado, pois nem mesmo aquele povo chato que oferece cartão de crédito na rua me deu bola, e sequer a moça da farmácia me chamou de "senhor". Isso me lembrou aquele verso final de um dos poemas antológicos da Cecília Meireles (se bem que eu acho que ela só tem poemas antológicos): "Em que espelho ficou perdida a minha face?". Quer saber, nem eu quero saber onde ficou. Deixa pra lá, deixa quieto que tô adorando ser menininho de novo e descobrir que às vezes basta um prestobarba pra gente mudar de vez. Plástica? Botox? Colágeno? Nada disso: uns pêlos a menos e a vida fica assim de novo levinha, como num final de tarde balançando na rede de um lugar bem tranqüilo. O sol tá de volta...

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...gente, eu tô falando sério, assim vou ficar mal acostumado hein... (brincadeira...rs). A sempre gentilíssima Jaya, lá do seu "- Deixa eu brincar de ser feliz?" presenteou o inacreditável mundo de alex e! com mais um selinho lindo de viver. E, como já deu pra notar, esse é chiquérrimo, pois é em francês - não sei vocês, mas eu sempre achei francês chiquérrimo, e também dos idiomas mais sedutores do planeta. Bom, a amizade pode até ser virtual (como tá lá escrito no selo...), massssssss com certeza o carinho que tenho por ti, querida Jaya, é muito do real, viu! De verdade mesmo!!! Obrigado por mais essa homenagem...

(...o 1º blog chiquérrimo que indico a receber esse selinho en français é o "Pensamentos da poetisa", e é só vocês o visitarem pra me dar razão. Aninha, você é muito chique, menina...);

(...o outro blog a que dedico o selinho importado é o "Através do meu espelho", não só pelo bom gosto do template, da foto, etc e tals, mas também pela estréia muito chique. Vale a pena conferir...)

...bom, esse selo aqui tem de ser devidamente justificado... A Teresa, lá do seu "Caneta vazia", ganhou esse presente e disse, no mesmo post, que todos os blogs linkados por lá poderiam se sentir igualmente agraciados. Assim, como o mundo aqui tem o seu espaço no caneta e eu ando viciado nessa estória de selos (por culpa de vocês, mas reconheço que é um vício delicioso que agora terão de alimentar...rs), eu ME senti também como se tivesse sido indicado. Por isso eu ME digo que "esse blog é show de bola", assim como todos os que estão linkados por aqui, claro. E eu ME orgulho muito de tê-los conhecido (essa estória de "ME" me lembrou o "Cócegas", daí essa bobeira sem graça de ficar repetindo isso...rs)...

(...um blog que indico a receber esse selo super bacana é o "Jornal da Lua", pois sempre tem algo muito show de bola pra ler por lá. Também vale muito a pena conferir...);

(...o outro blog indicado é repeteco - vai pro "Através do meu espelho" de novo que, além de chique, é também muito show de bola e inteligente...)

- música do post: "tarde em Itapuã", Toquinho

30.1.08

shangri-(lá) eh aki

...às vezes temos a impressão de que tudo o que precisamos é ir pra bem longe. Bom, eu nem poderia me excluir desse time, pois até há bem pouco tempo lá estava eu fazendo planos loucos e mirabolantes de viajar, sair por aí, sumir uns tempos, ir... ir pra onde, cara-pálida? Não, nada de lugares comuns (com trocadilhos...), e sim algo exótico, com paisagens estonteantes e clima paradisíaco. Certo, eu já tava decidido. Massss e o dinheiro pra isso? Porque vamos combinar, um "passeio" assim deve custar no mínimo uma fortuna. E outra, que lugar seria esse? Eu sei lá... tome google na veia pra descobrir. Quase naufragando nesse mar de bits, bytes, kb, mb, etc, encontrei inúmeros oásis, todos com belíssimas praias, sol, muita sombra de palmeira e água (de coco) fresca. Infra-estrutura perfeita, acomodações de 1º mundo, os melhores drinques e as maiores frescuradas que se pode imaginar. Onde ficam? Ah, o Brasil é enorme, cheio de litoral e matas; espalham-se desde o Rio ao Amazonas - ou mais, vai saber. Sem exceção, atendem pelo "nome" (ou melhor, "gênero") de resorts. Curioso que sou, na hora me perguntei: mas o que diabos é um resort??? Estamos tão acostumados a certas coisas, incluindo-se aí essas nomenclaturas e expressões importadas, que nem nos damos conta do que realmente significam. Pois bem... segundo o meu +- Michaelis, resort é "um lugar muito freqüentado" (?); também pode ser uma "reunião" (??); ou um "recurso, refúgio" (???); ou mesmo, ainda, ser usado como verbo, em cuja acepção significa "ir, freqüentar, recorrer, valer-se de" (????). Não entendi nada. Talvez seja um problema do meu dicionário, que reconheço não ser lá essas coisas. Ou então - como fiquei pensando - os tais resorts podem até oferecer muito (claro, se você tiver a grana pra bancá-los...), porém me parecem redutos de gente muito estressada, meio de mal com a vida e que não têm imaginação suficiente pra criarem suas próprias fantasias; por isso compram uma (e olha que é beeem caro...). Enfim, a conclusão a que cheguei na verdade é bem simples - e óbvia: nós fugimos é de nós mesmos. Temos uma necessidade absurda de correr na direção contrária a do espelho. Dificilmente gostamos de nos encarar - e mais, de nos enfrentar, perceber o que tá errado com a gente mesmo e... Mudar!!! Tá bom, eu sei que isso tá parecendo papo furado de programa vespertino da rede tv!, bandeirantes, sbt ou qualquer outro desses canais que apostam nesse filão, massssssssssss... vamos combinar de novo: no fundo no fundo, eles até que têm alguma razão. Por que eu preciso me mudar "espacialmente" pra me sentir melhor comigo mesmo? Pra que ir pra algum desses paraísos artificiais pra me sentir falsamente outro durante 1 fim de semana apenas, sendo que depois tudo vai dar na mesma... Motivo: o problema tá é comigo, dentro de mim, dentro de nós... e isso, ah, isso nenhum resort resolve (em qualquer das suas acepções...). Em vez de me endividar até a última ponta dos meus cabelos cada vez mais brancos (e eu ainda tento disfarçar que, na verdade, estão mais loiros), por que não mudar o meu próprio ambiente - e, com isso, a mim mesmo? Começando pelo meu quarto. Não é necessário muito - um belo arranjo de flores em cima da estante, uma arrumada nos livros e cds, encontrando outras disposições pra eles (uns podem ficar em diagonal, os demais um em cima do outro, sei lá); tirar o pó da tv, mudar a cor das paredes, arrumar o armário, livrando-me daquelas tralhas que sempre me incomodaram; arranjar outro lugar pra cama (claro, respeitando os preceitos do feng shui) e outras coisinhas mais, detalhes. Quem sabe aproveitar pra comprar uma ou outra nova roupinha, combinando com esse também novo estado de espírito, dar uma garibada no cabelo, usar aqueles piercings que nunca mais usei (ou pensar em botar outros...)... Enfim, descobri que há uma série quase infinita de coisas que podemos fazer pra nos levantar o astral e construir o nosso próprio oásis de mais calma e tranqüilidade (ou agitação, se você for uma pessoa agitada...). Não é preciso gastar fortunas, e sim um pouquinho do nosso tempo; investir em ações da bolsa? nem pensar (depois até pode ser), mas antes de tudo, em 1º lugar, invista em você. Eu tô descobrindo aos poucos que o mítico paraíso de Shangri-la é aqui, ao meu redor, no meu próprio cantinho. Um bom jeito de terminar janeiro, o mês das promessas: prometa - e cumpra! - achar o seu próprio paraíso, porque ele tá por aí, perdido com você, pertinho de você. Se quiser, depois me conte: onde é Shangri-la pra ti?...

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...+ 1, pá rá rá, + 1!!!...


...daqui a pouco terei de reconhecer como uma nova ocupação o ramo da filatelia... Por quê? ah, porque o inacreditável mundo de alex e! ganhou mais um selo pra sua coleção! Dessa vez o presente foi do Jair Eduardo, lá do seu "Bem-vindo à casa". Ele diz que "nosso planeta é nossa casa" e, como mundo e planeta são meio que sinônimos, esse selinho veio mesmo a calhar... adorei mesmo!!! Muito obrigado, Jair (ou prefere Eduardo? ai, eu sempre quis ter nome composto... que inveja)... Saiba que nesse mundo (ou planeta) cê pode se sentir como se estivesse na tua própria casa...

(...os blogs que indico a receberem esse belo selinho são:...

- deixa eu brincar de ser feliz?, da fofíssima Jaya;
- dominus, da mineiríssima Cris;
- caneta vazia, da sempre engraçadíssima Teresa...

...todos exemplos de que "nosso planeta é nossa casa", além de que nossos blogs são nossos mundos, e de que nesses mundos encontramos essas pessoas maravilhosas com quem compartilhamos nossas vidas, segredos, sorrisos, crises e neuroses também. Beijão pra todas vocês!...)


- música do post: "vilarejo", Marisa Monte

28.1.08

and the winner is...

...o inacreditável mundo de alex e! acaba de receber 2 selos muito importantes. Mais do que um sinal (aliás, 2) de que ando fazendo algo de bom (?) por aqui, são um termômetro do carinho que sinto pelas pessoas que os me concederam. Realmente uma inacreditável - e ótima - surpresa pra um rapaz que anda à procura de seu planeta perdido há pouco mais de um mês...Vamos então a eles:...

...o 1º que vi foi esse, dado ao mundo pela especialíssima Amanda Bia, lá do seu "É só saudade..."... Ela "diz que até não é um mau blog", e eu agradeço de montão. Obrigado, querida, não só pelo selinho, mas também por tanta força que cê já me deu durante a existência desse meu espaço esquisito aqui...

(...a minha 1ª indicação pra esse selo é o blog "Igualdade na diferença", que realmente não é um mau blog; é 1 blog ótimo!!!...);
(...a 2ª indicação vai pro blog "Relatos de uma guerra pessoal", que também tá longe de ser um mau blog, pois é igualmente ótimo!!!...)

...já a minha querida mineira Cris "Dominique", lá do seu "Dominus", além de fazer com que eu me entendesse de novo com Minas, também acha que o mundo é exemplo de um "blog cabeça". É, confesso que às vezes tenho alguns surtos pseudo-intelectuais mesmo. Simplesmente adorei esse selinho também...

(...1 blog que indico pra esse selo é o "Chá das cinco" que é, sim, super cabeça - e delicioso...);
(...outro blog indicado é o "Bem-vindo à casa". Além de cabeça, sempre me sinto hiper bem-vindo por lá...)

...enfim, eu até poderia anunciar esses meus dois primeiros prêmios "bloguísticos" como adendo em qualquer outro post, mas decidi reservar um especialmente pra isso, pra que tanto a Amanda quanto a Cris saibam como eu gosto muito das 2, e também como eu me sinto honrado por ter sido lembrado por vocês no momento dessas indicações. Obrigado mesmo. Espero algum dia poder retribuir o carinho e a força que ambas já me deram - e dão... - por tantas e tantas vezes. Tô até mais confiante e feliz hoje, sei lá, com a nítida e gostosa sensação de que tudo pode - e deve - se ajeitar... (tá vendo só, foram dar corda aqui pro doido...). Ahhh sim: saibam que qualquer coisa, o mundo de alex (e o próprio alex, claro...) estão às ordens, viu...

- música do post: "la vie en rose", Édith Piaf

26.1.08

síndrome da moeda (?)

...esse post é pura lavação de roupa suja. Mais que isso até, representa quase que um ritual de passagem: com ele, guardo umas coisas e enterro outras - e espero poder mantê-las assim pelo menos uns tempos. Como tudo nessa vida, as heranças também são uma espécie de ciclo. Pensem bem: a herança é um legado passado (e do passado!) de um certo alguém a você. O que não impede, porém, que haja, no meio desse caminho, algo ruim. O que quero dizer é que nem tudo o que fica é necessariamente bom. É claro que o "normal" é sermos tomados por aquela sensação nostálgica e que reveste as coisas com o manto do bem, em que todo mal é de súbito esquecido. Pois eu não penso assim... tudo tem dois lados. Não, isso não é sintoma de "síndrome da moeda" não, é apenas uma constatação mais do que óbvia, talvez, e cartesianamente comprovável com facilidade (afinal de contas, não foi assim que Newton descobriu a gravidade?). Assim como o que sobe tem de descer, o que começa tem de terminar. Eu sei eu sei, a Disney incutiu nas nossas cabeças durante décadas que, no final da estória, há um happy ending e, pior!, que ele dura pra sempre. P-R-A S-E-M-P-R-E ! ! ! Sintam bem o peso disso... Bom, eu não quero (mais...) carregar esse tipo de responsabilidade nos meus ombros tensos pelo estresse diário. Enfim, fora desse imaginário made in Hollywood, o que nos resta - de resto mesmo, igual ao de comida requentada - é a pura e simples (e, muitas vezes, enfadonha) realidade, cuja noção de término está embutida. Não quero entrar aqui em termos filosóficos de porta de banheiro de botequim, dizendo coisas do tipo "mas é assim mesmo, a morte é a única certeza da vida", até porque se ditado, conselho ou lugar-comum fossem bons não seriam dados de graça, e sim vendidos. O pulo do gato é que a questão da herança se insere perfeitamente nesse caldo knorr. E por quê? Ora, simples como tomar sopa: a gente só recebe herança de alguém (ou algo, vai saber) que não existe mais. E que, por isso, temos de guardar, preservar de alguma forma. Como sou minimamente organizado e neurótico, resolvi separar em duas caixas as heranças que me ficaram de um relacionamento longo e de altos e baixos: numa, escrevi "caixa" mesmo, em que ficam as coisas boas que passaram; na outra, escrevi "caixão", obviamente porque tenho o intuito de enterrá-la. Bom, não vou dizer que o processo foi fácil, seria mentir com a cara mais deslavada desse mundo. Até porque vocês sabem muito bem que esse tipo especial de herança não é registrado em cartório, não tem firma reconhecida e nem mesmo precisa passar pelo tabelião... ou seja, a tarefa foi toda minha - mexer em tudo o que tava misturado, separar o bom do ruim (o que às vezes se torna algo difícil, já que não tenho experiência nisso e muita coisa acaba se confundindo), fechar e lacrar cada caixa. Bom, tive muita sorte de notar que, no final das contas - e de todo o processo, da papelada e afins, a caixa escrito "caixa" tava bem mais cheia, na verdade abarrotada de boas lembranças, ótimos momentos, fotos, poemas, presentes e um amor de que vou me recordar sempre que achar nunca ter sido feliz, pois eu fui... já a outra, o "caixão", ficou somente com umas poucas mágoas e rancores dos quais quero me livrar o quanto antes. Quer saber, nem vou enterrá-la não, vou cremá-la até que se transforme em cinzas, micro-partículas ínfimas de coisas que sequer arranham o volume imenso do que guardei de bom pra mim. Planejo jogá-las num lugar bem bonito - mas que tenha água, que a tudo purifica. Talvez não direto no mar, porque correm o risco de, mesmo se desfazendo, voltarem pra mim. E não, não quero mais essas mágoas e rancores e raivas e sei-lá-mais-o-quê de volta. Um rio. Isso. Jogarei essas cinzas num rio, bem pra longe, sempre correndo, sempre pra frente, adiante, avante, shazam! Assim, quando finalmente chegarem ao mar, estarão já tão diluídas que não vão poder fazer mais mal a ninguém. Inclusive mesmo a mim... Eu entendo que talvez nada disso faça muito sentido pra vocês ou desperte algum interesse relevante, mas saibam que eu precisava exorcizar essas coisas, justamente pra virar o disco e tocar essa vida adiante. A partir de agora, espero encarar o futuro (e o hoje...) de forma diferente. Como eu já disse aqui, tudo tem dois lados. E a lição que talvez eu possa tirar (e o propósito primeiro desse post) seja finalmente compreender que basta apenas a nossa atitude e a nossa vontade de optar por um deles. Se bom ou ruim, não importa, pois a escolha é pessoal. Aliás, sempre é mais fácil escolher, optar; o difícil é depois arcar com as conseqüências. Prefiro acreditar que cada um sabe o que faz... Bom, eu acredito que sei, opto e banco as minhas responsabilidades. Já acendi o fogo, as cinzas num instante ficam prontas. Espero só não me queimar...

- música do post: "pelos ares", Adriana Calcanhotto

24.1.08

1 outro do msm

...na verdade, o título desse post seria "2 kras". Porém não queria que ninguém entendesse ou sequer achasse que era por alusão ou alguma analogia à trama global. O que quero dizer com esse texto é simples (e quem sabe por esse motivo, complicado...): todos nós sabemos que não somos apenas um só indivíduo, e sim um amontoado de "eus" diferentes que, apesar de dividirem o mesmo teto (ou seja, a nossa própria cabeça), muitas vezes não compartilham das opiniões, gostos e, em alguns casos, até o caráter e a personalidade desses "outros" que, em última instância, são partes de nós mesmos - e com os quais freqüentemente brigamos, discutimos e queremos ver pelas costas. Sendo assim (e admitindo que grande parcela dos que me lêem pensam de maneira mais ou menos parecida), concluo que não seria surpresa admitir essa realidade - ou identidade? - partida pra todos. Claaaaaro que sim, certo? Nem sempre. E digo isso porque experimentei na pele o que é dar de cara com um outro do mesmo. Explico-me: tenho dito nos últimos posts que sofri uma decepção muito grande, patati patatá, e que tava completamente surpreso com isso, coisa e tals... massss, parando bem pra pensar, me dei conta de que tava P da vida não com aquela pessoa que aprendi a respeitar, amar e por quem me apaixonei há tempos atrás. Eu tava possesso era com uma outra face que eu não conhecia dessa mesma pessoa, e que se revelou justamente sob um momento de estresse, na pressão e no calor de uma briga requentada por sapos engolidos que jamais se tornaram príncipes. O resumo da estória? Bom, num primeiro momento, ódio, raiva, rancor e tudo o que de pior se pode desejar a alguém (e o que não se pode também...). Depois dos efeitos, raios e trovões da tempestade, no primeiro momento de calma vi que estava completamente equivocado. Eu não tava daquele jeito por causa do "outro" que eu ainda não conhecia... aquilo era "simplesmente" orgulho ferido, pelo fato de ter sido supostamente "enganado" por quem num belo dia passei a confiar tanto. E não, não fui. A pessoa que conheci e que amei e compartilhei momentos inesquecíveis da minha vida continua lá, intacta, em algum lugar (e principalmente nas minhas lembranças). Esse "outro" é somente 1 dentre dezenas, centenas ou milhares de faces que todos nós temos - inclusive mesmo essa outra pessoa. O problema é que talvez não nos damos conta de que tudo o que se passa conosco e nas nossas cabeças perturbadas também pode se passar com os demais, nas suas próprias mentes neuróticas. Afinal de contas, além de sermos conceitualmente todos iguaizinhos, ou seja, humanos cheios de virtudes - e também defeitos -, quem ainda duvida sermos igualmente um amontoado de descargas elétricas cujos curtos naturais são capazes de produzir (d)efeitos diversos? Freud tá aí, quem sabe explique... Enfim, depois de todo esse papo enrolado e pretensamente pseudo-filosófico, deixo claro que tô com a consciência limpa e tranqüila, sem remorsos nem nada. É sério, tanto até que já consigo me dar bem com o tal "outro", nos falamos, conversamos sobre trivialidades, desejamos "boa noite" e "te cuida" mutuamente. Por quê? Porque sei que não falo com aquele outro alguém que um dia conheci. Esse tá morto - ou seria melhor dizer escondido? Não sei, apenas que não sou tão frio e racional assim. Às vezes tenho recaídas loucas, vontade de me humilhar novamente em busca de um "eu" que talvez nunca volte pra mim, de exigir, mandar, gritar que retorne e me ame imediatamente, como se fosse uma criancinha mimada. Tudo dentro da normalidade, massss, bem lá no fundo, sei que de nada adianta. É muito sofrido esquecer. Por isso já disse logo de cara que nada aqui se parecia com novela. Muito pior: é a vida...

- música do post: "atrás da porta", Elis Regina