30.1.09
plataum e o msn
PS: aff, mas que post metido...
- música do post: “saúde”, Rita Lee
25.1.09
shhhhhhhhhhhhhhh
- música do post: “infinito particular”, Marisa Monte
21.1.09
e assim m livro d mim
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PS: esse texto é referente a ontem, dia 20 de janeiro, não postado por razões técnicas...
- música do post: “menino do Rio”, Baby Consuelo
15.1.09
eu q aprenda a lvantar
Claudia Lage
...não, o título desse post não é apenas por causa da minissérie. Ultimamente já vinha pensando em Maysa e em como a sua história de vida esbarra na minha às vezes. Como as suas letras me falam coisas que há muito penso, e me respondem outras tantas de que gostaria muito de saber. Isso tudo me traz a sensação de que as pessoas vivem e morrem por um certo propósito, cumprindo determinadas missões aqui onde estamos. Não, não sou espírita ou mesmo sigo qualquer religião ou culto. Respeito a tudo e todos, suas crenças e/ou seus deuses. Não é isso. Mas tenho fé. Em quê? Não sei, sinceramente não sei. Porém, acho bom ter fé, crer que há alguma coisa além dos nossos sentidos, além da ciência, pralém das nossas expectativas e imaginações. Dá um conforto acreditar nessa força que nos envolve. Simplesmente acreditar, sem mais nem menos. Faz com que a gente se sinta menos só. Mesmo estando. Agora mesmo, olhando pela varanda, vejo a lua, cheia de si, meio dengosa apoiada em duas nuvens, como que se preparando para o seu show melancólico de hoje. Lua dos amantes. Lua dos poetas. Lua dos desesperados... Tantas funções, tantas inspirações. Por vezes penso que endeusamos demais esse simples satélite. Em outras, como agora, acho que tudo isso é necessário, em alguma medida. É bom nos iludirmos de vez em quando, pois impede que tal ilusão se transforme num motivo de vida. Tem gente que passa anos acorrentado a uma fantasia e se tortura feito Prometeu, voluntariamente. Eu desejo o ludibriar de um momento, apenas, momento que me faça realmente crer em algo longe das minhas vistas, em algo que me distraia os sentidos a ponto de me fazer acreditar que tudo não passou de um pesadelo, e que a tristeza possa ser somente um tema passageiro. Se meu mundo caiu...
- música do post: “o nosso amor a gente inventa”, Cazuza
10.1.09
a cada 1, seu inferno pssoal
- música do post: "ouça", Maysa
5.1.09
reflexões bestas e/ou + 1 ano nvo
- música do post: "só hoje", Jota Quest
31.12.08
odoyá
Clara brincava na praia quando olhou a concha na areia, ali junto. Diziam-lhe que se a colocasse ao ouvido ouviria o barulho do mar distante. Assim o fez, enquanto pequenas marolas tentavam, em vão, tocar-lhe os vítreos pés. Agachada, o vestido rendado a chasquear os grãos da areia úmida, percebeu que os sons formavam como que lamúrias entregues ao nada. Talvez fosse a escolhida a captá-los e, quem sabe, tomar alguma atitude. Mas o quê?
Clara não compreendia as minúcias daquilo que lhe chegava tão docemente. Porque sim, o lamento era doce, e a voz do mar, apesar dos gritos salgados das ondas furiosas, cochichava qualquer coisa de íntimo que ia além de toda razão possível. Estar à deriva em meio à praia deserta proporcionava-lhe uma sensação única; o contato com o lado selvagem do mundo, seus segredos e códigos indizíveis, fazia com que se soubesse apenas parte minúscula do todo que chamam de universo, apenas mais um conjunto de fragmentos que se unem por determinado propósito.
Será, então, que era isso que deveria entender? Alcançar os detalhes do cume da evolução? Trilhando os meandros da cosmogonia, Clara corria o risco de se descobrir a si mesma. Inserida no contexto de uma revelação, a epifania desvelava-se por seus sentidos afora, desdobrando-se em sensações múltiplas e conflitantes, sinestesia de um corpo que se revela por inteiro ao espírito das coisas. A comunicação, portanto, parecia estabelecer-se. Através daquele objeto de formas engraçadas, delicada ruína de sedimentos, podia-se entrever que o momento de tensão máxima se aproximava.Clara, porém, não se dava conta disso, fascinada pelo descobrimento de realidades outras que se lha apresentavam. O choro do mar era pura solidão. Desarmada dos escudos da experiência como ser humano, restava toda aberta, braços dados com a consciência plena que a unia à natureza. Os ruídos de antes cessaram por completo. Não havia mais motivos para perdurarem. Substituídos por cânticos, encantadores tais como os de sereias, Clara foi levada a mergulhar cada vez mais fundo, até seus pés não tocarem a areia úmida de outrora, até suas mãos debaterem-se na agonia da concha perdida para sempre, até que ela por inteiro, embebida na maresia inebriante, desaparecesse na brincadeira macabra de existir.
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...pois é, voltei. Não sei o porquê, não sei até quando... mas também não sei se vale a pena ficar indagando razões que provavelmente nunca terei. Não importa. Enfim, só o que sei é que não quero fazer promessas para o próximo ano. Que 2009 venha, e que seja melhor que este ano a nos deixar a um minuto da meia-noite, a um passo apenas do precipício. Desejo a todos uma tranqüila e boa passagem; como oferenda, ofereço esse conto aos novos tempos, sacrifício necessário às inerentes mudanças da vida. A partir de amanhã visito todos vocês. Saudades. E bem-vindos novamente a esse inacreditável mundo em que espero permanecer...
- música do post: "Iemanjá rainha do mar", Maria Bethânia